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domingo, 30 de maio de 2010

Análise Sensorial – Coloração da Cerveja

Com a aproximação do concurso paulista de cervejas caseiras, decidi dar mais um espaço à análise sensorial, agora falando um pouco da técnica de avaliação da cor da cerveja. Segundo a fonte, rapidamente pesquisada, para o uso apropriado da escala de cores SRM anexa (a escolhida para a coloração no concurso), é necessário que seja utilizado na análise sensorial um copo plástico próprio para avaliações, o mesmo não deve possuir fundo espesso e precisa ser fino, rígido e transparente.

Os melhores resultados serão obtidos se neste copo colocarmos 10-12mm da cerveja a ser analisada, conforme a figura abaixo.

Além disso, a amostra não deve apresentar vestígios de espuma ou bolhas presas na parede do recipiente. A determinação da cor adequada será mais próxima do real se estivermos sob uma boa iluminação e se utilizarmos um fundo branco sob a escala, assim pode-se examinar a amostra retirando-a da mesa para melhorar a penetração da luminosidade.

Qual a forma mais precisa sugerida para verificação e determinação da coloração da cerveja?

Segundo minha rápida pesquisa, melhor seria seguir a recomendação de quantidade exposta acima (10-12mm em copo adequado), colocar por sobre o mesmo fundo branco a escala de cores e parcialmente sobre ela o recipiente contendo a amostra, olhar por sobre o recipiente, verticalmente para o fundo e ir movendo a escala ou a amostra até que seja encontrada a melhor posição, na qual a representação de cor da escala se encaixar perfeitamente à amostra, desta forma a coloração será determinada com maior precisão.

Observação correta

Não é indicado que o avaliador aprecie a amostra da forma ilustrada abaixo, pois esta aumenta a incidência de erros na classificação ocasionando diferenças na transparência, conteúdo, penetração da luz, turbidez, fundo e bordas. Esse método não apresenta uma eficiência adequada na identificação, mesmo utilizando um fundo branco durante a análise.

Observação não indicada

“A verificação da coloração correta pode ser bastante difícil, pois vários métodos já utilizados para determinar a cor da cerveja utilizavam comparações inadequadas”, segundo o pesquisador e proprietário de cervejaria Inglês JW Lovibond, que no ano de 1885 estabeleceu um “Tintômetro” comparando todas suas amostras na intenção de padronizar as cores dos estilos de cerveja. Seu aparelho foi evoluído e atualizado mediante comparações múltiplas até que a melhor combinação foi encontrada. O produto final dessa pesquisa foi a escala Lovibond (°L) que é comumente utilizada para classificar a coloração da cerveja e dos tipos de malte. O problema mais complexo na avaliação é que as cervejas possuem um sem número de variações assim, não podemos apenas falar de cor clara ou cor escura.

Há 50 anos, outro método de padronização foi proposto e adotado pela “American Society of Brewing Chemists” que desenvolveu a escala SRM “Standard Reference Method” para a classificação da cerveja à partir de sua coloração. O método basicamente se resume à exposição de uma amostra de cerveja a uma iluminação chamada “Ultra-Blue” com 430nm, sendo assim, de acordo com a absorção do espectro haverá a determinação do valor SRM da amostra.

Esse processo funciona muito bem em líquidos amarelo-marrons, mas esse tipo de medição possui alguns problemas, pois algumas cervejas com cores diferentes atingem o mesmo grau SRM e podem, por exemplo, parecer âmbar ou amarelo-avermelhado e ter a mesma classificação. Nem todas as cervejas de um estilo possuem a mesma cor e como esse método sugere uma diferença simples entre claro ou escuro ele não garante que o resultado aponta para a cor real.

Há vários instrumentos que podem medir a coloração da cerveja utilizando amostras de comprimento de ondas luminosas e que produzem cores reais determinadas pelo método colorimétrico de “triplo-estímulo” sendo muito freqüentes nas grandes cervejarias. Esses equipamentos são muito caros e normalmente são muito grandes, assim não são comumente utilizados para pequenas produções.

Fazendo um comparativo utilizando o computador podemos determinar a coloração com precisão, porém se faz necessária uma profunda calibração com amostras já confirmadas de cerveja, além disso, o monitor, a impressora e a luminosidade do local devem ser verificados de forma a possibilitar a reprodução perfeita da cor de referência.

Quando está examinando uma amostra, o avaliador utiliza toda sua experiência adquirida, mas não podemos desconsiderar que o ambiente e a quantidade de bebida inserida no recipiente irão interferir na análise.

Os vários componentes da amostra que dão à cerveja sua coloração final podem ser combinados de muitas formas, ocasionando múltiplas cores diferentes, mas obviamente, diferentes combinações podem culminar na mesma cor aparente, portanto, se você não for daltônico, poderá perceber que SRM ou Lovibond poderão apresentar visões diferentes de uma mesma amostra entre dois examinadores, mesmo que ambos estejam no mesmo ambiente ou até lado a lado.

Fatores ambientais afetarão sem sombra de dúvida o julgamento e a medição da cor específica de uma cerveja. Cada avaliador pode na verdade estar enxergando cores diferentes, na maioria das vezes um ou dois graus Lovibond de diferença são observados e podem retirar a amostra da referência determinada pela padronização e recomendada para o estilo.


Exemplo da correta utilização da escala de cores SRM/Lovibond na avaliação e determinação da cor da cerveja.

Verifique alguns itens e condições que podem afetar a forma como vemos ou percebemos a cor da cerveja:


De qualquer forma, o que se deve ter em mente é que há muitas fontes para possíveis erros nesse tipo de avaliação, por isso, se você estiver participando de algum evento como avaliador relaxe e aprecie as cervejas.

Prosit!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Breja do Bredão - Resultado

Pois é, após um período necessário de fermentação (04 dias entre 15-24°C) e de maturação (15 dias entre 0-1°C) aí está a prova de que a receita e os equipamentos mínimos são suficientes para se elaborar uma boa cerveja caseira.

Olhem o comentário do Bredão após apreciar o resultado de sua primeira cerveja caseira:

"...Dê uma olhada nas fotos da 'garota' ... Bonitas né? ... Tomei os 02 copos, estou meio zonzo pelo teor alcoólico..., que pelo que você calculou deve estar em torno de 6,66º. Eheheheh... Beijo. Bredão"

Vejam a foto:

1ª Breja do Bredão feita em Botucatu em 08/05/2010
(Foto tirada com um celular)

É isso aí pessoal, cerveja com simplicidade e sem segredos, façam vocês também, os equipamento, a receita, e o processo vocês já sabem onde encontrar. Qualquer dúvida postem seus comentários em nosso Blog ou enviem e-mails para mhbreda@hotmail.com.

Prosit!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Equipamentos – Nível intermediário

OK, todo mundo já constatou que dá pra fazer cerveja em casa com coisas bem simples e um pouco de conhecimento. Mostramos aqui a lista de material, a receita e o processo passo-a-passo para o básico 1, 2 e 3, agora inicio o que considero nível intermediário. Começaremos da mesma maneira, alterando a lista do que já possuímos e adaptando tudo o que for possível de forma a proteger o investimento já feito e adquirir o mínimo de coisas novas.

Você agora utilizará:

1. Caldeirões
Continuaremos com os mesmos três caldeirões, porém, faremos uma adaptação no de brassagem, de maneira a utilizarmos a bomba (de máquina de lavar), de uma forma mais segura. Simplesmente adicionaremos a ele um outro registro na parte superior, em linha com o de baixo, para que possamos prender a bomba e controlar a vazão de saída de modo a evitar revoluções no colchão de malte durante a clarificação. No nível avançado adaptaremos uma peça a ela para “Sparge”, visando aumentar a eficiência.

2. Fogareiros
Para evitar movimentações desnecessárias dos caldeirões quentes e cheios, o mais adequado será possuir três fogareiros, um para cada caldeirão e, se possível, uma estrutura metálica para mantê-los fixos, desta forma utilizaremos mangueiras para ligá-los a uma única fonte de gás. A figura ilustrativa do fogareiro você pode encontrar no post "Equipamentos - Parte 3".

3. Fermentadores
Lembram dos galões de água azul? Pois é, tem muitas vantagens, são fáceis de encontrar, baratos, podem ser substituídos facilmente por outros mais limpos, mas se já utilizaram sabem o quanto é difícil limpá-los depois da fermentação, embora não seja impossível, mas utilizar baldes de plástico atóxico alimentício é muito mais prático para quem deseja fazer cerveja com mais frequência, além de possuírem uma vida útil bem maior que os galões. Minha orientação é adquirir um balde de 20 litros para cada 15 litros de cerveja que você pretenderá fazer, pois não se deve encher o fermentador, o ideal é deixar esse espaço de 20-25% do volume para evitar vazamentos ou entupimentos do airlock durante a fermentação.
Balde fermentdor com airlock e torneira

4. Airlock
Poderemos utilizar os mesmos airlocks dos galões (em oito ou de três peças), lembrando somente que precisaremos de um para cada balde. Caso você ainda utilize o sistema caseiro com mangueira e garrafa, poderá também conectar as saídas dos baldes a um conector em “T” e direcioná-las para uma única garrafa de água. Essa solução somente será viável se você puder manter os baldes todos juntos e a uma mesma temperatura de fermentação.


Airlock caseiro com conector "T"

5. Estrutura metálica para cozinha
Agora que você já está mais familiarizado com o processo e já decidiu que realmente é isso o que você quer fazer, ou seja, sua própria cerveja, uma estrutura para auxiliá-lo na utilização dessa “beerparafernália” será muito interessante e facilitará a montagem e desmontagem da área de produção. Você poderá escolher entre alguns tipos de estrutura ou até inventar uma que se adapte às suas necessidades. Abaixo coloco quatro tipos diferentes para auxiliá-los na escolha:

5.1. Estrutura em linha


Forma mais simples de construir e perfeitamente funcional no caso de utilização de bomba para trasfega, trata-se de uma forma de “mesa” sem tampo, feita de perfis metálicos. Você pode utilizar o modelo que anexei na postagem “Estrutura Metálica”, porém, as medidas naquele desenho suportam caldeirões de 125 litros, assim, minha sugestão é que a largura da estrutura seja igual a do seu caldeirão mais 10 cm de folga para o caso de um upgrade. Por exemplo, se você tem um caldeirão de 15 litros (n°28) construa sua estrutura com 38 ou 40 cm de largura, assim, você poderá utilizá-la com um caldeirão maior, até n°40, sem ultrapassar as laterais. A desvantagem nessa estrutura é a necessidade de se bombear a água de lavagem.

DICA: se você pretende ampliar sua capacidade em um curto espaço de tempo, já construa sua estrutura com 46 cm de largura, assim poderá usar caldeirões de 60 litros (n°46).

5.2. Estrutura em patamar


Essa é a estrutura que utilizamos atualmente, tem como vantagem a utilização da gravidade para a água de lavagem, porém, tem a desvantagem de localizar a fervura em um ponto muito baixo o que dificulta o processo de resfriamento, exigindo uma trasfega no final da fervura antes do whirpool.

5.3. Estrutura em dois níveis


Existem várias formas de se montar uma estrutura em dois níveis. A mais simples é ter a água de lavagem em uma altura superior, de forma a utilizar a gravidade para a aspersão (ver acima) e manter a brassagem e a fervura na mesma altura de forma a manter ergonomicamente confortável a posição de trabalho do cervejeiro. Se já não possuíssemos uma estrutura em patamar hoje eu optaria por uma em linha, ou no máximo faria uma em dois níveis como essa.

5.4. Estrutura em três níveis
Essa é uma estrutura onde se realiza a brassagem no topo. A figura a seguir ilustra uma estrutura onde a brassagem fica acima das demais tinas e a fervura e a água de lavagem em níveis inferiores. Na minha opinião, exceto pela economia de espaço, essa disposição não apresenta mais vantagens sobre a estrutura em linha, pois a água de lavagem deverá ser bombeada, ao contrário daquela que a utiliza por gravidade.


Recentemente participei do encontro da ACervA Paulista em Campinas, onde a cervejaria Colorado presenteou a associação com uma cozinha em inox construída em uma estrutura de três níveis bastante funcional, que possui um design bem bacana e controles eletrônicos para facilitar a vida do cervejeiro. Mas, como nada é perfeito, para termos uma dessas em casa precisaremos de muita poupança forçada, por isso, ficam aqui as dicas para construir um equipamento mais barato e com todas as funções necessárias, mas com adaptações que evitam qualquer comparação com este “sonho” de cozinha cervejeira, embora não fique a desejar, pois só não teremos ainda o controle eletrônico, mas falaremos disso no avançado.

Foto do Beer Sculpture doado à ACervA Paulista pela Colorado
Fonte: Blog ACervA Paulista
 
Como disse anteriormente, cada um pode montar sua estrutura da forma mais adequada às suas necessidades e se precisarem de mais detalhes sobre medidas, materiais e onde encontrá-las ou encomendá-las, podem deixar um comentário aqui ou enviar um e-mail para mhbreda@hotmail.com que terei o maior prazer em respondê-los e auxiliá-los.

O orçamento médio para essa adaptação será:


Os demais equipamentos que vocês possuem devem ser mantidos e somente descartaremos aqui os galões de água e as rolhas dos mesmos, isso caso vocês optem por utilizar os baldes, caso contrário, não haverá nenhum descarte, somente deixaremos de utilizar o fogão de casa.

Seria interessante também começar a pensar em um freezer (vertical ou horizontal) para evitar problemas com a maturação e brigas com a concorrência que quer a geladeira da cozinha de volta.

Prosit!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Parâmetros da ESB

Graças ao comentário do César, esse pequeno post foi escrito, por isso reforço a importância da interatividade no Blog, pois o que pode parecer uma coisa que todos sabem precisa de mais detalhes, é o que farei agora.

Esclarecendo cada um dos parâmetros da cerveja exigidos pelo concurso temos:

OG (Original Gravity)
Gravidade Original do mosto antes da fermentação. Essa medida é dada em um número de quatro dígitos e demonstra a densidade do líquido em relação à densidade da água (1.000). O valor pode ser obtido facilmente utilizando-se um densímetro de massa. O concurso sugere que sigamos o estilo mantendo a OG entre 1.048 e 1.060, ou seja, nosso mosto antes da fermentação deverá ser "encorpado" em 60 pontos a mais do que a água, esse aumento na densidade se deve ao amido convertido em açúcares durante a brassagem que por sua vez poderão ser fermentescíveis ou não, onde fermentescíveis são aqueles que serão convertidos em álcool durante a fermentação e não fermentescíveis aqueles que formarão o corpo da cerveja.

FG (Final Gravity)
Gravidade Final da cerveja após o processo de fermentação. Da mesma forma que a OG, é dada em um número de quatro dígitos e também se refere à densidade, mas agora da cerveja e não do mosto, pois já houve a fermentação alcoólica, assim, o líquido resultante já pode ser chamado de cerveja. A FG será sempre menor do que a OG, pois isso representa que grande parte daqueles açúcares foi convertido em álcool, idealmente 100% dos fermentescíveis. No concurso a FG deve estar entre 1.010 e 1.016. A diferença entre OG e FG nos possibilita determinar o teor alcoólico da cerveja que produzimos, ou seja, se estivermos dentro desses dois parâmetros nossa cerveja se encaixará no terceiro.

GL (Gay-Lussac)
A Graduação Alcoólica de um líquido dada em graus GL determina o percentual de álcool nesse líquido em uma fração do volume equivalente, assim, no caso do concurso, a cerveja ESB deverá estar com um percentual de álcool entre 4,6 e 6,2. Como dito anteriormente essa marca está diretamente ligada aos dois parâmetros anteriores (OG e FG).
°GL = V% => quantidade em mililitros de álcool absoluto contida em 100 mililitros da mistura hidro-alcoólica.

IBU (International Bitterness Units)
Trata-se de uma norma utilizada como referência na fabricação e classificação de vários tipos de bebida, sendo amplamente utilizada na indústria de cervejas. Segundo pesquisas, o paladar europeu prefere cervejas mais amargas que a do brasileiro. No concurso, essa medida deve estar entre 30 e 50 unidades de amargor.
O amargor da cerveja provém principalmente do lúpulo adicionado, existem vários tipos de lúpulo e cada espécie possui um teor percentual de ácidos alpha, esses ácidos, quando o lúpulo é fervido no processo cervejeiro, serão solubilizados no mosto transferindo a ele o amargor da planta.

SRM (Standard Reference Method)
Sistema utilizado internacionalmente para determinar a intensidade da coloração da cerveja. Existem outras classificações de coloração como a EBC (European Brewery Convention), mas o concurso determina a utilização da escala SRM e exige que as amostras estejam entre 6 e 18. Como curiosidade, esse intervalo na escala EBC para a mesma coloração estaria entre 12 e 33. Simplificando, teremos uma cerveja com espectro de cor entre o âmbar e o cobre.

Bom, espero que não tenha sido nem chato nem confuso e que fique mais fácil agora para quem nunca ouviu falar ou que não tem muita familiaridade com essas siglas entender as postagens futuras.

Um beijo ao meu irmão César e obrigado pela dica para que eu pudesse explicar melhor os significados desses termos.

Prosit!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Foi dada a largada para o concurso

Sábado, dia 15/05/2010, em nossa cervejaria na casa do Riva em Campinas, foi dado o primeiro passo em direção ao concurso de julho. Estamos falando do 1° Concurso Paulista de Cervejas Caseiras, que será realizado em 24/07/2010 na cidade de Votorantim-SP nas instalações da Cervejaria Bamberg.

Eu e o Riva nos empenhamos ao máximo para produzir uma receita original, sem copiar de programas ou sites da internet e cuidando para obedecer religiosamente os parâmetros colocados pelo comitê organizador para a adequação da cerveja ao estilo selecionado, qual seja, uma ESB (Extra Strog/Special Bitter).

Para que vocês possam se localizar, as cervejas abaixo são relacionadas pela ACerva Paulista como integrantes do estilo escolhido para o concurso:

Fullers ESB, Shepherd Neame Spitfire, Vintage Henley, Morland Old Speckled Hen, Greene King Abbot Ale, Redhook ESB, Cooperstown Old Slugger.

A lista era maior, mas resolvi colocar as do meu agrado, a ordem não significa a minha opinião, somente fui reduzindo a lista conforme ela foi disposta no regulamento.

As premissas do concurso são as seguintes:

Parâmetros constantes do regulamento do concurso

Evidentemente que não poderei reproduzir aqui e agora a receita., mas darei uma super palha da produção para atiçar a curiosidade do pessoal, além disso, convido a todos para participar do evento.

Para maiores detalhes acessem:
http://acervapaulista.com.br/witbier/index.php/concurso-2010

Foi uma leva demorada, pensada, calma, com muita atenção a todos os detalhes, uma moagem lenta e controlada para cada tipo de malte, as rampas de cozimento, as paradas, enfim, falem o que quiser, ninguém pode nos tirar o prazer de executar todos esses passos, sem pressa, mesmo que o "papa" diga que não faz muita diferença, pra nós faz sim e pra melhor, de qualquer forma, foi muito prazerosa e nos tomou praticamente todo o dia e parte da noite, afinal, foram 100 litros... pois é!!! Como teremos que mandar três litros para o concurso, resolvemos fazer um pouco mais para podermos degustar, oferecer aos amigos e levar um pouco para o concurso de maneira a distribuir para os presentes, afinal, cá pra nós, é sacanagem ver os caras analisando sensorialmente as 47 cervejas inscritas e nada das "candidatas" aqui pros mortais, não é mesmo? Mas provavelmente muita gente levará cerveja para compartilhar.

Confiram algumas fotos da nossa produção:

 

Mosaico de maltes!!!

Início da brassagem

Clarificação. Vejam que cor, que transparência!!!!!!

Fervura e o nível baixando no resfriamento
Trub quente

Resfriamos 100 litros de 98°C para 14°C em 30 minutos sem usar água

Aeração do mosto e as crianças já inoculadas fermentando

Espero vê-los no concurso, torcendo para a B&R Beer e degustando nossa ESB.


Prosit!!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Equipe B&R Beer

Poxa, me dei conta de que até hoje, embora sempre fale do Riva aqui no Blog não publiquei nenhuma foto nossa, por isso, aí vai para a posteridade:


Breda & Riva

E ninguém aí pra me dar um toque sobre isso.....

A foto não está lá aquelas coisas, pois o fotógrafo é muito ruim, não é Gordo??? Portanto, prometo que tiraremos uma mais adequada e refaço a publicação.
Prosit!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fotos da Breja do Bredão nas PETs

Pessoal, a cerveja que fizemos na casa do Bredão já está fermentada, carbonatada e com metade do tempo de maturação percorrido.
Deixo algumas fotos para que vocês observem as mudanças na aparência da cerveja em comparação com o dia em que a colocamos para fermentar. Lembrando que a fizemos utilizando a receita, o procedimento e os equipamentos mínimos do nível básico, por isso a cerveja não é tão clarificada como as que fazemos utilizando os equipamentos do nível avançado.
De qualquer forma, estou muito contente com o resultado e vocês podem ter a certeza de que é possível e viável produzir cerveja em casa como já expliquei nas postagems "Equipamentos" "Equipamentos-Parte 2" e "Equipamentos-Parte 3" sem altos investimentos e a um custo baixo.
Confiram as fotos:
Fotos tiradas pelo Bredão e pela Carolina
Prosit!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Breja do Bredão

Missão cumprida!!!
Como combinamos, utilizei o roteiro publicado no post "Equipamentos" e os componentes constantes da lista para uma brassagem "Básico - Nível 1" e fomos muito bem sucedidos, graças a Deus.
Ratificando, utilizamos:
01 Fogão comum;
01 Caldeirão que meu pai já possuía, por isso era n° 30 e não 28;
01 Panela auxiliar para água de lavagem;
01 balde para clarificação;
Gelo para o resfriamento;
Galões de água como fermentadores;
Airlock em 8, pois já tenho;
Mangueira para trasfega;
Peneira e jarrinha para clarificação;
Vela, copo, colher comuns para ativar o fermento;
Escumadeira de inox (que eu quebrei e vou ter que comprar outra);

Fizemos 20 litros de uma Gold Ale conforme a receita informada anteriormente.
Como disse a vocês, devido à utilização da jarra, a clarificação não tem o mesmo resultado da bomba, mas ficou muito boa.
Vejam as fotos abaixo:


Bredão na brassagem
Agora as meninas estão fermentando e até quarta-feira teremos bolhas no airlock. Na quinta devemos resfriá-las para interromper a atividade do fermento e trasfegá-las para as PETs de 02 litros.

Será utilizado açúcar invertido para o primming, aliás, vocês sabem como fazer esse produto em casa? Não? Então, que tal anotar a receitinha?
Para cada litro de cerveja você utilizará 09 gramas de açúcar invertido, assim, considerando que fizemos 20 litros de cerveja teremos:

20 x 9 = 180 gramas

Você deverá colocar em uma panela 180g de açúcar cristal (não pode ser refinado), 100ml de água e 10 gotas de acido cítrico (pode usar 10 gotas de limão). Misture bem e ferva a mistura em fogo alto.
ATENÇÃO: Não pare de mexer a mistura para não queimar!!!
Assim que começar a ferver, marque 05 minutos e desligue. Resfrie e deixe na geladeira até o momento de engarrafar.
Se não tiver uma balança, utilize um copo americano como medida, coloque 01 copo de açúcar (bem cheio) e meio de água.

Para maiores quantidades de cerveja, basta multiplicar a receita. Você verá a diferença entre essa mistura e o açúcar puro após os 10 dias de fermentação secundária. Lembre-se de testar uma garrafa no oitavo dia para evitar explosões, se já estiver com boa espuma, refrigere todas as garrafas.

Vocês podem nos seguir no Twitter também: http://twitter.com/BrejadoBreda

Boa brassagem.

Prosit!!!
PS: Quero agradecer mais uma vez os amigos que comentam no Blog e enviam e-mails, continuem participando do Breja do Breda!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Equipamento - Parte 3

Chegamos ao último passo do equipamento Básico, depois de adquirir ou montar todo esse pequeno aparato, você poderá se candidatar ao nível intermediário.

Vamos às alterações:

1. Caldeirões
Já temos dois caldeirões de alumínio, pelo menos um com registro. Agora teremos três e todos eles com registro inferior, como mostrei na figura da postagem "Equipamento - Parte 2";

2. Fogão
Agora passaremos a utilizar somente os fogareiros de alta pressão, o ideal é ter dois fogareiros ou um fogão industrial completo de duas bocas com pés. Neste caso, se você tiver a intenção de aumentar a capacidade dos caldeirões, não adquira um conjunto pronto, compre os fogareiros separadamente (cada um custa aproximadamente R$ 35,00 com 08 saídas);

3. Bomba para clarificação
A melhor opção é utilizar uma bomba de circulação como as das máquinas de lavar roupa (custa R$ 20,00) e você vai se impressionar na diferença que faz utilizá-la ao invés da jarrinha plástica, tanto no resultado quanto no tempo gasto nessa operação. A bomba também pode ser utilizada para trasfegar o mosto pós fervura e auxiliá-lo no whirpool;

4. Densímetro de massa e proveta
A partir desse momento, será interessante que você se habitue a utilizar a técnica da densidade para acertar os modelos de cerveja que estará preparando, como mostrei na "Tabela Periódica das Cervejas" na postagem "Uma Irlandesa bem gostosa made in Campinas", cada cerveja tem uma OG (Gravidade Original) e uma FG (Gravidade Final), essas informações são obtidas respectivamente no mosto pré fermentação e pós fermentação, dessa diferença temos o teor alcoólico da cerveja, o qual passarei a fórmula para vocês no nível intermediário;

5. Bomba para aeração do mosto

Muito útil para evitar esforço físico na "chacoalhação" manual dos galões d'água e a contaminação quando jogamos o mosto de um balde para outro. Utilizaremos um pequeno conjunto formado por três partes: A. Bomba de aquário; B. Filtro de ar micrométrico; C. Pedra porosa. Com uma pequena mangueira como as de soro de hospital, faremos o dispositivo de aeração que, além de seguro, trabalha enquanto você está preocupado com a ativação do fermento;

6. Airlock de três peças

Agora deixaremos de lado o airlock simples com garrafa, não por causa de seu funcionamento, mas por conta da praticidade e da economia de espaço. Você pode construir um airlock de três peças facilmente ou adquirir um dos fornecedores que já publiquei anteriormente no post "Equipamentos". Se você tiver um bom espaço em termos de altura em sua geladeira ou freezer, opte pelo airlock em 8, mas ambos, ou melhor, os três funcionam muito bem, digo três, pois reforço que você pode sem qualquer prejuízo, continuar utilizando o airlock caseiro que ensinei a construir;

7. Chiller de imersão
Resfriaremos o mosto utilizando um chiller de imersão de pelo menos 07 metros de cano de cobre de 3/8" enrolado como fosse uma serpentina de chopeira com mangueiras transparentes nas extremidades. Você poderá utilizar parte da mangueira que já adquiriu anteriormente.

Você irá agora descartar:
01 Panela auxiliar de 03 ou 04 litros;
01 Jarra plástica atóxica de 01 litro;
01 Garrafa PET de 600ml (para trasfega).
Os demais equipamentos devem ser mantidos.

O que muda no processo?

A Brassagem continuará da mesma forma, com infusão simples e controle de temperatura. Relembrando:

i. Aquecer a água a 68°C;
ii. Adicionar o malte já moído;
iii. Manter a temperatura a 65°C por 90 minutos;
iii. Elevar a temperatura a 78°C por 10 minutos.

Até aí, sem novidade. Depois disso, vem a clarificação, lembram? Pois é, aqui você sentirá uma enorme diferença, com a bomba e o registro do caldeirão, você circulará o mosto até que esteja transparente, sempre escorando o retorno com a escumadeira para evitar que o colchão formado pelo malte no fundo falso se movimente. Assim que estiver bem clarificado, você drenará todo o mosto, utilizando a bomba, para o caldeirão de fervura.

Quando restar somente o bagaço no caldeirão da brassagem, adicionaremos água de lavagem para extrair a maior quantidade possível de mosto que ainda está impregnando o bagaço. O terceiro caldeirão deve estar com água aquecida a 80°C para realizarmos esta operação, assim, você deve ter em mente a logística para utilizar três caldeirões em duas bocas de gás industriais, não é complicado, basta fazer o seguinte:

Momento 1: Brassagem - 01 boca sendo utilizada;

Momento 2: Clarificação - 02 bocas sendo utilizadas
Embora, enquanto o mosto é clarificado, o caldeirão de brassagem não está utilizando o fogo, mas estará sobre uma das bocas. Utilize esse tempo para aquecer a água de lavagem na outra boca;

Momento 3: Trasfega para fervura - 02 Bocas sendo utilizadas
Coloque o terceiro caldeirão no chão para facilitar o trabalho de drenagem, mesmo porque, se você tiver somente duas bocas não terá outra escolha. Colocá-lo em uma mesa ou cadeira pode ajudar, mas ele deve ficar abaixo ou no máximo no mesmo nível do caldeirão de brassagem. Nesse momento você deverá realizar a primeira medida de densidade e anotar. Retire um pouco do mosto colocando-o na proveta, resfrie-o até 20°C para evitar distorções na medição e coloque o densímetro dentro para verificar a OG. No próximo nível passarei uma tabela de correção de densidade, isso permitirá que você verifique o mosto com mais flexibilidade na temperatura;

Momento 4: Lavagem - 02 bocas continuam sendo utilizadas pela água e pelo caldeirão de brassagem. Você deve utilizar o registro do caldeirão e uma mangueira para melhorar a aspersão de água quente sobre o colchão de malte;

Momento 5: Trasfega do mosto ralo e fervura
Nesse momento, você deve trasfegar todo o mosto ralo (aquele que você retirou na lavagem) para o caldeirão de fervura. Quando tiver terminado, retire o caldeirão da brassagem do fogareiro e utilize o mesmo para a fervura. Observe que essa é somente uma sugestão para evitar problemas com a água quente de lavagem, pois algumas pessoas usam a jarra para jogar a água por sobre o colchão de malte, dessa forma, você poderá deixar o de água no chão e já ir aquecendo o de fervura. Dessa maneira você ganha tempo, mas corre o risco de se queimar. Faça sua escolha. Se puder ter três bocas de gás, muito melhor, mas isso falaremos no nível intermediário.

Lembre-se de medir novamente a densidade para estimar o tempo de fervura para correção da OG.

Depois da fervura, lupulagem e whirpool, sem novidades, faremos uma nova trasfega para separar o mosto do trub gerado pelo whirpool. Utilize o galão de água para receber o mosto resfriado.

Utilizaremos o caldeirão de brassagem para o resfriamento. Encha o caldeirão com gelo e um pouco de água para aumentar a área de contato com o chiller. Coloque o chiller dentro do gelo e com uma ponta da mangueira imersa no mosto faça um sifão pela outra extremidade de forma a iniciar uma trasfega por gravidade.

Cuidado para não movimentar o trub durante o processo, somente o mosto deve ser drenado para o chiller e resfriado seguir para o galão de água.

Verifique a temperatura do mosto que está saindo do chiller, ele deve estar a 20°C, no máximo a 25°C. Esta é uma forma de diminuir o gasto de água no resfriamento, pois muitas pessoas colocam o chiller imerso no mosto quente e circulam água pelo chiller. Essa operação além de mais demorada é também ecologicamente incorreta, pois desperdiça muita água. Para maximizar o resultado do caldeirão com gelo você pode utilizar a solução frigorífica (amplamente divulgada na internet - álcool, sal, água e gelo) mas com cuidado para não congelar o mosto dentro do chiller, não se espante, isso funciona muito bem e faz com que pouco gelo suporte altas litragens de mosto.

Feito isso, coloque a bomba de aquário para funcionar enquanto ativa o fermento. Uma espuma será formada dentro do galão e você poderá movimentar a ponta porosa dentro do mosto para espalhar a aeração sem esforço.

Adicione o fermento, tampe o galão, coloque o airlock e deixe na temperatura de fermentação pelo tempo necessário, relembrando:

- Alta fermentação: de 03 a 05 dias entre 15-24°C
- Baixa fermentação: de 07 a 10 dias entre 02-06°C

Depois disso, verifique a densidade novamente para encontrar sua FG e anote.

Engarrafe sua cerveja fazendo o processo de primming que já ensinamos.

Deixe em temperatura ambiente por 10 dias. Desejando, pode ser pasteurizada como já sabemos.

Refrigere e beba!!!!

Prosit!!!

Obs.: Estou preparando as imagens, colocarei até o final da semana.