CONHEÇA NOSSAS CERVEJAS

Conheça nossas criações ............................ Tira dúvidas .. 1 .. 2 .. 3 ....................

Como usar seu KEG .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 ............ Calcule seu Priming ................ Processo Cervejeiro .. 0 .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 .. 8

..................................................

Mostrando postagens com marcador weiss. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador weiss. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de outubro de 2011

Novos copos B&R Cervejas Especiais

Caros confrades, amigos, leitores e cervejeiros, novamente me desculpo pelo hiato entre as postagens, mas o tempo tem sido um material raro nos últimos meses, contudo como no adágio popular, "melhor pingar do que secar" cá estou para divulgar a vocês nosso mais novo lançamento os Copos Personalizados B&R cervejas Especiais.

Nos empenhamos para trazer copos especiais para cada tipo de cerveja focando nas mais produzidas pela B&R e mais pedidas por nossos consumidores, desta maneira chegamos a uma família (a primeira geração) com seis tipos de copos, os quais lhes apresento com orgulho e passo a detalhar.

Como de costume, perdoem este cervejeiro pelas fotos, mas insisto em ser artesanal, além do mais, fotos profissionais de produtos custam tanto quanto os copos, em breve, com a ajuda de vocês consumidores e clientes,  teremos volume para que a comunicação visual seja profissionalizada, por hora ficamos com a produção da comunicação visual caseira mesmo.


Copo B&R Weizen

O copo possui um formato característico, com base espessa, corpo longo e delgado que favorece a apreciação da carbonatação e bojo arredondado com boca larga que favorece a percepção dos aromas trazidos pelo estilo e também induz a formação de espuma a cada gole mantendo a tradicional camada de creme até o final do copo. Optamos por um copo de dimensões menores por duas razões a principal, por mais incrível que possa parecer, é o próprio tamanho do copo padrão que com o passar do tempo se torna incômodo e passa a ser somente um enfeite de prateleira para a maioria de nós (posso falar com conhecimento de causa, tenho vários de varias marcas em minha coleção e há muito nenhum deles recebe o precioso liquido). O segundo fator, o mais importante, é o fato de o copo maior não ter altura compatível com as caixas que elaboramos para os kits B&R de cervejas. Antes de qualquer comentário sobre colocar toda a garrafa no copo de forma a misturar o depósito e blá,blá,blá, não se preocupem, salvo a tradição, não há nenhuma diferença no resultado, eu garanto e as fotos comprovam, além disso uma garrafa serve dois copos, sendo assim possível compartilhar cada garrafa com a namorada, esposa ou com quem você preferir sem que a cerveja esquente demais, depois basta abrir outra, dividir nos dois copos usando o ritual tradicional do serviço da weizen e continuar apreciando a bebida.



Copo B&R Stout

Um dos copos mais desejados pelos apreciadores de cerveja e famoso por sua grande utilização no consumo de cervejas inglesas, o "pint" que leva o nome da unidade de medida de volume (não repetirei a teoria OK), é o mais utilizado para o consumo de cervejas do tipo stout, mas pode também ser o receptáculo de outras Ales inglesas sem cerimônia.
Tem como característica principal o estreitamento do seu corpo na parte inferior de forma a favorecer a formação da também tradicional "chuva" ou "cascata" observada no serviço das boas stouts, além disso favorece a empunhadura do copo, aumenta a capacidade em volume e auxilia na diminuição da troca de calor com a mão do apreciador.
Sua base espessa ajuda na estabilidade do copo além de trazer um visual bastante interessante para o perfil do recipiente, principalmente quando está preenchido com o líquido negro.

Não deixe de provar a Stout B&R no seu copo apropriado.





Copo B&R Red Ale

Escolhemos esse para ser o nosso copo da Red Ale por ser um modelo bastante interessante bem diferente dos demais. Tradicionalmente esse estilo é apreciado em copos pint retos, em copos pint tradicionais (como o da stout ou em copos nonick), mas ousamos e o resultado ficou bem legal. O copo "Samuel Adams" como é conhecido, tem características interessantes como uma base arredondada para dar ênfase ao copo quando servido, a parte inferior do corpo é mais estreita facilitando a empunhadura, a parte superior do copo arredondada e sua boca mais larga favorecem a percepção de aromas, a leve curvatura da borda favorece a adaptação aos lábios e auxilia na distribuição da bebida por todas as regiões da língua maximizando a percepção de sabores e sua curvatura induz a turbulência no interior do copo refazendo a camada de espuma e aumentando a percepção de aromas.  Não perca a oportunidade de ter um desses exemplares em sua coleção, aprecie nossa Red Ale nesse copo super interessante.


Copo B&R Pilsen

Este copo é um dos meus favoritos, aqui também fugimos dos tradicionais "arredondadinhos" ou dos retos com pés como os de taça, por ser um copo de linhas retas favorece o consumo de cervejas leves como as pilseners e no nosso caso a B&R Blonde Ale que vocês podem apreciar na foto do lado esquerdo. Sua boca mais estreita possibilita a concentração de aromas e seu formato propicia uma boa formação e estabilidade da espuma. Sua base espessa minimiza a transferência de calor. O corpo delgado realça a transparência e o brilho da nossa Blond deixando visível toda a atratividade dessa deliciosa cerveja. Fale que não deu vontade de tomar um copo de blonde bem gelada!!


Copo B&R Goblet

Que tal apreciar uma Qüintos® Tripel B&R nesse copo?

Não é à toa que esses são os copos mais utilizados para se apreciar as melhores cervejas belgas, especialmente as trapistas e de abadia. Recomendado para cervejas intensamente aromáticas devido a sua boca larga e seu corpo arredondado, seu pé com base achatada e hastes delgadas conferem beleza e porte ao copo além de evitar que o calor das mãos seja transferido à cerveja. Como nossa Tripel não foge a tradição sua explosão de aromas pede que a degustação seja feita em copo apropriado de forma a propiciar ao apreciador aproveitar todo o potencial da cerveja.

Um brinde com Qüintos® Tripel B&R. Faça sua encomenda.




Copo B&R Tulipa

Por último, mas não menos importante, apresento-lhes nossa tulipa indicada para Lambics, Red e Brown Ales de Flandres, é considerado um copo coringa, podendo ser utilizado para vários tipos de cerveja como Ales belgas ou até Strong Ales caso você não possua os copos específicos. Mas como a partir de hoje você já pode contar com os copos B&R sua tulipa será utilizada para os tipos adequados de cerveja, certo? Seu corpo arredondado faz com que sejam capturados de forma eficaz os aromas da bebida e sua borda virada para fora se encaixa à boca e somado a sua fina espessura dando uma percepção muito boa da temperatura do líquido nos lábios. O estreitamento do corpo após o bojo arredondado auxilia na estabilidade da espuma e sua haste permite que o apreciador evite o aquecimento indesejado da bebida pelo contato das mãos. Nossa indicação da Tulipa fica para a apreciação da Baltic Porter da B&R, a Morgana®. Tenho certeza que Merlin se renderia aos encantos dessa cerveja escura e encorpada. 


Os copos B&R estão a venda aqui mesmo em nosso Blog, basta enviar e-mail para mhbreda@hotmail.com e pedir os seus, tenha em sua coleção copos originais e exclusivos para poder apreciar em sua casa cada cerveja em seu copo adequado.

Aguardem em breve mais novidades B&R Cervejas especiais para vocês.

Forte abraço a todos.

Saúde!!!

Breda

quinta-feira, 26 de maio de 2011

03 sem tirar

Foi em 21/04/2011 na sede da B&R Cervejas Especiais em Campinas-SP.

O objetivo: Fazer três brassagens inteiras em um único dia.
Vocês podem nos perguntar o porquê de fazer três brassagens em um dia e não fazer uma brassagem por dia e repetir a empreitada em três dias diferentes, respondo, além do tempo, do custo, dos finais de semana e das encomendas há muito esse é um projeto meu e do Riva, qual seja, produzir nossas principais cervejas de uma só vez.

Quem acompanha nosso Blog sabe que temos um Kit com três tipos de cerveja (Weiss-Red Ale-Stout), por isso a procura acaba constantemente sendo pela "tríade". O que acontece é que pode faltar uma delas de vez em quando o que entristece nossos fiéis consumidores, assim resolvemos que seria legal produzí-las todas ao mesmo tempo, desta maneira sempre teremos as três na prateleira (ou pelo menos todas acabam juntas...o que tem sido mais visto por aquelas bandas).

Foi então que debrucei na prancheta e elaborei um cronograma para possibilitar que brassássemos as três em um único dia e com margens de risco e paralelismos (técnicas de gestão de projetos que conheço razoavelmente bem) pudemos concretizar esse plano dentro do prazo esperado.

Brassagem da B&R Irish Red Ale (a seguda do dia)

O complicador: Em cada brassagem faríamos uma cerveja diferente.
Acreditem, fazer várias brassagens em um dia não é muita novidade pra alguns amigos, mas há grandes diferenças entre fazer três vezes a mesma cervejas em um dia ou mais ainda em tirar duas ou três cervejas diferentes com uma única brassagem (OGs diferentes e um ou outro ingrediente/adjunto na fervura), enfim, falo aqui de três brassagens inteiramente distintas, receitas totalmente diferentes, nada de mosto base. Tempos e rampas diferentes, lúpulos, fermentos, ou seja, início, meio e fim multiplicados por três.

Brassagem Red (em baixo) Fervura Weiss (em cima) simultâneas

O mais interessante desse desafio foi utilizar somente três panelas, isso mesmo, e a cada brassagem tínhamos que esvaziar o tanque de brassagem, lavá-lo reabastecê-lo com água e reiniciar. O mesmo se aplica ao de fervura, após o resfriamento de um mosto, lavávamos o tanque e partíamos para mais uma clarificação.

Pode até ser que não pareça muito complexo aqui lendo, mas para quem esteve lá e pôde presenciar o movimento contínuo de idas e vindas durante a produção e sentir todo o sincronismo necessário para não fracassarmos na empreitada é simples explicar o quanto foi complexo.

Guilherme, Breda e Riva durante a segunda brassagem
O desafio: Orientar quatro aprendizes durante as produções.
Eles podem até não gostar do título, mas é isso mesmo, durante boa parte do dia estiveram conosco dois alunos já em estágio avançado de aprendizado - Ricardo e Fernando - e dois principiantes - Guilherme e Rafael - o que todos tinham em comum? Nenhum deles havia presenciado uma brassagem tripla na vida. Eu mesmo não havia feito isso ainda e confesso nunca ter sequer ouvido algum caseiro comentar ter feito algo do tipo. Deixo aqui o espaço para nossos amigos compartilharem suas experiências.

Mas porque isso era um desafio?

Ora, quem não ouviu pelo menos uma história de brassagem que "deu água" por falta de atenção, descuido ou por ter que responder perguntas e dar explicações durante o(s) processo(s)? Pois é, agora imaginem três brassagens e quatro pessoas para fazer perguntas? Mas eu e o Riva demos conta do recado.

    
Rafael na brassagem (foto da esquerda) e Guilherme na brassagem (foto da direita) - "mão na massa"

Justiça seja feita, nossos cursos são práticos, ninguém fica lá de papo pro ar olhando slide e desenhando florzinha em apostila, o negócio é "mão na massa"; os quatro ralaram bastante durante o período que estiveram por lá e o melhor de tudo, saíram felizes e com um aprendizado ímpar que não se pega em qualquer lugar (muito menos em poucas horas) como puderam adqurir conosco.

Riva na brassagem da hefeweizen

O resultado: Sucesso!!! 190 litros de cerveja em um único sábado.
Foram produzidos 70 litros de Hefeweizen, 60 litros de Irish Red Ale e 60 litros de Stout. Consumimos mais de 40 quilogramas de malte de 09 tipos diferentes, 200 gramas de lúpulo de 04 tipos, 09 sachets de leveduras de 03 tipos diferentes.

Fermentadores cheios, mas ainda faltava a stout (mais 04 baldes)

Lotamos os dois freezeres com fermentadores e não consigo precisar a quantidade de água e energia que utilizamos, mas um botijão de gás foi mais do que suficiente e 03 sacos de gelo para nosso sistema de resfriamento "water free" que resfria o mosto de 95°C para menos de 20°C em poucos minutos.

Foi um dia muito cansativo, mas gratificante, no final das contas acabamos por baixar o tempo médio por brassagem de 60 litros para 05 (cinco) horas, para nós um record, já que nesse intervalo estão computadas a moagem e a limpeza de toda a bagunça, acreditem, ao final de 15 horas não havia nem uma peça do equipamento suja.

Fervura Stout (a terceira do dia)

Espero que esta postagem sirva de incentivo para todos vocês que assim como nós tem pouco tempo para dedicar, mas que aproveita cada minuto disponível em prol desse maravilhoso hobby-negócio que nos envolve mais a cada dia.

Trüb - pra ninguém botar defeito

Em caso de dúvidas não exitem em nos contatar, será um prazer auxiliá-los em seus projetos.

Fiquem com Deus.

Prosit!!!

Breda

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Novíssimos Rótulos B&R Beer

Me recordo de algumas perguntas dos nossos amigos e leitores sobre rótulos, como criá-los, onde produzi-los, como colocá-los nas garrafas, quanto custa, que tipo é melhor entre outras. Não responderei a essas perguntas neste momento, mas caso alguém precise de respostas para as mesmas não se avexe em me enviar um e-mail, terei muito prazer em auxiliá-los.

A intenção hoje é divulgar em primeira mão os rótulos desenvolvidos para nossas cervejas e que serão utilizados já neste natal nos Kits de Presente B&R Beer.

Como tudo em nossa produção, nossos rótulos foram desenvolvidos artesanalmente por nós mesmos, as idéias discutidas por mim e pelo Riva com a opinião de nossas famílias e amigos nos permitiram chegar ao resultado que passo a apresentar. Seguirei a ordem natural da criação dos rótulos o que não tem nenhuma relação com preferências pelas cervejas ou pelos próprios.

Abaixo de cada rótulo adicionei a descrição que consta do contra-rótulo de cada estilo de forma a possibilitar uma leitura mais confortável já que as letras no contra-rótulo são bastante reduzidas. Claro, os textos também são originalmente criados por mim.

Lá vão eles, espero que apreciem a roupagem de nossas garrafas:

Nossa Stout é uma cerveja encorpada de paladar maltado e marcante, apresentando aromas complexos de café, petróleo e com suave nota de chocolate amargo. Harmoniza muito bem com carnes vermelhas, de caça e comidas de inverno. Experimente ousar degustando a Stout B&R junto com sobremesas à base de chocolate.


Nossa Red ale é uma cerveja cremosa com aromas sofisticados de lúpulo, nozes e madeiras nobres, possui um toque de damasco além de um amargor característico das melhores cervejas inglesas. Harmoniza muito bem com massas recheadas, aves, peixes e queijos. Experimente ousar degustando a Red ale B&R combinada com frutas silvestres.


Nossa Weiss é uma cerveja leve e refrescante possuindo aromas característicos de banana e mel com uma leve pitada de cravo. Harmoniza muito bem com saladas, peixe cru, carpaccios, foundues, racklete, queijos brie e camembert. Experimente ousar degustando a Weiss B&R junto com sobremesas quentes, petit gateau e flambados.

 
Nossa Cherry B&R é uma cerveja leve elaborada com cerejas "in natura" selecionadas e maceradas em um processo artesanal que antecede a fermentação. Produzida uma vez por ano em dezembro durante a estação da fruta foi inspirada nas famosas Kriek belgas, tem coloração avermelhada, espuma leve e alva. Harmonize esta deliciosa cerveja com scargots e batatas fritas ao estilo belga.


Nossa Gold Ale é uma cerveja equilibrada produzida utilizando fermentos belgas possuindo aromas maltados e coloração dourada. Harmoniza muito bem com petiscos, comidinhas de boteco e churrasco de cordeiro. Experimente ousar degustando a Gold Ale com frutos do mar ou caviar.


Nossa ESB é uma cerveja de paladar maltado e amargor acentuado e marcante, apresentando aromas complexos de lúpulo com notas de café torrado. Harmoniza muito bem com embutidos, carne de porco e conservas. Experimente ousar degustando a ESB junto com sobremesas quentes como crepes e churros recheados.

 
Nossa Strong Weiss é uma cerveja robusta, com personalidade, amargor suave e de alto teor alcoólico, porém equilibrada. Harmoniza muito bem com carnes especiais como cordeiro e avestruz. Experimente ousar degustando a Strong Weiss acompanhando queijos Brie, Roquefort e Royal Dutch.


Como puderam perceber existe um padrão de comunicação visual em todos os rótulos. De forma simples conseguimos colocar muita informação sobre a bebida e ao mesmo tempo não poluir a mensagem obtendo, portanto rótulos limpos e informativos.
 
Por fim, tenho o prazer de apresentar a vocês nossa última criação e que por uma feliz coincidência pode vir a ser um dos primeiros rótulos oferecidos aos consumidores, com vocês nossa tripel, produzida com fermento Belga apropriado para cervejas trapistas, com lúpulos utilizados pelas mais famosas cervejas tripel do mercado e seguindo a tradição daquele país em se produzir cervejas com adição de candi sugar:


Qüintos® Tripel B&R é uma cerveja de aromas e sabores complexos com forte presença de frutas e leve toque de especiarias. Ligeiramente adocicada devido à adição de "candi rock sugar" e com um suave amargor advindo da combinação perfeita dos lúpulos "Styrian Goldings e Tettnang" que somados à marcante sensação trazida por seu alto teor alcoólico proporciona uma degustação única e equilibrada. Aprecie essa deliciosa cerveja em taças altas de bojo largo, preferencialmente de cristal. Harmonize com massas secas com molhos à base de queijo. 
Aguardem! Até o final de dezembro postarei aqui nossa garrafa especial para esta cerveja mais que especial, tenho certeza de que vocês irão gostar. Será uma tiragem limitada de 30 unidades.

Aqui registro com orgulho nossas criações com a certeza de, em breve, estarmos juntos degustando algumas delas.

Aos amigos que já tiveram ou não o prazer de experimentar algumas de nossas criações, todas, sem exceção, com receitas originais, fica o lembrete para acessar nosso blog na primeira semana de novembro para conhecer nosso Kit de Natal e fazer suas encomendas, serão somente cinquenta unidades e 26 já tem endereço certo.

Espero que tenham gostado.

Fiquem com Deus.

Prosit!!!

Para proteger os direitos de autoria, imagem e maarca, todos os rótulos estão registrados em cartório e constam de processos no INPI desde outubro/2010.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cerveja, porque mudar?

Estava a procurar um assunto para minha próxima postagem e numa conversa com minha namorada ela sugeriu que escrevesse algo sobre como iniciar alguém que está muito acostumado a beber as “pilseners” comerciais e acha que cerveja é somente isso. Gostei muito da idéia e cá estou, vamos falar de “iniciação, conhecimento e evolução”, não gosto do termo que as pessoas vulgarmente utilizam para esta ação, por isso não o utilizarei aqui.

O caminho para a consciência cervejeira não é longo, mas sofre de uma resistência congênita, pois o brasileiro nasceu, cresceu e vive sob a descarga massiva do marketing cervejeiro que prega que cerveja boa é cerveja muito gelada, exatamente para que você não sinta qualquer gosto. Aliás, se nunca ouviu alguém em uma roda de bar reclamando que a cerveja está quente e é impossível bebê-la assim, atire a primeira tampa; saiba que na verdade o que aconteceu com essa pessoa foi simplesmente o fato de que ela começou a sentir o verdadeiro gosto daquela cerveja.

Chega de “Blá”, vamos aos fatos, como nossas mentes e sentidos estão adormecidos devido à hipnose do marketing de massa, tendemos a evitar mudanças radicais, por isso o caminho mais fácil é iniciar por pequenas alterações naquele padrão nacional. A sugestão é iniciar pelas cervejas claras e ir aos poucos mudando esse aspecto e, juntamente às alterações cromáticas irmos adaptando nosso(a) aprendiz aos sabores e amargores cada vez mais intensos. Há quem sugira um tratamento de choque, mas prefiro o caminho suave, sugiro seguirmos cinco passos consecutivos para atingir o estágio de consciência, assim começaremos a iniciação.

Primeiros passos

Consideraremos somente três características para servir de base às transições, são elas:

a. Cor;
b. Teor alcoólico; e
c. Amargor.

Como disse, sugiro iniciar pelas cervejas que não alterem demasiadamente as características padronizadas para o consumidor brasileiro médio de cerveja, quais sejam: cerveja clara “amarela”, com 4,5% de teor alcoólico e amargor leve (em torno de 18-20 IBUs), ou seja, a tradicional “desce redondo”.

1° Passo

Básico, começaremos por uma witbier, manteremos praticamente todos os parâmetros e adicionaremos mais duas características novas que não assustarão ninguém, teremos uma cerveja levemente turva devido a presença de maltes de trigo, ou fermentação secundária, ou ainda pela ausência de filtragem, ao invés da tradicional transparência e um adocicado leve, maltado que não se encontra nas pilseners “super-hiper filtradas”.

A sugestão de cerveja para esse primeiro passo é a Hoegarden, facilmente encontrada em bares do Brasil. Segue breve descrição e sugestões de degustação:

Origem: Bélgica
Estilo: Witbier (ou blanche ou White)
Características: refrescante, turbidez leve, teor alcoólico de 4,9%, levíssimo aroma de banana.
Ingredientes diferenciados: raspas de casca de laranja e coentro.

As Witbiers harmonizam bem com saladas leves, peixes, frutos do mar e queijos de consistência media como Brie, Camembert, Queijo da Serra entre outros.

Outra cerveja do mesmo estilo para sua apreciação: La Trappe Witte Trappist


Iniciados, mas ainda no primeiro passo, passaremos então por outras cervejas de trigo:

Hefeweiss (sugiro Oettinger, Franzinkaner e Weihenstephaner)
Weisbier (Erdiger e Franziskaner),

Urweiss, (Erdinger) até chegarmos às brasileiras, que são ótimas, como a Weiss da BadenBaden e a Weizenbier da Eisenbahn.

Feito isso já passamos para uma coloração amarelo-ouro e para teores alcoólicos de 5,5%, além de aumentar um pouco o amargor, beirando os 25-30 IBUs, o que já é muito bom para um primeiro passo.

As cervejas de trigo agradam bastante aos iniciantes e também são uma ótima opção para as mulheres que não gostam (ainda) ou não tem muito o hábito de beber cerveja, além disso, fica a dica, é sabido que os homens preferem as mulheres que os acompanham em uma cervejinha.

Para os que pretendem acelerar o passo, dêem continuidade na seqüência das cervejas de trigo alterando para teores alcoólicos maiores e cervejas um pouco mais escuras e fortes, sugiro nesta ordem: Schneeweise, Octoberfest, Pikantus - Erdinger, DunkelWeise – Franziskaner, Weihenstephaner Vitus, Schneider Aventinus Weizen-Eisbock e por ultimo, fechando com classe: Weizenbock – Eisenbahn.


A idéia aqui não é apresentar as melhores cervejas, pois há muitas outras para apreciarmos, porém, as que selecionei para auxiliar os interessados em iniciar essa mudança de hábito são cervejas fáceis de se encontrar no Brasil e com um custo bastante razoável.
Na próxima postagem falaremos do segundo passo.

Prosit!!!