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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Começa o Beer Tour...

Tomamos o avião para Holanda Madri-Heindoven, na verdade, não ficamos mais que duas ou três horas lá, embora isso não tenha nada a ver com cerveja, preciso dizer que fiquei muito surpreso quando, na estação de trem precisei ir ao banheiro...(rs)..., de cara as diferenças começam a aparecer, uma única senhora administrava os banheiros Masculino e Feminino, que eram visíveis um ao outro, não havia nenhuma parede os dividindo, além disso, pude verificar que aquela senhora falava nada menos do que cinco, isso mesmo, cinco idiomas, e assim mesmo trabalhava no banheiro da estação ferroviária, grande choque cultural, pois, sem qualquer menosprezo à função, aqui no Brasil, quem fala fluentemente cinco idiomas não estaria faxinando banheiro e, diga-se de passagem, aquele estava impecavelmente limpo e organizado, mas não se iludam, não digo isso por achar que lá é melhor que aqui, acho que as pessoas de lá valorizam qualquer trabalho e os mediocres daqui desprezam algumas ocupações, é isso...

Nosso próximo destino era Berkel-Enschot, para quem não se "achou" ainda essa é a localização do mosteiro trapista holandês que produz a maravilhosa La Trappe, e lá fomos nós de "busão", o cansaço era grande, pois passamos praticamente a noite toda no aeroporto de Madrid, dormindo no chão mesmo como as outras "mil" pessoas que lá estavam aguardando seus vôos, então dormimos no ônibus.

Uma coisa legal que o transporte coletivo possui lá na holanda é um letreiro no interior do ônibus que mostra o nome do próximo ponto pelo qual você passará, assim você pode ficar mais tranquilo quando for a primeira vez que vai para um determinado local ou se estiver distraído o letreiro te ajuda a não perder o ponto. Não sei como são atualmente os ônibus em São Paulo, mas quando eu os utilizava não havia isso não, pra saber o ponto só falando com o cobrador...aliás, lá é o motorista mesmo quem cobrava.

O lugar é muito bonito, a estrada arborizada faz uma curva bem em frente ao portão principal, olhando de longe parece que a pista acaba ali, pena que a foto saiu ruim... Fizemos aquela tradicional visita à fabrica, como em todas as cervejarias, primeiro assistimos a um filme que conta a história do mosteiro e de sua cerveja, depois a parte antiga e desativada onde a cervejaria começou e por fim a produção atual, foi muito interessante, mas para quem esperava ver monges cuidando da brassagem foi meio frustrante, dois ou três funcionários e um robô cuidam de tudo, pois é..., mas a cerveja é mesmo maravilhosa, você paga pela visita e tem direito a duas cervejas, porém, como bons brasileiros, fizemos amizade instantaneamente com a coordenadora do bar e adivinhem?Tomamos mais duas por conta da casa, inclusive ganhamos uma cerveja que o mosteiro produz exclusivamente para os EUA, a TILBURG's Dutch Brown Ale, muito boa, diga-se de passagem. Preciso registrar também que nossa turma na visita era formada por quatro pessoas: eu, meu irmão Tadeu e duas senhoras alemãs, por isso a explanação durante a visita foi 80% em alemão e 20% isso não atrapalhou a programação.

De lá para Breda pegamos outro ônibus, na holanda você pode comprar um passe que serve para o dia todo, assim, como para Breda era praticamente um circular, utilizamos o mesmo passe, uma boa economia para quem está de "mochilão" por aí. Em Breda uma chuvinha chata nos persegue por todo o tempo que estivemos por lá. Cidade bonita e pequena, uma pena não ter mais a cervejaria, pois a InBev a comprou e fechou ...infelizmente... fora a cervejaria, nada de mais, encontramos uma senhorinha muito simpática quando tentamos obter informações sobre onde nos hospedar que disse ter parentes com nosso sobrenome, sumiu da mesma maneira que apareceu. Interessante também na Holanda é a quantidade de bicicletas que se vê, principalmente nas estações de trem, um mar de bikes amarradas; há ciclovias por todo lado e pode-se andar tranquilo com a "magrela" por lá.

Ficamos num hotelzinho mixuruca, pois não tínhamos opções, caro e estranho parecia saído de um daqueles filmes de máfia, não vimos a cara de ninguém além da recepcionista que parecia estar alí devido ao tráfico de mulheres do leste europeu, na escada de incêndio externa, uma boneca inflável dava o toque final, lembra disso Tadeu??? ...foi bem engraçado ficar ali.

Mais uma vez ser brasileiro fez a diferença, como chegamos um pouco tarde na cidade quase tudo já estava fechando, fomos comer e tentamos tomar uma cerveja em um bar próximo, quando entramos o garçon foi logo avisando que estava fechado, mas pedi somente que nos vendesse uma cerveja, ele consultou o gerente, em bom flamengo é claro, e a resposta foi "Como são brasileiros pode atender!", tomamos duas cervejas cada um e fomos dormir, acordariamos bem cedo para seguir viagem com destino a Bruxelas.

Ahh, a cerveja era Heineken, a Holandesa, é claro!!!!
Prosit!!!

Um comentário:

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