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segunda-feira, 26 de julho de 2010

I Festival de Inverno

Como diz o ditado, tudo o que é bom, dura pouco!

O primeiro concurso paulista de cervejas caseiras e o primeiro festival de inverno da ACervA paulista demoraram chegar, mas passaram num piscar de olhos, foi muito bom, mas acabou tão rápido quanto aquela leva de cerveja que você queria guardar algumas garrafas, mas que de golinho em golinho sumiu...

Contudo foi intenso, como não podia deixar de ser, muita cerveja, gente feliz, boa comida, muita conversa interessante, novos amigos, a televisão registrando tudo, pois é, estamos todos escrevendo páginas importantes da história da Cerveja Artesanal e Caseira do Brasil.

O churrasco estava muito bom, vejam as costelinhas no fogo de chão...


...comemos muito bem e bebemos também, mais de 25 chopeiras simultâneas e algumas caixas de garrafas, bebida boa não faltou.

Como prometi, colocarei nesta postagem os resultados do concurso, para relembrar, o estilo escolhido foi a ESB (Extra Strong/Special Bitter).

1º Lugar: Guilherme Alberici de Santi
2° Lugar: Paulo Cristiano Ferro
3° Lugar: Alex Wirz Vieira

Não pude experimentar as cervejas de todos os vencedores, mas experimentei uma delas, a do Paulo, que estava em uma das chopeiras para degustação e realmente fez por merecer, muito boa mesmo. As outras quem sabe provaremos em uma missa um dia desses.

Quanto ao sistema de avaliação, ele não foi, na minha opinião, a melhor opção, mas acredito que pela experiência dos participantes do júri e dos organizadores, o resultado não foi afetado. Foram 47 inscritos e 31 cervejas participantes, para avaliar todas as cervejas em um único dia o júri foi dividido em quatro grupos e cada grupo avaliou um lote de oito cervejas (ok para os mais detalhistas, um grupo deve ter ficado com sete). Foram retiradas de cada mesa as duas melhores cervejas e das oito finalistas ganharam as três melhores pontuadas.

Aqui vai a minha crítica e isso não tem nada a ver com o resultado, mas com o processo, imaginem que em uma mesma mesa estivessem mais de duas ótimas cervejas, então, somente duas passariam... agora o oposto, imaginem que em outra mesa estivessem oito cervejas medianas... duas passariam... logo, alguma cerveja boa pode ter ficado pelo caminho, quanto as medianas passarem, não haveria problema, seriam derrubadas pelas boas na próxima fase. Fica o registro.

Entendo a dificuldade, pois nós fizemos uma seleção com cinco amostras para escolher a melhor e já foi um parto, imaginem decidir sobre trinta e uma cervejas em um único dia... deve ter sido muito bom, mas muito difícil para os jurados que estão de parabéns por terem cumprido tão árdua missão!!

Deixo aqui também meus parabéns para a ACervA paulista, para a Bamberg e para todos nós Cervejeiros que fizemos a festa em Votorantim nesse final de semana, juntos faremos uma nova era cervejeira no Brasil.

Opa, ia me esquecendo, deixo a foto de toda a equipe B&R Beer uniformizada e marcando presença no evento:

Forte abraço a todos e que venham os próximos.

Prosit!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Beer Tour 2011 com Beer Weekend Paradise

Conversando com amigos decidimos que seria uma ótima idéia iniciar uma "bolsa turismo" para visitarmos o Beer Weekend Paradise em Bruxelas na Bélgica no ano que vem, por isso resolvi colocar uma enquete no Blog para verificar se há interessados em fazer essa "procissão etílico-cultural" conosco.

Logicamente, ir até lá para um final de semana apenas não seria viável, por isso a sugestão é fazer um "Beer Tour" como o que fiz em 2008 e que vocês podem conferir no Blog em minhas primeiras postagens.

A primeira sugestão é irmos para Holanda, Bélgica, Alemanha e República Tcheca em um roteiro de pelo menos 12 dias com programações cervejeiras como festas regionais, visitas a cervejarias e mosteiros e curiosidades do velho mundo cervejeiro. Talvez incluir Inglaterra e Irlanda, quem sabe...tudo vai depender da procura e do interesse das pessoas em conhecer um pouco mais sobre a bebida.

Depois da enquete, voltarei ao assunto, mas se você já tiver interesse em participar, envie um e-mail para mim e vamos engrossando essa lista.

Se começarmos a pagar a viagem com antecedência, teremos mais chances de conseguir bons preços em passagens e acomodações.

Fico no aguardo das "inscrições".

Prosit!!!

Juri do 1º Concurso Paulista de cervejas Caseiras


Semana que vem postarei aqui os resultados.

Prosit!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A polêmica água cervejeira

Na explanação para responder a pergunta que recebemos constantemente sobre com quais ingredientes se faz uma cerveja, geralmente começamos por ela, e isso se faz espontaneamente. A singela lista dos quatro dificilmente começa por outro, a resposta quase sempre será "água, maltes, lúpulos e levedura".

Mas quem é que nunca ouviu alguém dizer que a cerveja "A" fabricada na cidade "x" é muito melhor que a mesma cerveja produzida na cidade "y"??? Nem precisa responder, esse é um dos maiores mitos que circundam a bebida. Lendo sobre o assunto, mais uma vez, me deparei com uma matéria interessante da revista BeerLife na Internet, cuja manchete é: "Água: a base para uma boa cerveja" escrita pelo Matthias R. Reinold, onde ele explica com toda propriedade de um mestre cervejeiro com décadas de experiência, quais são os mitos e realidades desse ingrediente. Para não repeti-lo em nada, sugiro que leiam a matéria clicando no link acima.

Observei nas discussões da ACervA no grupo de e-mails, muitas opiniões e dicas para os interessados em purificar sua água cervejeira, e defini que minha tarefa seria então pensar em uma maneira de mostrar, de uma forma simples, para leigos e também para meus confrades cervejeiros que talvez alguns deles estejam exagerando na preocupação com filtros triplos, estabilizadores de pH, produtos químicos para reduzir a turbidez e outras geringonças e coisas que podem até ter um efeito benéfico, mas sinceramente, podem ser imperceptíveis em nossas cervejas encorpadas, lupuladas e bastante alcoólicas.

Ressalva tradicional, não estou dizendo que vocês devem "esquecer" da água e usar qualquer uma, o que trago aqui é uma análise que pode ser feita por qualquer um em qualquer lugar para verificar se realmente se faz necessária tanta preocupação, lembrando que em alguns casos isso pode encarecer, deveras, o fabrico da bebida.

O primeiro passo foi rever aqui no Blog os parâmetros adequados para a água cervejeira (ver postagem Processo Cervejeiro) onde apresentei um quadro retirado do site do próprio Matthias http://www.cervesia.com.br/agua.asp e planilhar as informações de forma a possibilitar a análise comparativa. Em seguida, procurei sem muito esforço, mas também sem muito sucesso, informações no site da SABESP, onde encontrei a análise mensal das águas de todas as cidades do Estado de São Paulo atendidas por essa compania, contudo não haviam informações completas mas 2/5 das variáveis necessárias, o que não chega a ser suficiente, porém o site informa que a análise é gratuita e basta você solicitá-la (não fiz a solicitação para confirmar).

Fui então ao site da SANASA, que fornece a água na cidade de Campinas, onde se encontra a B&R Beer e me surpreendi com a qualidade da informação disponível. Pelo site acessei o link de Análise da Água  e selecionei a região onde se localiza nossa produção, assim, obtive um relatório muito completo sobre a água que é entregue nas torneiras que utilizamos para obter nossa água cervejeira.

Muito bem, naquele momento já possuía insumos para fazer minha análise. A tabela comparativa ficou assim:


Se observarmos com atenção, dos 15 parâmetros colocados acima a água da rede pública se encaixa praticamente em 50% sem qualquer intervenção, até mesmo o pH que é tão falado nas rodas cervejeiras, além disso cloro e amoníaco são volatilizados no processo de cozimento e fervura, ficando cloro residual, ferro, silica e nitratos numa filtragem comum. Nitritos e magnésio são desvios irrelevantes pelos números apontados.

Considero, pois que não há nenhum prejuízo em utilizarmos a água da SANASA sem qualquer processo ou equipamento especial ou caro, mas com a devida cautela, não sou químico nem tão pouco BrauMeister formado, por isso solicitei a opinião de um dos grandes especialistas em cerveja do nosso país e que é uma pessoa muito atenciosa em suas respostas quando consultado.

Para que, enfim, os mais descrentes sejam no mínimo informados de que embora muito importante e com papel fundamental no resultado final, nossa água (a que serviu de base para a análise) é de muito boa qualidade para o processo cervejeiro, principalmente em se tratando de nós cervejeiros caseiros, segue o que o Matthias me escreveu sucintamente sobre a água que utilizamos hoje em nossa produção:

"Em princípio não há necessidade de se efetuar qualquer correção, apenas declorar a água com filtro de carvão ativado (cartucho)."

Quero reforçar que não estou dizendo "não faça nada com sua água, use-a direto da torneira!" e muito menos que o especialista consultado desaconselhou qualquer tratamento, o que está aqui demonstrado é que se você tiver uma análise da água da rede pública que o serve e ela estiver dentro dos parâmetros indicados para a água cervejeira, uma filtragem simples com carvão bastará.

Espero ter dado uma boa contribuição para ajudar a desfazer o tão famoso mito da água para a produção da cerveja, e não deixem de ler a matéria indicada no início da postagem!

Fiquem em Paz.

Prosit!!!