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quarta-feira, 28 de abril de 2010

E do bagaço fez-se o pão de malte...

Como utilizamos muito cereal em nossas fabricações, nós, cervejeiros caseiros precisamos dar um destino mais nobre ao malte que sobra da brassagem, por isso, para não descartá-lo simplesmente jogando-o no lixo e por ser um alimento nutritivo e rico em fibras, seu aproveitamento como ingrediente para pães é uma alternativa saudável, ecologicamente correta e bastante saborosa.

Coloco aqui uma receita desenvolvida por mim, mas vocês podem encontrar várias outras pela internet.

A obtenção da matéria prima, o malte, não é difícil, basta que você conheça algum cervejeiro e peça a ele que ceda alguns quilogramas para você na próxima brassagem.



Pão de Malte by Breda

Ingredientes

01 kg de farinha de trigo branca
250g de farinha de trigo integral
200g de farelo de malte
02 sachets de fermento biológico seco
02 colheres de sopa de açúcar
01 colher de café de sal
400ml de água morna (máx 45°C)
03 colheres de sopa de margarina derretida (fria)


Preparo

Em uma tigela grande, misture bem as farinhas com o fermento; Dissolva o sal e o açúcar na água morna e coloque sobre a farinha, mexendo lentamente e vá misturando a margarina derretida. Sove bem a massa até que esteja com uma aparência homogênea e não esteja grudando nas mãos. Cubra a tigela com um pano e deixe em local fechado (dentro do microondas, por exemplo) por 40 minutos ou até que dobre de tamanho.
Enquanto isso, coloque o farelo de malte em uma assadeira rasa e espalhe bem. Acenda o forno a 150°C e asse o farelo até que esteja completamente seco (aprox. 20 minutos).
Desligue o forno, retire o farelo e reserve.


Quando a massa já tiver dobrado de tamanho, amasse-a novamente adicionando o farelo de malte já resfriado, sove bem e faça um cilindro com a massa. Coloque em uma assadeira para pão de forma grande, ou se preferir, utilize duas formas pequenas.



Pão crescendo dentro do micro-ondas
Deixe crescer novamente até que a massa ultrapasse a borda da forma em +ou- 02cm.
Aqueça o forno a 180°C e asse o pão por 40 minutos ou até que esteja dourado.
Sirva ainda quente com manteiga, geléia, requeijão e frios.

Acompanhe com uma boa cerveja artesanal, de preferência a nossa!
Fiquem em Paz!

Prosit!!!

OBS - A receita pode ser elaborada sem o malte, caso não o encontre, mas você deve substituí-lo por um outro cereal de sua preferência, experimente utilizar aveia em flocos ou linhaça. Se não gostar de farinha integral, basta aumentar a quantidade de farinha branca.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Equipamento - Parte 2

Então, ninguém teve coragem de tentar fazer a receita? Erraram e não estão a fim de compartilhar a experiência? Não acreditaram que o equipamento funciona? Tudo bem, não se preocupem, depois do dia 08/maio colocarei aqui as fotos que comprovam a funcionalidade do equipo.

Dando seqüência no aprendizado, mostrarei agora como fazer o primeiro "upgrade" no seu equipamento mínimo, de forma a irmos caminhando em direção ao próximo nível, mas sempre prezando pelo gasto mínimo e preservando ao máximo o investimento já efetuado. Farei aqui uma espécie de "de-para" de forma a facilitar a identificação do que será mantido, modificado, substituído ou descartado. Tomando por base a lista anterior, faremos a primeira melhoria em nossa beerparafernália.

1. Fogão caseiro: substituir por um fogareiro industrial com registro de alta pressão para a Brassagem. A água de lavagem continuará sendo aquecida no fogão;

2. Caldeirão de alumínio: aumentar para duas unidades e adicionar uma torneira em pelo menos um deles, o ideal seria colocar em ambos. Colocá-la conforme a figura abaixo e preferir registros de esfera de inox ou latão cromado;
3. Garrafa PET de 600ml - descartar, pois não será mais necessária;

4. Garrafas PET de 2 litros - Substituir por 24 garrafas de vidro âmbar de 600ml (aquelas de cerveja comum);
5. Rolhadeira manual (máquina para colocar tampinhas) - Adquirir;
6. 24 tampinhas metálicas para fechamento das garrafas - Adquirir;
7. Um fundo falso de alumínio - Adquirir;
8. Moinho manual para cereais - Adquirir.
Moer o malte é um processo demorado e cansativo, mas no nível intermediário mostrarei como automatizar o processo. Se encontrar um moinho de cilindros (como aqueles de fazer massa de pastel) usado ou em um ferro velho, opte por esse modelo.
Atenção: Os demais itens da lista anterior devem ser mantidos!
Moa o malte de forma a esmagar os grãos expondo seu interior e manter, ao máximo, as cascas inteiras.Você deverá colocar o fundo falso no caldeirão de brassagem antes de colocar a água. Observe que os orifícios devem ter no máximo 02mm de diâmetro e a altura da alça deve ser da mesma altura da contra-porca da torneira, assim ela ficará alguns milímetros acima da saída do mosto e levemente inclinada para o lado oposto. Isto facilitará a passagem do mosto sem bagaço.
Após os 90 minutos de cozimento, você deverá circular o mosto retirando-o pela torneira e recolocando-o no caldeirão até que ele esteja bem claro, utilize a jarra plástica para essa operação. Somente após estar devidamente clarificado é que o trasfegaremos para o segundo caldeirão, o de fervura.
Este processo fará com que sua cerveja fique bem menos turva do que a primeira, utilizando o processo que expliquei anteriormente.
Atenção: Os demais passos deverão ser mantidos.
As garrafas de vidro deverão ser sanitizadas com ácido peracético ou soda cáustica (ver dosagem na publicação "Equipamentos"). Após enchê-las, coloque as tampas utilizando a rolhadeira e mantenha as garrafas cheias por 10 dias fora da geladeira. Não se esqueça de abrir uma delas no oitavo dia para verificar a carbonatação, se já estiver OK refrigere todas as garrafas. Após refrigerá-las por dois dias, você poderá degustá-las ou pasteurizá-las.
Pasteurizando as garrafas
Para a pasteurização você deverá utilizar o caldeirão com torneira.

Coloque as garrafas ainda geladas dentro do caldeirão deixando um espaço de dois centímetros entre cada garrafa;
Coloque água no caldeirão até que fique pelo menos dois centímetros acima das garrafas;
Acenda o fogo e aqueça lentamente a água até 66°C. Procure subir no máximo quatro graus por minuto;
Mantenha a temperatura por pelo menos dois e no máximo cinco minutos;
Desligue o fogo e esgote o caldeirão lentamente;
Deixe suas garrafas por mais cinco dias em temperatura ambiente.
Desta maneira suas garrafas de cerveja terão uma validade de até 03 meses fora da geladeira e de até 06 meses refrigeradas.
Como já disse antes, o difícil é mantê-las cheias por tanto tempo.
Os novos equipamentos podem ser encontrados nos mesmos fornecedores que já indiquei aqui no blog e o fundo falso pode ser feito em casa com algum material e um pouco de paciência. Se precisarem de alguma informação adicional ou se restou alguma dúvida mandem e-mail para: mhbreda@hotmail.com. Será um prazer auxiliá-los.

Não se esqueça de postar comentários sobre suas produções aqui no "Breja do Breda".


Prosit!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Porque postar um comentário?

Olá a todos os visitantes do "Breja do Breda", sejam bem vindos!!!

Hoje resolvi deixar um recado a vocês falando sobre comentários. Observo que o número de comentários é muito pequeno em relação ao de visitantes, não que todos os visitantes precisam obrigatoriamente deixar um comentário, mas acredito que boa parte já teve vontade de escrever algo e não o fez, talvez por não me conhecer, talvez por achar que o conteúdo não merecia, por inúmeras outras razões talvez...mas, deixo aqui a minha opinião, não se acanhem, escrevam, o blog é de vocês.

Sei que muitos poderiam ter deixado comentários, pois recebo vários e-mails com dúvidas e comentários, ou seja, o pessoal manda e-mail mas não gosta muito de comentar direto no Blog, acredito.
Vamos quebrar esse gelo, comentem, expressem suas opiniões, isso somente servirá para enriquecer nosso Blog!!
Os comentários são importantes para que eu possa saber se o Blog agrada, se os assuntos estão interessantes, se devo colocar outras informações, mais técnicas, mais didáticas, escrever mais ou escrever menos e tudo o que vocês imaginarem.

Assim, inicio hoje o nosso serviço de ouvidoria com a campanha:
Obrigado pela visita!!!

Bom feriado com muita cerveja de qualidade para vocês!!!


Prosit!!!


AHHH, em tempo, votem nas pesquisas também!!!!! Sua opinião acerca dos assuntos é vital para nossa atividade!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um dinheiro "bem gasto"...

Mais um sucesso, graças a Deus!!!

A festa do pessoal da UNICAMP, regada com nossa Weizen só não foi melhor porque os 30 litros encomendados, mais as 10 garrafas que eram para o pai de um dos garotos, e que acabaram esticando o total da cerveja para 35 litros não foram suficientes para a volúpia dos presentes, assim como na festa da Château, o "ver para crer" totalmente compreensível, subestimou o consumo, mas nada que não se resolva na próxima, 60 litros serão pouco!!!

Como não poderia deixar de ser, uma frase reinou durante o evento, foi mais ou menos um uníssono entre os participantes:
" --- Foi o dinheiro mais bem gasto com cerveja da minha vida!!!"
- Eu e o Riva agradecemos a preferência!!!
Meu sobrinho Lucas - organizador do evento

Além disso, contamos com um apreciador da boa cerveja, pois residiu na Alemanha por um tempo e pode com conhecimento prático avaliar a qualidade da cerveja B&R, principalmente a weizen, uma especialidade alemã.

Apreciando a bebida & demonstrando a satisfação!!!

A comemoração foi bastante alegre e os brindes não pararam um minuto, gritos de guerra acompanhados de vários "Prosit" coletivos.
Olha aí o "filhote" de 30 litros, todo agasalhado em seu cobertor de gelo! O pessoal improvisou uma verdadeira "caixa" para manter a criança gelada, pelo menos a informação foi de que não prejudicou a temperatura da bebida!!!

Um grande abraço a turma da UNICAMP e espero novas festas regadas e cerveja de boa qualidade, logicamente fornecida por nós!!!
Fiquem em paz!!!
Prosit!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Airlock Caseiro

Vamos lá pessoal, como preparar um airlock caseiro com materiais baratos.
(Algúem aí lembra do Daniel Azulay???..rsrsrs)

Lista de material
01 Garrafa plástica de água mineral de 500ml com tampa;
01 Pedaço de mangueira cristal de aproximadamente 04mm de diâmetro;
01 Rolha de silicone para galão de água (se não tiver, use uma de cortiça mesmo);
Furadeira e broca de aço do mesmo diâmetro da mangueira;
Massa de modelar atóxica branca.

Montagem
1. Com a furadeira, faça um orifício na tampa da PET com cuidado para não ficar ovalado ou danificar a tampa;
2. Com a mesma broca, faça um canal no centro da rolha de forma a atravesá-la (de cima abaixo);
3. Coloque a mangueira no canal da rolha deixando uns 02cm de sobra na parte que ficará dentro do galão;
4. Passe a outra extremidade da mangueira pelo orifício da tampa deixando uns 10-12 cm de sobra;
5. Verifique se a mangueira ficou bem justa nos orifícios, o ideal é que ela entre um pouco forçada, caso esteja com alguma folga, vede com massa de modelar atóxica, mas somente pelo lado de fora de forma a evitar o contato com a cerveja. O ideal é não necessitar da vedação com massa, por isso procure fazer os furos com a broca correta.

Após ter colocado o fermento já propagado e agitado o mosto para aerar, coloque o airlock conforme a figura abaixo.
Utilização

Observe que o comprimento da mangueira deve ser suficiente para que a garrafa possa ficar em pé no chão junto ao galão. Cuidado para não dobrar a mangueira, pois isso poderá impedir o fluxo de CO2 e forçar o airlock a sair da rolha.
Coloque água na garrafa até 3/4 do volume (se tiver peracético melhor) e certifique-se de que a ponta da mangueira ficou pelo menos 03cm dentro da água;

Cheque se a vedação está ok pressionando levemente o galão e observando se bolhas de ar saem da mangueira dentro da garrafa com água. Não pressione muito o galão para evitar que a água suba pela mangueira e caia no mosto.

Deixe a tampa da garrafa levemente solta, não aperte muito, pois o CO2 precisa sair da garrafa PET, mas cuide para que a tampa esteja presa a garrafa de forma que você a segure pela tampa e ela não solte da garrafa.
Pronto, você já tem um airlock muito rudimentar, mas barato e funcional. Claro que existem outras formas de produzir um airlock caseiro, mas essa com certeza absoluta é a mais simples e barata. o importante mesmo é seu galão não explodir e sua cerveja não ser contaminada.
Aproveitem o final de semana para fazer cerveja! (ou beber, com moderação é claro)


Prosit!!!

Detalhes do Equipo Básico

Palavra dada, palavra cumprida!

Prosit!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Equipamentos

Tenho observado pela internet e também pelos fóruns que participo que muita gente ainda desconhece os equipamentos básicos para a produção de cerveja artesanal caseira. Diante dessa constatação, resolvi iniciar a montagem de um manual completo, diferente de tudo o que temos por aí, sempre na linha do didático sem rebuscagem, do simples, mas esclarecedor e profundo, mas, enquanto isso, estarei publicando detalhadamente o kit do cervejeiro caseiro.
Pensei em dividí-lo em básico, intermediário e avançado para ser mais realista e também não gerar no cervejeiro iniciante a sensação de que ele terá que desembolsar uma pequena fortuna para debutar nesse delicioso hobby.
O ponto de partida, penso, é a decisão sobre utilizar o fogão de casa ou ter uma estrutura dedicada à produção, começarei pelo mínimo necessário, o básico. De quebra darei uma receita light para vocês mostrarem aos amigos que sua "loirinha" é bem melhor que as outras.
1. Nível Básico
1.1. Equipamento Mínimo
Fogão doméstico;
Relógio;
01 Caldeirão de alumínio de 15 litros - n° 28;
01 Panela auxiliar de 03 ou 04 litros;
01 Jarra plástica atóxica de 01 litro;
01 Balde plástico atóxico de 15 litros (pelo menos);
01 Saco de gelo (não precisa ser potável);
01 Galão de água (azul) de plástico duro transparente de 20 litros (o mole deixará gosto na cerveja);
01 Rolha de silicone para o galão;
01 Airlock (vou ensinar como fazer um em casa);
01 Peneira plástica grande 15cm de diâmetro com malha de metal e trama de 0,5 a 1,5mm de vão;
01 Escumadeira de alumínio;
01 Copo de vidro de 300 ml esterilizado;
01 Colher de sopa de inox esterilizada;
01 Vela de parafina;
01 Termômetro de 0-100°C;
01 Frasco pequeno de tintura de iodo;
02 Metros de mangueira atóxica de 1/2" transparente;
01 Garrafa PET de 600ml (para trasfega);
10 Garrafas PET de 2,0 litros bem lavadas e sanitizadas com ácido peracético ou soda cáustica a 5,0%.

1.2. Insumos
20 litros de Água mineral ou filtrada
04 kg de Malte de cevada pilsen (ou cristal) moído
10g de Fermento cervejeiro de alta fermentação (S33)
06g Lúpulo em pellets (columbus)
150g de Açúcar cristal

1.3. Processo
1.3.1. Brassagem
Colocar 12 litros de água no caldeirão de alumínio e aquecer até atingir 45°C;
Acrescentar o malte moído e mexer vagarosamente com a escumadeira. Se não tiver um moinho utilize um pilão com socador e vá moendo o malte aos poucos, dá bastante trabalho mas o resultado é satisfatório;
*****ATENÇÃO: NÃO BATA O MALTE NO LIQUIDIFICADOR, POIS A CASCA TRARÁ UM AMARGOR RUIM PARA A CERVEJA, ALÉM DISSO, SEM A CASCA NÃO CONSEGUIREMOS CLARIFICAR O MOSTO!*****
Mexa a mistura constantemente até que a temperatura alcance 65°C;
A partir deste momento você deverá controlar o fogo para que a temperatura permaneça constante ou variando entre 65-68°C por 90 minutos;
Verifique o amido do mosto retirando um pouco com a escumadeira e pingando uma gota de iodo. Enquanto o iodo em contato com o mosto apresentar tonalidades de roxo ainda existe amido a converter (ver postagens sobre o processo de brassagem aqui no blog). Realize uma medida após 60 minutos para se assegurar de que não há mais amido;
Após os 90 minutos, aumente a temperatura até 78°C por 05-10 minutos e desligue o fogo;
Deixe a mistura decantar e esfriar por uns 15-20 minutos;
Enquanto isso, encha a panela auxiliar com água e coloque para aquecer até 80°C.

1.3.2. Clarificação
Com a jarra, comece a retirar cuidadosamente o mosto do caldeirão e vá passando-o para o balde através da peneira até que o caldeirão contenha somente o bagaço no fundo;
Coloque com a jarra a água da panela auxiliar, a pelo menos 78°C, vagarosamente sobre o bagaço para ir lavando o restante de mosto que ainda estiver preso;
Repita a operação anterior retirando cuidadosamente o mosto ralo com a jarra e peneirando para o balde até que não seja mais possível retirar líquido sem bagaço. Se verificar que ainda há muito mosto a retirar, coloque mais água quente e peneire com cuidado para o balde. Lembre somente de não ultrapassar os 04 litros de água para clarificação;
Retire todo o bagaço do caldeirão e reserve para fazer pão de malte;
Limpe bem o caldeirão de forma a não deixar nenhuma casca em seu interior.
1.3.3. Fervura
Coloque o caldeirão novamente no fogo e encha-o com o mosto do balde;
Quando o mosto começar a ferver adicione metade do lúpulo (03g) e controle a fervura para que não derrame. Cuidado para que o lúpulo não grude na lateral da panela;
Ferva essa mistura por 55 minutos;
Coloque o restante do lúpulo e ferva por mais 05 minutos;
Desligue o fogo;
Faça movimentos circulares vigorosos no mosto de forma a criar um redemoinho (whirpool) razoável;
Tampe o caldeirão e deixe esfriar por 20 minutos ou até 80°C.

1.3.4. Resfriamento
Tampe bem o tanque de lavar roupas;
Com muito cuidado coloque o caldeirão no interior do tanque;
Coloque o gelo no tanque;
Coloque água o suficiente para cobrir mais da metade do caldeirão;
Verifique a temperatura abrindo a tampa do caldeirão o mínimo possível para não contaminar o mosto;
Deixe resfriar até 25°C (no máximo 30°C).

1.3.5. Trasfega
LEMBRE-SE DE SANITIZAR A MANGUEIRA E A PET DE 600 ml
Coloque o Galão sanitizado no chão, próximo ao tanque;
Utilizando a mangueira e a PET de 600ml, faça uma bomba de sifão da seguinte maneira: Coloque uma das pontas da mangueira dentro do mosto, mas muito cuidado para não levantar suspensão do trub decantado (ajuste o tamanho da mangueira, não precisa utilizar os 02 metros);
Coloque a outra extremidade dentro da PET de 600ml (amassada para tirar o ar de dentro); Vede a boca da garrafa com a mão, mas sem fazer contato com a ponta da mangueira; Pressione a garrafa de forma a sugar o mosto, como uma bomba de retirar combustível do tanque do carro; Quando começar a sair o mosto, retire a ponta da mangueira da garrafa e coloque dentro do galão;
Drene o mosto por completo tomando cuidado para não sugar o trub do fundo do caldeirão. Se necessário não drene tudo, mais vale perder alguns mililitros do que deixar toda sua cerveja defeituosa.

1.3.6. Ativação do fermento
Acenda a vela e deixe o copo bem próximo a ela, isso fará com que o ar por sobre o copo fique livre de bactérias, pois o calor gerado pela chama da vela evitará que haja contaminação. Certifique-se também de que não há corrente de vento no local.
Pegue o copo e a colher de inox sanitizados; Coloque um pouco do mosto resfriado até a metade do copo; Abra o sachet de fermento (não use a boca, utilize uma tesoura);
Despeje o fermento no copo e faça movimentos laterais, curtos e rápidos com a colher até que o fermento esteja diluído no mosto (sem pelotas); Deixe atuar até que a espuma gerada chegue a 3/4 do copo.
1.3.7. Fermentação
Despeje o fermento ativado dentro do galão com o mosto e tampe-o;
Balance o galão de forma a aerar um pouco a mistura e para que o fermento se espalhe por todo o líquido; Coloque o Airlock na rolha do caldeirão já com a água, preferencialmente com um pouco de peracético; Coloque o galão na geladeira e observe a fermentação por 3 a 5 dias entre 15-24°C, caso tenha uma caixa de isopor grande ou um pequeno local fechado na casa onde consiga controlar a temperatura neste intervalo, utilize 2 ou 3 garrafas PET de 2 litros congeladas para deixar o ambiente mais frio, coloque-as próximas do galão. Verifique a temperatura constantemente.
Durante a fermentação o airlock soltará bolhas, certifique-se de que não falte água nele, pois se ele secar você correrá um grande risco de contaminar sua cerveja.

1.3.8. Maturação
Após os 3-5 dias de fermentação o fermento se posicionará naturalmente no fundo do galão, se isso não ocorreu, refrigere o mosto a 1°C em geladeira ou repita a operação com gelo no tanque, porém desta vez você precisará de mais gelo e de umas 10-12 horas de imersão.
Sanitize o Balde, coloque os 250g de açúcar e drene todo o mosto para ele de forma a dissolver bem o açúcar, dessa maneira, tanto o açúcar quanto o fermento residual, serão distribuídos homogeneamente pelo líquido, depois vamos ao envase.
Se preferir, coloque 25 gramas de açúcar cristal (aproximadamente uma colher de sopa cheia) dentro de cada PET, bem lavada e já sanitizada.
1.3.9. Envase
Encha as garrafas com a cerveja utilizando o mesmo sistema de sifão com a mangueira transparente, com cuidado para não levantar o fermento decantado no fundo do galão; Deixe cada garrafa com aproximadamente 1,5 litros, não encha muito, pois precisamos de espaço para a geração do gás carbônico;
Sugiro que, antes de fechar as garrafas, retire todo o ar possível de dentro delas apertando-as;
Tampe bem lembrando de sanitizar as tampas das PETs;
Misture bem o açúcar à cerveja fazendo movimentos leves, mas não deixe que o açúcar fique acumulado no fundo da garrafa. Se necessário movimente as PETs mais de uma vez;
Deixe-as em temperatura ambiente, em local protegido da luz por serem garrafas claras, por 7 a 10 dias;
Refrigere uma das garrafas no sétimo dia e verifique se já está com boa espuma. Se estiver, refrigere todas as garrafas.
Pronto, você já fez sua primeira cerveja e verá que não foi tão difícil assim, ela estará com aproximadamente 4,5% de teor alcoólico, bem próxima das pilseners nacionais, mas será uma Golden Ale by Breda.
Reforço a todos que essa é uma maneira barata de fazer cerveja, sem gastos demasiados com equipamentos, por isso sua cerveja não estará muito límpida, pois o ideal seria clarificá-la mais adequadamente utilizando um recurso simples que é uma torneira no caldeirão, além disso, a refrigeração pós fermentação também seria mais adequada para que o fermento decantasse ao máximo, contudo, essas diferenças serão apresentadas mais à frente nas publicações de equipamentos intermediários e avançados.
Amanhã ou até o final de semana, colocarei ilustrações do equipamento mínimo do nível básico e uma idéia de custo para essa produção, além de mostrar passo a passo como fazer o Airlock caseiro.
Darei também a minha receita e o passo-a-passo do pão de malte.
Espero que muitos de vocês tentem utilizar esse processo, já testado e aprovado, façam-na e depois me digam como ficou.
Em tempo, os insumos mencionados podem ser obtidos facilmente via correio junto aos seguintes fornecedores:

Fiquem em Paz!
Prosit!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Esta frase merece

Procurando equipamentos pela WEB, hoje após o expediente, me deparei com a celebre frase abaixo que pretendo colocar no rótulo da nossa ESB, logicamente com a aprovação do Riva, após o concurso da ACerva Paulista, do qual participaremos com essa bela cerveja, independentemente do resultado.

"Who drinks beer sleeps well.
Who sleeps well cannot sin.
Who does not sin goes to heaven.
Amen."

Muito bem Cé, você tem razão, lá vai a tradução:

"Quem bebe cerveja dorme bem.
Quem dorme bem não comete pecados.
Quem não comente pecados vai para o céu.
Amém."

Pessoas inspiradas como o autor desconhecido (ao menos para mim) somente poderiam o ser ao apreciar essa maravilhosa bebida.

Degustem a frase, e a utilizem com moderação.

Abs.,

Prosit!!!

domingo, 11 de abril de 2010

Resultado da última produção

Como disse na publicação "Produção dobrada", fizemos 100 litrinhos da nossa HefeWeizen de uma vez só, já tiramos a menina da fermentação há uns dias e agora estão maturando.

Garrafinhas de 550ml embaixo e de 330ml em cima

02 barris de 15l e 01 de 30l - até a boca de Weiss

Tomamos uma garrafa teste hoje e já está uma delícia, mais 04 dias de maturação e vamos pasteurizar as garrafinhas.

Hefeweizen com 06 dias de engarrafamento



Já estão com quase 02kgf de pressão


Os barris já estão vendidos e parte das garrafas também, as outras colocaremos nos kits promocionais que eu e o Riva estamos montando para fazer um "merchand" da nossa cerveja.


Aproveito para postar a foto do nosso novo "tanque" de brassagem de 125 litros, não pude ir para Pompéia, pois fui as compras para montar essa gracinha. A parte engraçada da aventura foi eu e minha namorada Cris carregando esse monstrinho no metrô.


Reparem o tamanho do caldeirão de 60 litros (o que usamos para a brassagem dobrada) dentro do novo brinquedo, parece pequeno não? Dentro do de 60 um de 15l para decocção. Agora nossa autonomia alcança os 250 litros por brassagem utilizando a técnica de "brassagem dobrada" by B&R


Agora é acoplar todas as peças e usar essa gracinha para a brassagem da cerveja que mandaremos para o concurso da Acerva Paulista, nossa ESB sairá desse tanque, a receita já está fechada e os ingredientes separados!

Espero que curtam as fotos.


Forte abraço.

Prosit!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vacalhau com Binho...não...com Breja!

Harmonização n.º 002 by Breda

Muito bem, ninguém se arriscou no cannelloni??? Ou não querem comentar??? OK, vamos à próxima receitinha, essa é um segredo de família, ou era, mas meu pai, o famoso Bredão, me autorizou a divulgá-la aqui, para o bem de todos os cervejeiros e glutões da paróquia.

Tradicionalmente, na sexta-feira Santa saboreamos o delicioso Bacalhau do Bredão, o qual terei o prazer de ensiná-los a preparar, antes, porém, importante frisar que nenhum de vocês deve divulgar essa receita antes de prepará-la.

Bacalhau do Bredão

Ingredientes
02 kg lascas de bacalhau dessalgado
1 1/2 kg de batatas cozidas amassadas
1 1/2 cebolas em rodelas finas
08 dentes de alho grandes amassados e bem picados
08 colheres de sopa de margarina (doriana porque derrete!)
12 azeitonas pretas grandes "ou mais" (sugiro a qualidade Azapa)
250 ml de azeite de oliva (preferencialmente extra-virgem)

Preparo
Misture a batata amassada com 03 colheres de sopa de margarina;
Em um refratário de vidro (marinex grande), espalhe a batata amassada por igual, preenchendo todo o fundo;
Espalhe o alho (cru) amassado e bem picado fazendo uma camada fina sobre as batatas;
Em uma frigideira anti-aderente, frite o bacalhau com 03 colheres de sopa de margarina e duas colheres de sopa de azeite, até dourar;
Espalhe o bacalhau homogeneamente sobre a batata;
Na mesma frigideira, refogue as cebolas com o restante da margarina até que esteja com uma aparência brilhante e perca a crocância, mas sem deixar amolecer demais;
Espalhe as cebolas refogadas sobre o bacalhau, cobrindo toda a superfície;
Derrame o restante do azeite por sobre as cebolas de forma homogênea;
Distribua as 12 azeitonas adornando o prato.
Sirva com arroz branco e harmonize com nossa Red Ale (B&R), satisfação garantida!!!

IMPORTANTE: Se não gostar muito de alho diminua a quantidade pela metade (ou suprima).
Rendimento: 12 porções (generosas)


Seguem algumas fotos para ilustrar a receita, pena não ser possível utilizar outros sentidos pela internet...



Espero que apreciem!

Prosit!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Produção dobrada

Pois é, mais uma vez nossas experiências atingiram o sucesso esperado!

Fico muito satisfeito com os resultados, pois não encontro uma vírgula sobre produção de cerveja caseira concentrada, mas, Breja do Breda, B&R e Cervejaria "A" trazem para vocês dicas de como fazer 120 litros de cerveja em um tanque de 60 litros de uma única vez!

Elaboramos nossa estrela HefeWeizen de uma forma inusitada, foi no dia 27/03/2010, como temos duas encomendas de nossos clientes (ah, lembrando que já temos 03 clientes em nossa carteira, recém inaugurada!!) e as duas somam 60 litros precisávamos acelerar a produção, pois os eventos ocorrerão em abril e não teríamos tempo para duas brassagens em finais de semana consecutivos sem prejudicar o sagrado período de maturação, assim, resolvemos (eu e o Riva) tentar dobrar a capacidade nominal sem trocar o equipamento e mantendo a qualidade da receita.
Este mês trocaremos nosso equipo atual de 60 litros por um de 125 litros, assim, somado a essa técnica que desenvolvemos, teremos brassagens de 250 litros...em casa!!! Não é supimpa??? "Eu acho :)"
Vamos aos fatos e às fotos:

Pesquisando muito, localizei dados em livros, por isso nada de links hoje...mas verei o que dá pra fazer quanto aos textos em inglês, não sei se traduzo na raça ou se coloco na íntegra, tendo a segunda opção, mas não quero parecer "cervechato", por isso pode ser que arrisque uma "versão brasileira".

A coisa começou normal, moagem e água quente, a diferença está logicamente nas quantidades, por isso, colocamos no tanque o malte calculado para 120 litros de cerveja, reparem na foto abaixo, como ficou a "sopa", quase nada de líquido, pois o malte absorveu quase tudo e ocupou todo o espaço disponível.
Brassagem dobrada!!!

Processo padrão, descanso Fenóico, Protéico, Beta e Alpha, o lance é deixar a densidade lá em cima, pra atiçar a turma da panela no final da clarificação o mosto estava com nada menos que 1094 (é mole?) e olha que utilizamos mais de 40 litros de água de lavagem para o bagaço.

Uma decocção para entrar na Alpha e deixamos a FG em 1060, dava pra fazer os 120 litros numa boa, mas optamos por uma breja mais fortinha e alaranjada.
Resultado final, dois fermentadores cônicos de 30 litros e dois baldes fermentadores de 25 litros (medimos, cabe 25 Afonso!!!) repletos de mosto. Um balde não coube no freezer e tivemos que improvisar uma câmara fria para ele.

Reparem na foto que há uma garrafa PET no cantinho, foi um teste com fermento cultivado pelo Riva, a menina chegou a virar o manômetro no avesso, mas o resultado "da garrafa" publico depois da maturação, por hora fiquem com o ponteiro do manômetro em mais de 5kg, depois de ter deixado vazar muita pressão da PET. Pena que a foto com o ponteiro batendo no pino pelo lado de baixo ficou embaçada.

A foto de um dos tanques horas depois de adicionarmos os fermentos já mostram como ficará essa belezura, sorte dos compradores que terão uma cerveja de alta qualidade para seus eventos!

Aproveito essa publicação para informar aos amigos que estaremos participando do "I Concurso Paulista de Cerveja Caseira", promovido pela Acerva Paulista, a cerveja determinada por eles para o concurso será uma ESB, já temos nossa fórmula para a ExtraStrongBitter B&R. Depois do evento, terei o prazer de compartilhar com todos vocês nossa receita. Será a primeira receita completa que colocarei aqui no Blog, com quantidades e processo detalhado.

Resultado esperado da Brassagem dobrada.


Foto de nossa Weizen produzida em fevereiro/2010

Fiquem em paz!

Prosit!

terça-feira, 30 de março de 2010

Façam para o almoço de Páscoa


Harmonização n.º 001 by Breda

Como disse anteriormente, deixarei aqui minha receita de 'Cannelloni à Bredonese' para que os interessados possam apreciá-lo já neste domingo. Infelizmente não tenho fotos para ilustrar, mas me comprometo a tirar algumas e a atualizar esta publicação da próxima vez em que prepará-lo.

Ingredientes
02 rolos de massa para pastel (se estiver em Botucatu compre as do mercado municipal)
400g de mozarela ralada (no ralador grosso)
100g de parmesão ralado
01 cebola grande picada em cubinhos bem pequenos
02 colheres de sopa de margarina (eu uso Doriana porque derrete!)
01 bisnaga de catupiry (pode substituir por requeijão)
01 peito de frango inteiro
01 litro de leite
01 lata de creme de leite
02 colheres de sopa de maizena
04 dentes de alho triturados
azeite de oliva (extra virgem de preferência)
sal
seus temperos favoritos à gosto
(como gosto muito de ervas, sugiro orégano, cominho, sálvia, pimenta calabresa e páprica picante)

Preparo
Recheio
Cozinhe o peito de frango em água, sal e um fio de azeite (eu adiciono parte das ervas aqui) e deixe esfriar com o caldo;
Depois de frio, reserve o caldo, desfie o peito em pedaços muito pequenos (utilize um processador com o "apetrecho" de bater massas, ou o liquidificador na função pulsar - com cuidado para não virar suco - você vai se admirar com a rapidez e o resultado);
Misture o catupiry (ou o requeijão) ao frango desfiado, corrija o sal e reserve.

Molho
Em uma panela média coloque nesta ordem:

1. a margarina; 'quando derreter' coloque
2. uma colher de azeite;
3. sal a gosto;
4. a cebola; 'depois de dourar' coloque
5. o alho;
6. adicione todas as ervas deixando a pimenta calabresa por último;
7. 3/4 do leite; 'quando começar a ferver' adicione
8. o caldo do frango (cuidado com o sal!!!); por fim,
9. coloque a maizena já dissolvida no restante do leite;
Não pare de mexer até que engrosse em um ponto semelhante, porém pouco menos denso, ao de sorvete derretido (essa é nova pra vocês, falem a verdade?) e desligue o fogo.10. coloque o creme de leite com o soro, mexa bem e reserve.

Montagem
Em uma superfície plana (em casa utilizo a mesa de granito do Bredão), desenrole a massa de pastel. Com uma faca divida a folha em duas partes no sentido longitudinal. Corte transversalmente fazendo retângulos em comprimento suficiente para dar uma volta e meia no recheio (observe que aqui você escolhe a quantidade de recheio que irá colocar e define o tamanho dos cannellonis). Em cada retângulo coloque a mozarela ralada e o frango (uma colher de sobremesa de cada - ou a seu gosto). Enrole pressionando de forma que o recheio fique bem distribuído mas não chegue às extremidades. Acomode os cannellonis em um refratário (vidro ou porcelana) já untado com margarina. Coloque no máximo duas camadas de canneloni, se possível deixe com uma camada somente. Após preencher o refratário, cubra os cannellonis com o molho, caso tenha engrossado demais dissolva com mais leite, pois a massa o absorverá e seu prato pode ficar seco se o molho estiver muito grosso.
Coloque papel laminado (alumínio) com a parte brilhante para o alimento e cozinhe em forno médio (150°C por aproximadamente 40 minutos) até que estejam 'al dente'

Dica: utilize um garfo para verificar a textura sem abrir o papel laminado, pode fazer furinho sim!!!

Retire o papel, coloque um pouco de parmesão por cima e deixe gratinar por mais 10 minutos.

Rendimento: 10 porções ("generosas")

Aprecie acompanhado de uma Hefeweizen, de preferência a nossa, servida à temperatura ideal de 4°C em tulipa apropriada de 330ml.

Espero que testem, aprovem e deixem seus comentários!

Bom apetite!

Prosit!!!

domingo, 28 de março de 2010

Estrutura Metálica

Na última sexta-feira estava pelo MSN e conversei com dois colegas cervejeiros da Acerva Paulista, peguei a conversa no meio, mas os dois falavam sobre como acomodar a cozinha para produção de cerveja sem ocupar grandes espaços.

Temos uma estrutura tripla de metal com 80cm de largura e 2,40m de comprimento, desmontável, onde preparamos nossas brejas confortavelmente.

Ambos me solicitaram que os enviasse um desenho sobre a estrutura, assim elaborei um croquis, o qual já enviei aos amigos (Eduardo Radinho e David Lamas), mas deixo aqui para que outros cervejeiros possam utilizá-lo.



Trata-se de uma estrutura simples mas funcional.

A altura pode variar de acordo com a necessidade do usuário, assim como sua largura, que pode ser reduzida caso se deseje utilizar caldeirões menores.

As dimensões apresentadas são de uma estrutura que suporta caldeirões de 125 litros (n° 60).

Espero que seja útil aos interessados e que os auxilie a produzir cada vez mais e melhores cervejas.

Prosit!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Camisetas Cervejaria "A"

Muito em breve nossas camisetas estarão prontas, serão modelo polo para os marmanjos e baby Look para as meninas, na cor preta e com estampas amarelo-ouro.


Aguardem!!!

Prosit!!!

Harmonização

Falarei algo sobre o assunto, já que uma das últimas modas no Brasil é a harmonização de pratos "afrescalhados" com cervejas Gourmet.

Com as devidas venias aproveitando o carinho dos amigos que admiram a minha língua favorita, o latim, embora a chamem de morta, data maxima venia, eles não sabem o que falam, pois o latim ainda nos cerca e nos acompanhará por muito tempo mais.

Voltando à vaca fria, digo afrescalhados porque observo um movimento desordenado em nosso país, explico: nós levamos muitos anos para iniciar na cruzada de expor aos brasileiros que 'há muito mais coisas a saber e degustar sobre cerveja do que imagina nossa vã embriaguez' (grifo nosso), e de repente, quando a coisa começa a engatinhar, surgem ordas de chefs e gastronomistas, os mesmos que até ontem marginalizavam nossa bebida favorita, e começam a inventar pratos soberbos para que apreciemos em parceria com a celebre cerevisiæ.

Nada contra, aliás louvável tentativa, mas equivocada na opinião deste que vos escreve.

Penso que o desejo de todos nós apreciadores da boa bebida é ter facilidade de acesso à grande variedade de cervejas de qualidade que estão por aí, mundo a fora e cá dentro, inacessíveis à 99% de nós, pobres mortais, seja por não serem comercializadas no Brasil, seja pelo alto custo em adquirí-las, seja pela dificuldade em obter matérias-primas a preço razoável para produzí-las ou pelo silencioso bloqueio do "sindicate" (in english) para podermos colocar nossa produção artesanal ao alcance do público, é nesse ponto que entra minha opinião, colocando agora a cerveja em um pedestal de ouro nossos colegas snobs conseguirão somente dificultar a popularização da boa cerveja em nome de uns poucos barões que encherão seus bolsos com um modismo que não atingirá o resultado que esperamos, qual seja, deixarmos de beber "xixi de moça" e passarmos a degustar verdadeiras cervejas a um preço adequado.



Risotinho de rúcula com tomates e mozzarela by Breda

Isto posto, inizia 'qui minha luta com o propósito desafiador de harmonizar pratos simples e quotidianos com cervejas artesanais, mas não confundam simples com ruins, podemos fazer muitas receitas apetitosas com ingredientes fáceis de encontrar a um custo acessível. Colocarei também pratos que já elaborei, como o risoto acima, e receitas completas, pois sabemos que muitos dos sites onde encontramos harmonizações falam de pratos deliciosos mas não nos ensinam como prepará-los.

Penso em iniciar com um prato que minha filha adora, "Cannelloni a Bredonese" harmonizado com uma belíssima HefeWeizen (B&R).

Aguardem.


Prosit!!!

Breja do Breda responde!!!

Pessoal, julguei oportuna a criação de uma página de FAQs onde manterei um histórico de perguntas e respostas que receber de forma a possibilitar a todos os amigos que acessem o Blog que tenham um espaço para tirar dúvidas independentemente das publicações.

Já inaugurei com duas questões enviadas pelos amigos da paxbier.

Enviem suas questões para mhbreda@hotmail.com ou as postem aqui como comentários que terei o maior prazer em respondê-las.

pax tecum

Prosit!

quarta-feira, 24 de março de 2010

E lá vem a segunda encomenda!!!

Pois é, graças a Deus as coisas caminham muito bem, obrigado!

Depois do sucesso da festa da Château, vamos ao segundo desafio, faremos o fornecimento para o churrasco de uma turma de engenharia da Unicamp, logicamente com olhos em mais grandes festas e eventos como estes!!

Retomando de onde parei na postagem anterior, quando estive em Campinas para pegar a encomenda da festa da Château, eu e Riva aproveitamos para prospectar mais alguns clientes em potencial e, felizmente, eles degustaram e aprovaram nossas cervejas e naturalmente a encomenda já surgiu!!!

Eram 15, já são 30 e possivelmente deve aumentar para 50 até abril quando será o churrasco, por isso neste final de semana lá vou eu novamente para nossa fábrica para produzir mais 90 litros dessa que, segundo Paulo e Carolyn, é nossa "estrela" a HefeWeizen, no sábado vai rolar um teste de produtividade e uma receita nova para 10 litros, experimental!!!!

Dessa vez, colocarei a receita passo-a-passo se o experimento der certo e começarei a divulgar outras tantas que já elaborei para que vocês amigos cevejeiros me ajudem a testá-las, são várias que ainda não conseguimos fazer em virtude das encomendas (Graças a Deus, de novo!!!) e que continue assim, mas conto com vocês para testar e me dizer se ficaram boas e, é claro, enviarem algumas para avaliarmos também!

Um amigo, o Marcão, me disse hoje que não acessa o Blog porque vê as cervejas mas não pode comprá-las para degustar, quero dizer ao Marcão que ele deve entrar no Blog sim e que pode encomendar nossas cervejas a qualquer hora que as garrafas serão fornecidas, caso não sejam muitas e tenhamos estocadas, ou com antecedência de 20 dias da data do evento para grandes volumes.
O Ricardo (Mocóca) outro camarada da Empresa, já fez o pedido dele, 04 unidades de Stout para experimentar. Estarão aqui na semana que vem!!!

Informo também a todos vocês que fazemos qualquer tipo de cerveja especial sob encomenda, exceção feita àquelas que dependem de características de origem ou de frutas sazonais.

O Kick Off já foi dado e pretendemos que esse jogo nunca termine!!!

Voltando para a festa dos engenheiros, será em meados de abril, os ingressos podem ser adquiridos com o Lucas na Unicamp. Quem estiver interessado pode enviar um e-mail para mhbreda@hotmail.com que farei a intermediação. Fiquem tranquilos, não haverá sobrepreço, não sou cambista, somente um facilitador.

Ahh, já ia me esquecendo, os copos que aparecem ao lado do logo Breja do Breda também já podem ser encomendados e em breve teremos Kits com 03 garrafas (01 Weizen, 01 Red Ale e 01 Stout) ou com 02 garrafas da mesma cerveja e um copo próprio para degustá-las, com ou sem logotipo.

Aguardem!!!!!

Forte abraço!

Prosit!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Fermentos White Labs

Para quem estiver interessado em importar fermentos líquidos da WL basta entrar em contato comigo pelo e-mail mhbreda@hotmail.com.
Tenho algumas encomendas e pretendo fechar um pedido grande para valer mais a pena.
A lista completa de fermentos pode ser vista na página ao lado [clique aqui].

Prosit!

domingo, 14 de março de 2010

...desculpe, mas acabou...

Sucesso absoluto!!!

A frase resume o resultado de nosso primeiro evento regado à cervejas artesanais produzidas pela dupla "Breda & Riva".

Sexta-feira, 12/03/2010, saio de São Paulo (na verdade de Alphaville) rumo a Campinas pelas 19h, Castelo Branco - Rodoanel - Bandeirantes...engarrafamento monstro...levo 50 minutos para rodar 02 km...não, não estou na avenida Bandeirantes, eternamente congestionada, estou na Rodovia dos Bandeirantes, 04 pistas...grande coisa...algum engenheiro pé de pano planeja e autoriza o fechamento de duas faixas para recape...um gênio...na sexta-feira à partir das 18h...imaginem se não é parente do dono da AutoBan ou filho de algum político...pois é...aprendamos a votar minha gente, as eleições estão aí...

Desabafos à parte e duas horas atrasado, chego a nossa fábrica onde Riva acompanhado do meu sobrinho Lucas e seus amigos de faculdade (que coincidência, alunos de engenharia da Unicamp...) que me aguardavam para degustar nossas cervejas para uma possível encomenda. Deixarei esse assunto para uma próxima, pois a estrela aqui é a Festa da Bia, já me delonguei demais fugindo do assunto.

A carga preciosa
Barris carregados, torneiras embaladas, cilindro de CO2 a postos, sigo na direção do Butantã, destino: República "Château" (...agora com o nome correto...). Chegamos às 00:30h, a caixa térmica já estava preparada para receber a encomenda, 175 kg de gelo para manter os 93 litros de cerveja artesanal na temperatura correta até o horário da festa. Tadeu Bia e Ju nos aguardavam ansiosamente (falo no plural por sermos 04 - eu e os três barris). O Tadeu, com certeza, mais ancioso ou diria sedento, pois ainda não havia provado as cervejas que foram produzidas para a festa. Descarregamos as "crianças" acomodamos o gelo e, é claro, provamos das três para ver se estava tudo bem após 100km de estrada. Estavam perfeitas, inclusive a de trigo que, devido ao balanço da viagem, estava super turva e charmosa.


Gelo
Enterramos os barris no restante do gelo, já eram 01:30h da manhã, e deixamos as "meninas" no merecido descanso a zero grau até as 20h do sábado, quando reabrimos a tampa da caixa para a colocação das torneiras. Observem que o gelo ficou intacto mesmo após quase 20 horas e tendo passado uma tarde inteira sob um sol escaldante. Preciso comprar uma caixa dessas pra mim!!!
"O bar"
O local do "bar" não poderia ser mais adequado, uma mesa de concreto ao lado da churrasqueira serviu de balcão e a caixa com os barris ficou adequadamente acomodada ao lado dela de forma a separar o ambiente da festa, delimitando o perímetro cervejeiro. A caixa parece ter sido projetada para a festa, os 03 barris ficaram muito bem acomodados facilitando o manuseio das torneiras e a retirada da bebida, tudo estava perfeito.

Família Breda unida no trabalho árduo.
Da esquerda para a direita: Meu filho Neto, meu irmão Tadeu e EU.


Copos decorados
Os convidados começam a chegar devagar, um após o outro vão se aproximando para pegar uma gelada, a sugestão de utilizar copos transparentes, mesmo sendo plásticos, fez toda a diferença, pois assim foi possível aos felizardos, degustarem a cerveja de forma completa, ou seja, visão, olfato e paladar, além disso a idéia de colocar os nomes nos copos para mitigar a possibilidade de o pessoal abandonar os respectivos (com ou sem a bebida) ajudou muito na redução do desperdício de copos plásticos (o que foi ecologicamente ótimo) e possibilitou ao Neto (meu filho) a utilização de sua criatividade e habilidade artísticas, pois além dos nomes ele começou a decorar os copos com motivos que tinham algo a ver com seu "futuro dono" o que causava nas pessoas um apego imediato ao copinho plástico, aumentando a eficiência da idéia de reduzir o consumo de copos, não tenho nenhuma foto deles mas vou ver se a Bia ou alguém os fotografou para colocar aqui.

Cultura "real time"
Perguntas mil sobre a fabricação e explicações sobre as variedades de cerveja que estavam à disposição dos participantes embalaram nosso trabalho de servir, copo a copo, todos os 93 litros de cerveja, não me recordo de ter um minuto de folga desde o primeiro "cliente" até o último meio-copo servido, meio mesmo, a última "dose" não foi exata, mas sua dona ficou muito contente, pois conseguira mais um pouco daquele delicioso néctar, a última gota. Tive que repetir muitas vezes a frase "...me desculpe, mas acabou..." pois os admiradores não paravam de vir até a fonte ansiando por mais da boa bebida.

Opinião de especialista
A performance da cerveja me deixou muito contente, lembro de alguns personagens mais interessados e encantados com as bebidas como por exemplo o Steve, um belga e conhecedor da boa cerveja, que me causou um grande orgulho ao voltar ao "bar" depois de ter degustado as cervejas e espontaneamente me dizer que ele não acha muito fácil encontrar boa cerveja no Brasil e quando as encontra são muito caras, mas que as nossas cervejas eram muito boas e concluiu: "sou belga, sei muito bem o que estou dizendo, parabéns pela sua cerveja!" Agradeço aqui pela opinião e coloco uma foto desse novo amigo e apreciador da nossa cerveja! Aguardo sua visita e comentários no Blog para que os demais amigos possam partilhar da sua admiração sobre as cervejas da festa e do meu orgulho em ter ouvido tamanho elogio!

Pessoas

Outros personagens como o Montanha que se esbaldou com as três, mas do meio da festa em diante preferiu ficar com a "clarinha" weizen, e seu amigo o "Brunão" que gostou muito da Stout; um camarada que organiza eventos e que ficou com os contatos para fazer uma encomenda em breve (aguardo ansiosamente pelo contato) e outro amigo oriental, acho que Marcelo (meu xará) que a cada copo elogiava sobremaneira a bebida, ficou fã de nossa Red Ale, enfim, como todo "pai orgulhoso", pude verificar ali que todas as três tinham seu público cativo, não posso me esquecer também do amigo que não saiu um minuto do lado esquerdo do "bar", experimentou de todas e entre uma e outra repetia a Stout.




Agradeço e me desculpo com todos por não me recordar dos nomes e com aqueles que não cito, infelizmente eram muitas pessoas (umas 70 segundo a polícia militar), mas os organizadores do evento disseram haver mais. Figuras como o Lontra, que conseguiu beber uns 18 copos, até dá para gravar; ou a Fah que ficou baldeando cerveja (de 03 em 03 copos) para suas amigas que também fincaram o pé a um metro e meio do "bar" e dalí não saíam nem por decreto; a Rita namorada do Felipe (Boça), uma simpatia; o Paulo que ficou tão interessado na idéia do Neto em decorar os copos que o convidou para participar de uma apresentação na pós-graduação dele sobre "Arte e Sustentabilidade"; o Rato que, se não me engano, tomou um copo só, porque a breja acabou logo depois de sua chegada e o camarada "Cróvis" que chegou de paletó mas atrasadão e nem sequer sentiu o cheiro das cervejas.


As torneiras
...a foto fala de per si

Suada!

Conclusão
Foi uma experiência muito gratificante e espero estar nessa tradição ano após ano, levando qualidade e alegria ao evento! Sou suspeito para falar, mas dentre vários elogios que recebemos, não posso deixar de repetir e ressaltar a opinião do especialista nato, oriundo do país que detém a fama de produzir muitas das melhores cervejas do mundo (para mim as melhores!!) e conhecedor da bebida, estive na Bélgica e sei o peso dessa opinião para dar mais ânimo ao nosso empreendimento.


O futuro
Qual será nossa próxima festa??? Façam seus pedidos!!!!


Prosit!