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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Toledo

Saímos bem cedo de Madri, de trem, não era o de alta velocidade mas como vocês podem ver pela foto, parece mais o interior de um avião do que de um trem, tem cobrador (aquele cara que vai pedindo o bilhete e furando) e as poltronas são bem confortáveis. Pela janela a paisagem é bem diferente, admira-se que consigam desenvolver plantações enormes naquele solo que, aparentemente, para um leigo como eu, se assemelha a um semi-árido porém mais recheado de pedras. Só vendo pra entender.


Chegando na estação, que parece um castelo, a temperatura estava em 40° celsius, pena o termômetro ter virado antes que eu pudesse registrar a marca, mesmo assim, fica a prova de que o verão espanhol chega a temperaturas impressionantes também.


Na estação há um bar com algumas mesas ao ar livre, como um jardim, bem bonitinho e lá, enquanto meu irmão me dava uma pequena aula sobre Hugo Chaves, degustávamos algumas "canhas", mas isso foi no final do dia enquanto aguardávamos o trem de volta, mas primeiro vamos à Toledo.

Logo ali havia um ponto de ônibus, pois a parte histórica da cidade, dentro dos muros do castelo e tals, fica como sempre no alto de uma montanha, eram posições estratégicas para evitar as invasões, assim optamos por subir de "busão" e descer a pé no final do dia.


Ruas estreitas, prédios seculares, portas enormes de madeira e ferro que nos remetem a um tempo distante, o pavimento de pedra convida a imaginar os sons que deviam emanar dos cascos ferrados dos cavalos batendo nas pedras durante a idade média, devia ser bem legal, mas a idade das trevas deve ter sido muito difícil, fiquemos com o glamour das armaduras, espadas, castelos e catedrais, aliás, muitas e belíssimas igrejas se projetam nesse lugar.

Andamos muito, por toda a cidade, circulamos Toledo quase toda por fora dos muros, andamos às margens do rio Tejo e pelo caminho de Dom Quixote, foi cansativo mas valeu a pena.

Almoçamos em uma lanchonete, ahh, ia me esquecendo, quase tudo estava fechado na hora do almoço, o pior é que é verdade. O almoço foi regado com uma jarra de três litros de Sangria, bem gelada e com rodelas de laranja e de limão, mesmo sendo um apreciador da cerveja tive que me render a esta bebida típica espanhola que é deliciosa. Aproveitando que toquei no assunto, em Madri conheci uma outra bebida típica e também deliciosa o Pacharán, um tipo de licor de origem Basca feito a partir de um fruto chamado endrina, se bebe colocando uma pedra de gelo dentro do copo e cobrindo-a com a bebida, é muito bom.
Dica, selos são vendidos somente em Tabacarias que abrem geralmente por volta das 17h, portanto, deixe para escrever os postais no final da tarde enquanto degusta uma boa cerveja.
As construções são magníficas e dispensam comentários.

Fico por aqui, apreciem as fotos.
¡Salud!


Bruxelas-Tournai-Lyon-Madri

Saímos de bruxelas a caminho de uma cidadezinha chamada Tournai, a idéia era encontrar dois amigos de Elise (amiga francesa de meu irmão que encontramos em Bruxelas) e que nos dariam carona até Lyon. Dois malucos que tinham ido a Holanda para pegar uns "bagulhos" e passado na Bélgica para comprar algumas cervejas. Enquanto esperávamos pela carona, demos um giro pela pequena cidade, cheia de monumentos e igrejas, foi lá que encontrei uma cerveja maravilhosa em um pequeno Bistrô, podem me chamar de doido, mas como nunca havia visto ou bebido esta maravilhosa espécime, pedi à proprietária, ou melhor, Elise pediu em bom francês, para que me desse a garrafa, por se tratar de uma garrafa com fecho metálico reutilizável, o fabricante, uma pequena cervejaria nos arredores da cidade, recolhe as garrafas vazias nos estabelecimentos e as reutiliza, daí a necessidade de pedir que o vasilhamen me fosse dado ao invés de simplesmente "pegá-lo". O dia estava ensolarado, apesar da baixa temperatura, e demos um cochilo na calçada da estação, pena não ter fotos disso, pois todos os três dormimos até que os franceses chegassem.

Foi uma viagem tranquila apesar de longa, uns 600Km, mas o que me chamou a atenção foram os pedágios, nenhuma pessoa nas cabines, somente uma máquina ao estilo caixa eletrônico onde você coloca o dinheiro, pega seu troco e libera a cancela. Aqui no Brasil o "Sem Parar" é mais prático.

Ficamos três dias em Lyon, visitamos os anfiteatros romanos em perfeito estado de conservação, uma amostra do que foi essa cultura no passado, é uma obra impressionante.

Uma das coisas mais legais que vivenciei em Lyon foi uma noite em um barzinho típico, nada demais, não fosse a música ao vivo, uma experiência diferente, um músico solitário alternava entre o piano e o acordeon tocando músicas típicas da frança, bom, até aí nada demais certo? Certo. O diferencial era a platéia, os clientes do bar iam lá para cantar, nada de caraokê, cantavam todos juntos acompanhando o simpático artista, pastas com as letras das canções circulavam entre as mesas e o pessoal se divertia a noite toda cantando e bebendo, como se fossem todos amigos, como um único grupo, isso foi bem legal. Para voltar pra casa d Elise, pegamos duas bicicletas públicas em um dos vários pontos da cidade onde ficam disponíveis para os usuários, outra coisa muito bacana, rodamos por quase uma hora pedalando pela cidade e sem gastar um tostão.

Dalí retornamos para Madri. Colocarei algumas fotos sobre as cidades do entorno que visitamos, Toledo e Segóvia, mesmo fora da cronologia, vale a pena comentar.
Aliás, quase nada de cerveja por aqui, não é?
Mesmo assim, Prosit!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Smurfs e TinTim...Asterix e Obelix...

Quem não conhece?
Pois é, realmente é difícil encontrar alguém que não conhece pelo menos um deles, idosos, adultos, homens e mulheres, não há uma regra, no museu dos quadrinhos em Bruxelas todos voltam a infância.

Mesmo antes de irmos ao museu já se nota pela cidade a paixão pelos quadrinhos, não raro encontrar painéis gicantes nas laterais dos edifícios com cenas interessantes e bem humoradas, não sei o certo se posso chamar de grafite, acredito que não, são realmente "cartoons" ao ar livre, muito legal ver como os espaços são aproveitados.

Comemorava-se o cinquentenário dos Smurfs que lá se chamam "Les Schtroumpfs" ficamos algumas horas admirando os personagens e relembrando os desenhos animados. O museu leva o nome de "Centre Belge de la Bande Dessinée" é bem interessante e reúne obras de vários artistas como Hergé (TinTim), André Franquin (Spirou e Gaston Lagaffe), Edgar P. Jacobs (Blake e Mortimer), Pierre Culliford - Peyo (Smurfs), Albert Uderzo e René Goscinny (Asterix), e muitos outros.

Quando passar por Bruxelas, não deixe de visitá-lo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Paraíso

Bê

de Bom, de Beer, de Breda, de Breja, de brasileiro, de Bélgica, de Bruxelas...

De trem chegamos nessa que é a capital mundial da Cerveja, da boa cerveja, na minha opinião as melhores do mundo. Já eram mais de 19h, começava a escurecer, saímos da estação e, como sempre, procuramos um mapa para nos localizar, outro ponto pros europeus, todo ponto de ônibus tem um mapa da redondeza com indicações turísticas, não há aperto, miramos os albergues mais próximos e lá fomos nós em busca de um lugar para tomar um banho e descansar. Depois do calor na Espanha, da Chuva na Holanda, chegou a vez do frio na Bélgica, um final de verão de 11°C, sim eu disse verão, mas isso sequer arranhou a maravilha que vivemos lá.

Foram três dias de puro êxtase, era o final de semana do Beer Weekend Paradise, de longe a melhor festa de cerveja que já pude visitar. Na edição de 2008 foram nada menos do que duzentos tipos de cerveja diferentes: Pils, Amber, White Beer, Trappist, Geuze/Lambic, Fruit Beer, Strong Pale, Strong Brown, Red-Brown, entre outras e, com certeza absoluta, não estavam lá todas as Belgas.


A festa é bem legal, montada no centro da Grand'Place, lota do início ao fim, e só se bebe cerveja em copos de vidro específicos de acordo com a cervejaria e o tipo de cerveja. Há exceções é claro, como a cerveja feita com adição de côco que era servida numa cuia feita com a casca da fruta polida, muito bacana!

Tomamos mais de setenta tipos diferentes, haja tampinhas, é, tampinhas, na verdade você precisa comprar tampinhas para poder pegar a cerveja escolhida nas barracas das cervejarias, funcionam como fichas e custam um euro cada, assim, você não manipula dinheiro no interior da festa e pode escolher cervejas de duas a cinco tampinhas o copo.


La conhecemos as maravilhosas cervejas Kriek, dentre as quais a Mystic impera absoluta. Tomamos também a famosa Deus e como disse, a lista é enorme, vale a consulta ao site da festa para verificar toda a "carta", vale muito a pena. No ambiente da festa não se vende nada para acompanhar as cervejas, nenhum petisco, mas logo na entrada havia uma carrocinha onde um simpático casal vendia mariscos e escargot, uma ótima pedida para a ocasião.

Visitamos também durante esses dias os principais locais "cervejísticos" de Bruxelas como o A La mort Subite onde fomos muito bem atendidos por uma garçonete "gordinha" e super simpática, o famoso Delirium Café com suas mesas feitas dentro de tanques de brassagem de cobre e seu porão com shows ao vivo, a classica Brasserie Cantillon onde provamos as famosas Geuze ou Gueuze, que é um tipo muito particular de cerveja, não muito fácil de se apreciar, entre outros. Tomamos muita cerveja também em pequenas lojinhas, geralmente de imigrantes, onde haviam um sem número de opções a um preço bem menor que o da festa e dos bares.

Como sempre, algo além da cerveja precisa aparecer no blog, no caso de Bruxelas foi o lixo na rua no período noturno que me chamou a atençao, embora embalados em sacos próprios, as pilhas nas esquinas não ficam nada a dever aos lugares menos limpos do planeta, a imagem é feia mesmo, e serve de aviso aos menos atentos que vivem achando que o brasileiro é que joga lixo na rua, para ver, basta sair dos eixos turísticos das cidades européias, tudo estará lá tanto quanto aqui.

Fica um aparte também para os Albergues, tudo muito bom a um ótimo preço.

Prosit!!!


PS - Já ia me esquecendo, Bruxelas é a capital mundial dos quadrinhos o que merece um próximo capítulo.

Começa o Beer Tour...

Tomamos o avião para Holanda Madri-Heindoven, na verdade, não ficamos mais que duas ou três horas lá, embora isso não tenha nada a ver com cerveja, preciso dizer que fiquei muito surpreso quando, na estação de trem precisei ir ao banheiro...(rs)..., de cara as diferenças começam a aparecer, uma única senhora administrava os banheiros Masculino e Feminino, que eram visíveis um ao outro, não havia nenhuma parede os dividindo, além disso, pude verificar que aquela senhora falava nada menos do que cinco, isso mesmo, cinco idiomas, e assim mesmo trabalhava no banheiro da estação ferroviária, grande choque cultural, pois, sem qualquer menosprezo à função, aqui no Brasil, quem fala fluentemente cinco idiomas não estaria faxinando banheiro e, diga-se de passagem, aquele estava impecavelmente limpo e organizado, mas não se iludam, não digo isso por achar que lá é melhor que aqui, acho que as pessoas de lá valorizam qualquer trabalho e os mediocres daqui desprezam algumas ocupações, é isso...

Nosso próximo destino era Berkel-Enschot, para quem não se "achou" ainda essa é a localização do mosteiro trapista holandês que produz a maravilhosa La Trappe, e lá fomos nós de "busão", o cansaço era grande, pois passamos praticamente a noite toda no aeroporto de Madrid, dormindo no chão mesmo como as outras "mil" pessoas que lá estavam aguardando seus vôos, então dormimos no ônibus.

Uma coisa legal que o transporte coletivo possui lá na holanda é um letreiro no interior do ônibus que mostra o nome do próximo ponto pelo qual você passará, assim você pode ficar mais tranquilo quando for a primeira vez que vai para um determinado local ou se estiver distraído o letreiro te ajuda a não perder o ponto. Não sei como são atualmente os ônibus em São Paulo, mas quando eu os utilizava não havia isso não, pra saber o ponto só falando com o cobrador...aliás, lá é o motorista mesmo quem cobrava.

O lugar é muito bonito, a estrada arborizada faz uma curva bem em frente ao portão principal, olhando de longe parece que a pista acaba ali, pena que a foto saiu ruim... Fizemos aquela tradicional visita à fabrica, como em todas as cervejarias, primeiro assistimos a um filme que conta a história do mosteiro e de sua cerveja, depois a parte antiga e desativada onde a cervejaria começou e por fim a produção atual, foi muito interessante, mas para quem esperava ver monges cuidando da brassagem foi meio frustrante, dois ou três funcionários e um robô cuidam de tudo, pois é..., mas a cerveja é mesmo maravilhosa, você paga pela visita e tem direito a duas cervejas, porém, como bons brasileiros, fizemos amizade instantaneamente com a coordenadora do bar e adivinhem?Tomamos mais duas por conta da casa, inclusive ganhamos uma cerveja que o mosteiro produz exclusivamente para os EUA, a TILBURG's Dutch Brown Ale, muito boa, diga-se de passagem. Preciso registrar também que nossa turma na visita era formada por quatro pessoas: eu, meu irmão Tadeu e duas senhoras alemãs, por isso a explanação durante a visita foi 80% em alemão e 20% isso não atrapalhou a programação.

De lá para Breda pegamos outro ônibus, na holanda você pode comprar um passe que serve para o dia todo, assim, como para Breda era praticamente um circular, utilizamos o mesmo passe, uma boa economia para quem está de "mochilão" por aí. Em Breda uma chuvinha chata nos persegue por todo o tempo que estivemos por lá. Cidade bonita e pequena, uma pena não ter mais a cervejaria, pois a InBev a comprou e fechou ...infelizmente... fora a cervejaria, nada de mais, encontramos uma senhorinha muito simpática quando tentamos obter informações sobre onde nos hospedar que disse ter parentes com nosso sobrenome, sumiu da mesma maneira que apareceu. Interessante também na Holanda é a quantidade de bicicletas que se vê, principalmente nas estações de trem, um mar de bikes amarradas; há ciclovias por todo lado e pode-se andar tranquilo com a "magrela" por lá.

Ficamos num hotelzinho mixuruca, pois não tínhamos opções, caro e estranho parecia saído de um daqueles filmes de máfia, não vimos a cara de ninguém além da recepcionista que parecia estar alí devido ao tráfico de mulheres do leste europeu, na escada de incêndio externa, uma boneca inflável dava o toque final, lembra disso Tadeu??? ...foi bem engraçado ficar ali.

Mais uma vez ser brasileiro fez a diferença, como chegamos um pouco tarde na cidade quase tudo já estava fechando, fomos comer e tentamos tomar uma cerveja em um bar próximo, quando entramos o garçon foi logo avisando que estava fechado, mas pedi somente que nos vendesse uma cerveja, ele consultou o gerente, em bom flamengo é claro, e a resposta foi "Como são brasileiros pode atender!", tomamos duas cervejas cada um e fomos dormir, acordariamos bem cedo para seguir viagem com destino a Bruxelas.

Ahh, a cerveja era Heineken, a Holandesa, é claro!!!!
Prosit!!!