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sábado, 20 de setembro de 2014

CUESTA Microcervejaria coloca Botucatu no mapa de cerveja das Américas


Caríssimos.

Como alguns já devem ter visto, nossa cerveja CUESTA  Belgian Witbier, foi premiada com medalha de prata na última Copa Cervezas de America que rolou no Chile nos dias 02 a 06 de setembro deste ano de 2014.
CUESTA Belgian Witbier
Cerveja do Saci - Witbier




A Copa Cervezas de America é considerada como o concurso cervejeiro mais importante da America Latina, em 2014 teve sua terceira edição e contou com 24 experts certificados BJCP para avaliação das cervejas inscritas. No total, a copa julgou 505 rótulos inscritos, de 142 cervejarias provenientes de 15 países. (Visite o site: http://www.copacervezasdeamerica.com)


Com muito orgulho compartilho com vocês meus amigos leitores minha alegria de ter conquistado tão importante prêmio cervejeiro internacional e meu orgulho por levar o nome de nossa Cervejaria e de nossa Cidade tão longe representando com qualidade o Brasil ao lado de grandes cervejarias nacionais que também foram premiadas.

Certificado - Medalha de Prata - CUESTA Belgian Witbier

Meu agradecimento ao Paulo Feijão (Dama Bier), que nos trouxe o certificado "desde Chile" e a todos vocês que colaboram diariamente com a cultura cervejeira acessando meu Blog.

Um grande abraço.

Saúde!!!

Breda


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Novos Rótulos da CUESTA Microcervejaria

Apresento a vocês os novos rótulos das cervejas da CUESTA Microcervejaria:

CUESTA Índia Pale Ale - INDIANA® (Já famosa no mercado)

























CUESTA German Pilsner (Pils)














CUESTA Belgian Witbier














CUESTA Irish Red Ale 






CUESTA Robust Porter


Aguardem que vem mais por aí!!!

Saúde!!!
Breda

domingo, 15 de junho de 2014

Estilo, opinião ou prefrência?

Saudações.

Sei que ando muito afastado do Blog, infelizmente, mas é justificável, tenho estado muito atarefado, muito mesmo, afinal tocar uma cervejaria sozinho não é tarefa fácil, principalmente quando você é o mestre cervejeiro, o consultor em cervejaria, o instrutor, o comprador, o vendedor, o administrador e administrativo da empresa, o faxineiro, o mecânico, o eletricista, o controle de qualidade e o guia turístico, enfim, mas o importante é que estou muito feliz e satisfeito com a trabalheira toda, pena não poder mais dedicar um maior tempo ao Blog, mas vamos indo na medida do possível. Comentários feitos.

Gostaria de traçar aqui um detalhamento do que hoje me parece estar causando uma certa confusão generalizada no mercado cervejeiro, principalmente vindo de pessoas que deveriam ter como base a diferenciação das coisas que acabarei por escrever logo adiante.

Verdade seja dita, há muitos críticos e pessoas contrárias à tentativas como as do BJCP e do BA para delinear uma grande gama de estilos internacionalmente conhecidos, porém isso é imensamente necessário -  já falei disso aqui no blog outras vezes - pois se traduz numa forma de identificação das cervejas, onde quer que você esteja, assim pode comprar uma bebida que lhe agrade, independentemente da marca, em boa parte do mundo com a certeza de que estará apreciando um estilo como o que deseja beber e não algo qualquer que alguém resolveu chamar daquilo sem que na realidade o seja.

Exemplificando, esses dias alguém me disse que viu por aí uma "Pale Stout", vejam só o que é isso (lembrando a todos que não vi isso aqui no Brasil ainda, ouvi falar, mas mesmo assim minha crítica não é para o adepto desse termo, mas sim ao descaso aos estilos, mesmo que esse seja historicamente algo que já existiu, mas que não persistiu por alguma boa razão). Ora, uma "pale" se pressupõe pálida! E o que se conhece de "stout" em estilos definidos se pressupõe Preta. Com exceção do "P" inicial e de um "a", nenhuma semelhança.

Há também por aí as "White Stouts", aqui vai um link para uma reportagem interessante sobre alguém que se defende em fazer uma White Stout, mas critica quem faz uma Black IPA.... no dos outros é refresco né... e diga-se de passagem deveria ser "Yellow Stout", porque de branca a dele não tem nada.

Mas ele até usa um bom argumento sobre o histórico surgimento das stouts a partir das porters, porém, na minha opinião, distorce o fato a seu favor na medida em que sugere que o termo stout se deveu ao fato de estivadores preferirem as porters mais FORTES e não pelo fato de serem ESCURAS, podendo assim ser uma stout amarelitcha, desde que seja forte....bolshit... mas está aí o link:

Neste outro há até um registro antigo de uma delas (foto abaixo) mas inferindo que P. Stout seria Pale Stout, porém eu interpretaria como "P" de "Porter Stout", que era assim chamada a dita cuja antes de descolar como estilo independente:


Voltemos a minha opinião. Mas, o que é ser pálido?

Apelemos aos dicionários:
Pálido: 1. Descorado, amarelado. 2. Desbotado, frouxo, tênue. 3. Sem animação, sem colorido. 4. Que perdeu a cor forte.  5. Demasiadamente branco ou amarelo. 6. Fraco, pouco vivo.
Sinônimos de Pálido: lívido, lúrido, empambado

Já em cerveja, pálido se aplicaria a algo que é diferente do Preto ou do Marron ou do Amarelo, pois se não o fosse levariam o nome da cor correta, mas que ainda assim tem sua tonalidade mais fraca do que o tradicional. Lembremos que as Ale inglesas eram de tonalidades fortes, mais escuras do que as cervejas mais leves de outros países e que a Pale Ale surgiu devido ao fato de se ter criado uma Ale mais clara; apesar de que para os ingleses o estilo é nada mais do que uma bitter em garrafa. O americano é que gosta bastante desse estilo e curte ele mais clarinho.

Ora, as cervejas do estilo "stout" são conhecida desde muito por serrem cervejas ESCURAS, a maioria muito escura, no mínimo 20 SRM (diga-se de passagem que essa numeração significa algo próximo de "MARRON ESCURO" no mínimo, sendo que mais comumente elas estarão com 30 ou 40+ (o que significa de MUITO ESCURO A ESCURO). Enfim, como uma stout pode ser "pale" ou pálida??? Teria que estar com menos de 18 SRM para ser BROWN e pelo menos 4 SRM para ser PALE... deu pra entender????
No mínimo esquisito.

O engraçado é que no início do Blog fiz uma postagem onde coloco que o caseiro tem liberdade total para criar suas cervejas, pois não precisa ter compromisso com estilos, afinal não registrará suas cervejas comercialmente e tudo mais, em tom de brincadeira até escrevo que o caseiro poderia resolver criar uma "stout amarela", mas que isso só ilustra a liberdade dele em fazer cerveja, e não quer dizer que isso é adequado (mas não é que a danada existia mesmo? Bom, pra quem concorda; eu não acho a ideia bacana, mas é só minha opinião) afinal não é só a cor que dirá que cerveja você aprecia, mas outras tantas características que acabarão por impedir tais criações (ou aberrações). Está aí a questão da criação de um guia de estilos, evitar que você compre algo que na verdade não é o que você queria.

Entretanto, esse é um ponto extremamente importante também, a beleza da definição de estilos - na minha opinião - está na flexibilidade. Não há nenhum estilo sequer que reze ao cervejeiro que ele não pode flexibilizar, ou seja, nada é engessado como alguns pregam por aí. Vamos aos fatos, peguemos um estilo como ilustração para facilitar o entendimento de "onde quero chegar" com esses esclarecimentos.

Por que não uma Oktoberfest, que não por acaso foi a estrela (quase apagada) de nosso último concurso Paulista. Colocarei somente informações vitais e pontos principais para não me delongar deveras:


Coloquei o American Style somente para evitar que alguém pense que não sei que ele existe, mas observem que os estilos, embora tenham algumas variações, não fogem muito um dos outros, principalmente se considerarmos somente os dois estilos com foco na Oktoberfest alemã.


Até aqui tudo bem? Agora para entender o que objetivo com esta postagem, vai uma questão:
Imaginem se resolvemos criar uma Oktoberfest Preta e isso passa para uma cerveja comercialmente aprovada e vendida por aí?

Seria um grande problema para o consumidor que aprecia o estilo baseado na cerveja que foi criada na Alemanha há muitos anos (estamos falando dos idos de 1840) se deparar com uma Oktoberfest preta.... ou alguém aí não concorda?

Continuemos; falando agora de características "desejadas" para que sua cerveja possa ser chamada de Oktoberfest com um mínimo de assertividade (desde já me desculpem pela tradução simplificada, mas minha intenção é, e sempre foi, deixar as coisas o mais claras quanto possível):


Quero que leiam com atenção foquem às palavras em vermelho, elas são as chaves para a correta avaliação de um estilo, no nosso caso a Oktoberfest. Eles até indicam (no caso do BJCP) de que maltes você pode obter essa riqueza.

Vejam que o aroma de malte é imprescindível e precisa ser "rico" ou seja, dominante, aparente. 

A cor, embora haja um "range" largo (somando as duas guias de estilo) que vai de palha a vermelho-alaranjado profundo (que não é cobre, diga-se de passagem), mas atentem para o que ambas consideram explicitamente o "Dourado", essa é uma das pistas para não errar na elaboração da sua cerveja, mas não quer dizer que é obrigatório ser dourada.

O sabor de malte é necessário, o de lúpulo não deve aparecer, frutados nem pensar e muito menos diacetil, vejam, defeito nenhum é admitido OK, isso não precisa aparecer no texto por ser subentendido, ninguém quer cerveja com defeito, mas o diacetil é taxativamente citado para que o cervejeiro observe, de máxima atenção a isso durante o fabrico de sua bebida.

Enfim, percebam que há flexibilidade, você pode atender a todos, preferencialmente, porém muitas vezes um ou outro fica aquém do recomendado, mas não o tira do estilo. O que o tira do estilo é não atender a algo obrigatório. Voltando ao nosso exemplo supra citado, não dá pra ter uma Oktober preta, não só pela cor que estaria fora do recomendado, mas também pelo torrado que quase sempre virá com o malte escuro utilizado (e mesmo para os espertinhos que dirão que podem colocar caramelo de milho como as grandes fazem para deixar a cerveja preta, o dulçor residual ou o teor alcoólico resultante o tirariam dessa parada). Vejam então que não se trata de obrigar alguém a seguir o estilo, mas direcionar esse alguém a produzir algo condizente ao estilo. Insisto que, ninguém precisa seguir esses guias, mas se dignem a não batizar suas aberrações com o mesmo nome desse mesmo estilo de um guia que você não quer seguir, easy man.

Não quero me delongar, espero que tenha sido esclarecedora a postagem e gostaria muito de me surpreender positivamente daqui para a frente me deparando com avaliações adequadas, centradas em características, baseadas em palavras chave que devem ser consideradas, e não algo pessoal, voltado para "a marca da cerveja desse estilo que eu gosto", pois não temos rigidez absoluta nesses guias, ainda bem, porque se assim fosse não teríamos a variedade de cervejas que temos, imaginem se toda Dry Stout tivesse que ser igualzinha a Guinness (embora fantástica) não teríamos a Beamish ou Murphy's e outras tantas por aí. Imaginem se toda Hefeweizen tivesse que ser igual a Erdinger (novamente muito boa), mas não poderíamos ter outras variantes, ora, todas teriam que ser exatamente iguais a ela?

Abram suas cabeças para a flexibilidade dos estilos, todos eles sem exceção possuem um intervalo de parâmetros e um conjunto de características que são um misto de obrigatórias, desejáveis e não obrigatórias o que permite a grande gama de cervejas diferentes entre si de estarem dentro de um mesmo estilo. Muita atenção para cobrar as obrigatórias e não desmerecer um exemplar por não apresentar algo que não seja mandatório.

Minha eterna sugestão, antes de sair por aí avaliando cervejas estude detalhadamente os estilos (ninguém precisa decorar todos, OK), mas saiba pesar o que deve ou não estar presente e abstraia-se de suas preferências quando estiver analisando algo, dê seu parecer sobre a bebida separadamente da sua opinião, sempre. Não é porque o camarada bebe bastante, conhece tudo quanto e cerveja comercial, sabe as marcas e os nomes que ele saberá avaliar sua cerveja, no máximo ele saberá dizer se gostou dela ou não, entendem a diferença abismal dessas duas coisa? Portanto:

1. Estar no estilo é uma coisa.
2. A cerveja estar boa é outra coisa.
3. Você gostar da cerveja é outra coisa diferente das duas anteriores.

Por fim, o BJCP também apresenta exemplos comerciais que estão em concordância com seu guia de estilo, porém não se esqueçam, são exemplos, eles entre si podem ser e são diferentes, mas TODOS estão dentro do estilo. Façam o teste, abaixo coloco os exemplos de Oktoberfest citados no BJCP, escolham alguns, bebam todos, mas comparem no mesmo momento de degustação vários deles e constatem que estar no estilo não é ser igual a somente um deles e até pode ser diferente de todos no geral, mas precisará sempre apresentar características obrigatórias e por vezes as desejáveis para proporcionar uma boa apreciação de sua cerveja.

Exemplos comerciais citados pelo BJCP no estilo 3B. Oktoberfest:
Paulaner Oktoberfest, Ayinger Oktoberfest-Märzen, Hacker-Pschorr Original Oktoberfest, Hofbräu Oktoberfest, Victory Festbier, Great Lakes Oktoberfest, Spaten Oktoberfest, Capital Oktoberfest, Gordon Biersch Märzen, Goose Island Oktoberfest, Samuel Adams Oktoberfest (a bit unusual in its late hopping).

Aproveito também para enviar um recado aos muitos "pseudo experts" que temos vagando por aí, alguns renomados: Nos aproximamos do fim da era do "em terra de cego quem tem um olho é rei".

Muita gente se aproveitou da onda cervejeira que se iniciava para pular nas pontas e aparecer num cenário onde quase ninguém sabia nada sobre a bebida e passaram a ser celebridades, alguns deles nem sequer sabem como se faz cerveja ou como se corrige algum erro de produção para poder opinar; porém essa era está para acabar, sua vitalidade se exaure a cada dia e uma nova fase já se estabeleceu, não sejam alheios aos estudos da cerveja, o cervejeiro brasileiro, principalmente o caseiro e o consumidor mais atento não deixarão mais passar suas opiniões infundadas e baseadas nas suas preferências.

Aos cervejeiros:

Antes de disparar um estilo, procure ler sobre ele, procure provar exemplares comerciais para se orientar (sobre o que quer e sobre o que não quer na sua cerveja), peça ajuda a outros cervejeiros, procure alguém para lhe orientar sobre os estilos e seus processos para atingir suas características e o mais importante, se sua cerveja não estiver pelo menos livre de todos os pontos em que os guias de estilo esclarecem como sendo "indesejáveis", "ausentes", "imperceptíveis", que "não devem conter", entre outras palavras utilizadas por eles, não as considere como sendo um representante do estilo, dê a ela outro nome (mesmo que seja Pale Stout..., mesmo que seja Wit IPA...outra pérola...ou uma Pilsen Ale..."Jesus"...) mas deixe claro aos consumidores a quem oferecerá a cerveja de que essa é uma criação sua, sem semelhança com outra cerveja qualquer.

Estudem, façam cursos, se informem, testem suas receitas, sempre as repita se houver alguma inconsistência ou erro entre o que planejou e o que obteve realmente e, somente depois disso tudo a ofereça para as pessoas ou a envie para um concurso.

Inventar é legal, resgatar coisas esquecidas também, mas vamos com calma e bom senso. Sei que em breve teremos uns 100 rótulos de "Pale Stout", "White Stout" ou "Yellow Stout" no Brasil, acredito que será inevitável. Continuo não gostando da ideia. 

Pra quem tem "Pilsen de milho" com 78% do market share, não vai ser nenhum problema.

Fiquem em paz.

Saúde!!!

Breda

segunda-feira, 24 de março de 2014

Cervejaria da Cuesta®

Breja do Breda orgulhosamente apresenta nossa nova Microcervejaria em Botucatu-SP. Depois de uma enquete que vocês leitores devem se recordar, a esmagadora maioria escolheu democraticamente pelo voto o nome Cervejaria da Cuesta® como sendo o mais adequado para batizar nossa fábrica.

Naquela oportunidade (me refiro à enquete) fiz um brevíssimo relato do "porquê" do nome Cuesta, contudo neste momento julgo importante detalhar essa explanação, portanto, antes de divulgar o logotipo, detalho a vocês a origem deste nome.

O que é uma "Cuesta"?

Segundo a famosa Wikipédia, Cuesta é uma forma de relevo assimétrico muito comum em sequências de camadas sedimentares com mergulho suave intercalando níveis mais resistentes à erosão do que outros e que controlam, assim, o desenvolvimento geomorfológico com uma topografia plana e de gradiente suave segundo o sentido do mergulho das camadas, contraposta por escarpas de cuesta no sentido contrário. Seu relevo representa um meio termo entre os relevos de mesa e de hogback.
A assimetria do relevo de cuesta promove a erosão mais acentuada (maior energia dos rios) nas vertentes escarpadas do que nas vertentes suaves (paralelizadas ao mergulho) o que leva a uma regressão lateral dessas escarpas de cuesta, formando um declive suave no reverso e um corte abrupto ou íngreme na chamada frente da cuesta.  
Tipos de formação Basáltica correspondem às escarpas dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, sustentadas em rochas vulcânicas da Era Mesozóica, localizadas entre a Depressão Periférica da Costa Leste da Bacia do Paraná e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
Um exemplo de cuesta no Brasil é o de Botucatu, cidade no interior do Estado do estado de São Paulo.
Foto da Cuesta de Botucatu
Formações rochosas de arenito da época em que o planeta possuía apenas um continente, coberto por camadas de basalto (da lava da separação continental) que formaram elevações. Hoje conhecida como Cuesta. O arenito avermelhado da região é chamado de Arenito Botucatu.

A Cuesta ainda é cercada por várias histórias, dentre elas a do CAMINHO DE PEABIRU! A 1ª estrada internacional do Brasil era rota de passagem Inca, construída com a ajuda de Sumé, divindade interpretada pelos colonos como sendo São Tomé, apóstolo de Jesus Cristo que pregou nas Índias. Era muito utilizada pelos homens nativos que construíam pontos de parada e rituais como nas Três Pedras, e posteriormente trafegada por jesuítas e bandeirantes, liga São Vicente (litoral paulista) até o Peru, sendo inclusive via de acesso dos primeiros desbravadores do país

Três Pedras - Botucatu-SP - Local Místico

Não podemos esquecer também dos criadores de Saci, Botucatu é a mais famosa cidade do Brasil por sediar o Festival nacional do SACI, ter a ANCS - Associação nacional dos Criadores de SACI e ainda ser uma das poucas cidades brasileiras a manter seu folclore aceso e não se entregar aos enlatados estadunidenses.

Além de tudo isso Botucatu é ainda a Cidade da Cerveja do SACI, cerveja ímpar produzida pela Breja do breda desde 2005 e que passa a ser produzida em 2014 pela Cervejaria da Cuesta.

  

Como podemos então observar, o nome Cuesta tem uma profunda ligação com a cidade de Botucatu e com a cultura regional, essa foi uma das razões em se escolher esse nome para nossa Cervejaria, pois nosso objetivo é personalizar nossas cervejas e fazer com que a região se identifique com um produto originalmente criado e produzido em Botucatu.
OK, vamos ao nosso logotipo desenvolvido pelo camarada, amigo e consumidor, é claro, Daniel Carvalho da DC design & comunicação, especialmente para a Cervejaria:

Logo Oficial da Cervejaria da Cuesta®

DESCRIÇÃO DO LOGOTIPO
  • PAISAGEM como ponto de destaque, tendo o azul de fundo como a visualição dos mirantes;
  • COR amarela do texto CUESTA e coroa de malte dourada seria a visualização da mais nova cultura presente na região, a cultura cervejeira representada pela CERVEJARIA DA CUESTA;
  • RELEVO em verde, sendo a linha verde mais escura no limite superior, a representação do “Caminho de Peabiru";
  • COR marrom avermelhado sombreando CUESTA representa os morros da cidade, a base da cervejaria;
  • AZUL de cor de apoio da marca remete ao nosso límpido céu do interior, livre de poluição e à ótima água de Botucatu, suas muitas cachoeiras e ao Aquífero Guarany que se localiza no subsolo de toda nossa região;
  • SOL: conforme nos traz a história, cultuado nas três pedras em rituais indígenas e essencial para o cultivo da cevada, base de nossas cervejas Puro Malte;
  • FONTES diferentes das habituais, de fácil leitura, que dão ao texto Microcervejaria: seriedade e traços novos/novidade; e ao texto Cuesta: levesa e alegria, combinação natural de cores e letras.

Aí está o porquê de nosso logotipo ser como apresentamos, nada por acaso, fruto de pesquisa e de uma identidade com a cerveja e com nossas origens.

NOSSO SLOGAN
CERVEJA DE VERDADE!!!


Espero por todos em nossa fábrica e aguardo seus pedidos de cerveja!!!

Em breve divulgarei aqui nossos novos rótulos.

Abraço a todos.

Saúde!!!

Breda

Como organizar uma brassagem tripla

"Boas" pessoal da cerveja caseira. Como vão? Espero que muito bem.

Sim, sei que há um tempo não apareço por aqui, mas o motivo é justo, não abandonei o Blog não, absolutamente não, muitos de vocês sabem que montei minha Microcervejaria (Visitem nosso Site - ainda em construção - mas em breve 100% no ar - Cervejaria da Cuesta - Botucatu-SP) e já temos MAPA, sim, legalizada como deve ser, porém isso me requisitou muita dedicação e tempo, por isso a falta de postagens e até de algumas respostas a vocês, porém de agora em diante as coisas tendem a ficar mais dentro do meu planejamento e poderei voltar a publicar.

Agradeço aqui nosso leitor Augusto que está brassando no RS e quer mais detalhes sobre esse processo.

Como todos sabem, fazer cerveja é um processo trabalhoso que exige atenção a muitos detalhes, conhecimento adquirido e um planejamento prévio de forma a não haver complicações e reveses durante todo o processo produtivo, principalmente nessa etapa de produção do mosto, coração do processo cervejeiro, problemas graves aqui podem levar a perda da cerveja e que nem por um milagre poderá ser recuperada (lembrando que não falamos de uma cervejaria gigante, pois lá erros também gigantes são amenizados pelas brassagens seguintes e o povão acaba bebendo toda cerveja que eles mataram diluída nas outras, nada se perde...).

Para você que deseja se aventurar em produzir mais de uma cerveja no mesmo dia e quem sabe repetir nosso feito de brassar três estilos bem diferentes em uma única tacada, tenha em mente os passos a seguir e, por mais que julgue ter muita experiência e domínio, procure se ater aos pontos chave para não se frustrar, mas no geral não há muito segredo, o principal aqui será a habilidade do cervejeiro em manter seu planejamento e seu foco no objetivo.

Primeiro
Defina as cervejas e as receitas que irá produzir. Procure fazer cervejas que você já produziu outras vezes e que tem pleno conhecimento dos tempos que esse processo demandará. Não tente fazer mais de uma brassagem no mesmo dia se estiver testando uma receita pela primeira vez, isso não é adequado e você não saberá ao final se ela não ficou boa por ser uma nova receita ou se pelo fato de ter feito várias brassagens no mesmo dia você cometeu algum deslize.

Segundo
Com as cervejas e receitas definidas, verifique previamente se você tem todos os ingredientes necessários para produzi-las. Além dos ingredientes, verifique também se você tem espaço frio (geladeira, freezer ou mesmo aquele local mais adequado da casa onde a temperatura fica dentro do adequado) que possa acomodar todo esse material para fermentar tudo ao mesmo tempo; fermentadores suficientes; airlocks; etc., não esqueça de fazer um check-list do seu equipamento para não ter a desagradável surpresa de que aquele mosto da ultima produção não tem onde ser fermentado. Não esqueça também de observar se as cervejas têm a mesma temperatura de fermentação, caso contrário precisará de controles diferentes, ou seja, freezers ou geladeiras distintos para esse processo.

Terceiro
Com tudo verificado e disponível, programe o dia dessa produção. Essa brassagem não pode ser como qualquer outra onde você decide de última hora, começa tarde e ainda tem um compromisso á noite com a namorada/esposa, esqueça! Se não pode ficar o dia todo em casa para se dedicar a essa tarefa desista, faça uma cerveja por dia que será bem melhor para você. Além disso, não esqueça de avisar a todos sobre essa programação - sua equipe de brassagem é claro - mas lembre de avisar a família e os amigos que não participam das brassagens também, não corra o risco de imprevistos como a visita inesperada de um amigo ou parente que possam tirar você da "lida" ou pior, que sua falta de atenção ao visitante deixe aquela sensação de que não são bem vindos, pois você não saiu de perto da panela e nem falou direito com eles (redobre o aviso se sua sogra costuma aparecer sem comunicar, sua parceira não vai te perdoar se você deixar a mãe dela falando sozinha porque tem que adicionar o lúpulo ou coisa parecida...rs).

Quarto
Recapitulando:
Cervejas definidas; Ingredientes comprados; Equipamentos disponíveis e suficientes; Pessoas avisadas; Equipe convocada? OK!
Agora faça um planejamento das etapas produtivas para mitigar a possibilidade de desvios de atenção que causarão o desperdício de tempo e prejudicarão o atingimento do seu objetivo dentro do período esperado.
Mas como faço isso?
Gere um cronograma, seja no computador, seja no papel mesmo, o importante é definir as atividades principais e seguir os tempos, por isso você tem que saber como seu equipamento se comporta; afinal cada um faz sua brassagem e suas etapas de um jeito diferente e não seria adequado que eu colocasse aqui tempos para cada etapa, pois seu volume e seu equipamento influenciarão esses tempos e a única coisa que não desejo é que além de fazer algo bastante trabalhoso como uma tripla brassagem de uma só vez, você ainda tenha a pressão de seguir os "tempos que o Breda mandou", nada disso, colocarei aqui o exemplo e você o adaptará ao seu processo, combinado? Ótimo.

Quinto
É indicado que você tenha três panelas para a brassagem, ou seja, uma tina de mostura, uma tina de fervura e um reservatório de água quente para lavagem. Ideal também que sua clarificação seja feita na mesma tina de mostura, ou seja, seu fundo falso (ou bazooka) esteja na mesma panela de mosturação. Caso contrário você precisará de uma quarta panela (chamada de tina pulmão) ou não será nada produtiva sua aventura, pois você acabará fazendo três brassagens independentes e não uma brassagem tripla. No cronograma abaixo você entenderá a diferença entre elas.
Se você faz BIAB, usa equipamentos de uma panela só (all in one), se usa só duas panelas porque tem somente duas fontes de calor (ou seja, duas bocas de fogo), esqueça também, não vai dar, não será produtivo e mais uma vez você estará fazendo três brassagens independentes e não a tripla.
ATENÇÃO: você terá os três pontos de calor funcionando ao mesmo tempo em vários momentos, não se esqueça disso!

Cronograma de Etapas - MODELO - by BREDA

Observe que se fizesse três brassagens independentes cada processo iniciaria somente ao término do anterior. Perceba que aqui os processos apresentam grande simultaneidade, essa é a maior dificuldade, manter a atenção em todos eles para não perder nenhuma cerveja. Veja que a segunda cerveja sai quase que exatamente no tempo em que você teria que esperara para terminar uma brassagem completa e iniciar a outra sem intersecção, ou seja, você está ganhando uma brassagem, fazemos 03 no mesmo tempo em que faríamos 02 se fossem processos end-to-end.

Sexto
Legal Breda, já tenho tudo planejado, mas que cerveja faço primeiro?
Boa questão.
Será muito importante que você tenha em mente algumas regrinhas para produção:
1. Faça sempre primeiro a cerveja que você considera mais trabalhosa, ou seja, a mais demorada, assim você agiliza as demais caso seja necessário. Nada de correr com a difícil no final porque o tempo está ultrapassando o planejado;
2. Para agilizar, talvez você opte por não lavar a tina de mostura (embora eu recomende que seja lavada a cada produção), assim, faça sempre a cerveja mais clara primeiro e a mais escura por último. Salvo se as mais escuras se encaixarem no item 1. Nessa caso vai ter que lavar a panela SIM;
3. Se tiver receitas com os mesmos lúpulos e se estiver seguindo a ordem de produção da mais clara para a mais escura, pode utilizar o trüb da brassagem anterior na fervura da próxima. Isso aumentará o amargor em alguns pontos e vai trazer uma "economiazinha" para você (Nesse caso, não lave a tina de fervura após cada produção, mas mantenha-a tampada). Achou que cervejaria grande jogasse o trüb fora em cada leva? Se enganou. Até o bagação eles mantém em mais de uma...pode acreditar, minimizar o custo ao máximo é a deles. Faça isso também!... Ah,ninguém nunca ensinou como.... Próxima postagem do Breda, quem sabe...rs.

Sétimo e último
Mantenha sempre seu foco no planejamento, mesmo que haja algum atraso não deixe de seguir exatamente o seu processo, não apresse nada nem pule etapas somente para poder dizer que fez uma brassagem tripla, o importante é ter no final três boas cervejas que foram feitas num único brew day, de nada adiantará ter brassado tudo correndo e ter três cervejas sofríveis ou mesmo medianas no final.
Lembre-se, a idéia é maximizar sua produção e minimizar o tempo dedicado ao dia de brassagem, mas ter cerveja boa, sempre!

Deixo aqui um grande abraço e um pequeno filme feito pelo meu amigo Guilherme S. Jorge Giorgi, que fez meu curso prático de produção e teve a oportunidade ímpar de nos acompanhar em uma das nossas brassagens triplas. Hoje o Guilherme é sócio de outro camarada cervejeiro, o Marco Piacentinni, na Cervejaria KessBier em Nova Mutum, Mato Grosso e com certeza aplicam os conhecimentos obtidos conosco para produzir suas ótimas cervejas. 

Brassagem Tripla 2011 - B&R Cervejas Especiais

Pena o filme não mostrar todo o processo, mas de qualquer maneira ficou bem bacana. Aumentem o som!

Aproveito também para lançar aqui um convite, gostei bastante da ideia de escrever a pedido de um leitor do Blog, portanto, caso você queira que o Breja do Breda publique um assunto cervejeiro específico, sugira postando seu comentário em nossa página de FAQs ou mesmo nas postagens. Comente, peça sua matéria, aquela que logicamente não está ainda no Blog ou que você deseja aprofundar. Farei o possível para publicar aqui as respostas a suas dúvidas em forma de postagem.

Fiquem na Paz!

Saúde!!!

Breda

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Entrevista no Blog do Henrik Boden

Olá pessoal, como estão?


As coisas por aqui andam muito corridas devido a implantação de minha nova Microcervejaria, por isso as postagens estão esparsas, mas esse ano tudo volta a normalidade. Em breve inauguraremos oficialmente a cervejaria e todos serão comunicados.


Aproveito para deixar um link aqui da entrevista que dei ao Henrik Boden e que pode ser visualizada no blog dele, para quem ainda não viu vale a pena dar uma olhada e prestigiar os blogueiros.




Forte abraço a todos.


Saúde!!!


Breda