CONHEÇA NOSSAS CERVEJAS

Conheça nossas criações ............................ Tira dúvidas .. 1 .. 2 .. 3 ....................

Como usar seu KEG .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 ............ Calcule seu Priming ................ Processo Cervejeiro .. 0 .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 .. 8

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domingo, 17 de abril de 2011

Enchedor B&R "GreenFiller"®

Hoje disponibilizo para vocês o Enchedor B&R "GreenFiller"® a evolução dos enchedores de contrapressão para Cervejeiros Caseiros Artesanais.


O Enchedor B&R "GreenFiller"® é o mais novo enchedor de garrafas de cerveja com CO2 em contrapressão do mercado. Seu desenho inovador, inteiramente criado pela B&R, proporciona uma melhor empunhadura do enchedor possibilitando a manipulação das válvulas sem complicações, além de manter as mangueiras de um único lado do sistema evitando que as mesmas se enrosquem acidentalmente e derrubem as garrafas já sanitizadas que aguardam para receber sua cerveja.

Por possuir um corpo monobloco sem conexões o Enchedor B&R "GreenFiller"® é muito mais prático, não apresenta riscos de vazamento e sua sanitização muito mais fácil. Sua haste em aço inoxidável de diâmetro único permite envasar garrafas grandes (750-600-500ml) e pequenas (330-250ml) superando os outros enchedores disponíveis para comercialização que tem limitação na altura da rolha e também aqueles que não equalizam a pressão na garrafa para evitar a formação de espuma.

O que você está esperando? Encomende o seu!

Envie e-mail para: rivaldosecco@gmail.com


(O Enchedor B&R "GreenFiller"® é um produto exclusivamente criado, produzido e distribuído por B&R Cervejas Especiais © 2011 - Todos os direitos reservados)

USE SEMPRE ÓCULOS DE PROTEÇÃO AO ENCHER SUAS GARRAFAS COM CONTRAPRESSÃO

Breja do Breda e B&R Cervejas Especiais®
"Colaborando - verdadeiramente - com o crescimento da cerveja artesanal no Brasil."

Prosit!!!

Breda

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Formatura - 1° Aluno Virtual

Caríssimos confrades.

No último final de semana estivemos em Bariri-SP para a formatura de nosso primeiro aluno virtual cujo aprendizado ocorreu quase que 100% através da internet. O Danilo e seu parceiro Leandro meteram a mão na massa para preparar 100 litros de uma WeisBier by Breda. O curso à distância foi uma inovação e era a melhor solução devido à localização do aluno que reside há aproximadamente 326Km de São Paulo; ou 232Km de Campinas; ou ainda 113Km de Botucatu o que inviabilizaria um treinamento presencial tão detalhado como o que fizemos à distância.

Segundo as estatísticas do próprio aluno foram mais de 330 e-mails, mais algumas ligações e um papo presencial quando nos conhecemos. Além disso ele pode acompanhar parte de uma brassagem em Campinas e parte de uma brassagem em Botucatu antes de fazermos a Brassagem Assistida completa em Bariri. (o aluno não pode acompanhar as primeiras brassagens completamente por ter que viajar para Bariri em ambas as vezes).

Leandro e Danilo

O Danilo já havia feito algumas brassagens anteriormente, sendo que sua evolução desde a primeira cerveja de trigo produzida (e que ele me enviou para análise sensorial em dezembro/2010) é notória pela qualidade das cervejas que pude degustar no dia da brassagem, entre elas estavam uma "Red Ale" e uma "Stout com Cacau" (ambas receitas completas com processo de produção desenhadas pela B&R especialmente para o aluno) e uma Lager que ele coletou do Blog do Boto e fermentou com o 497 Australiano da Mauribrew.

Falando de nossa WeisBier, conseguimos uma eficiência muito boa, considerando que era a estréia do novo equipamento da Cervejaria Artesanal "sp304" que em breve terá seu logo publicado aqui e que conta com um moinho de dois cilindros projetado e construído pelo próprio Danilo e batizado por mim, o MALTE JOE® que estamos comercializando sob encomenda aqui pelo Blog.

MALTE JOE®

Além do moinho também utilizamos um fundo falso muito eficiente feito pelo Danilo com chapa de polipropileno alimentício de 10mm que tornou a clarificação um processo eficiente, tranquilo e muito rápido. Foi um dia muito gratificante e em breve publicarei fotos do resultado da produção da Brassagem de formatura do nosso primeiro ciber aluno; o primeiro de muitos que virão.

Deixo aqui os contatos do Danilo (danilobariri@yahoo.com.br) que pode dar seu depoimento sobre esse novo tipo de capacitação que a B&R Cervejas Especiais - Blog Breja do Breda colocam à disposição dos interessados em iniciar nesse maravilhoso Hobby de produzir sua própria cerveja em casa.

Mestres e alunos para a posteridade - Riva, Leandro, Danilo e Breda

Meus Parabéns e um forte abraço ao Danilo, ao Leandro e suas famílias que nos acolheram.

Meus agradecimentos ao Riva e a Tânia que viajaram três horas para estar lá conosco.

Um super beijo para a minha filhota Carolina que ficou sem o papai no sábado, ao Neto meu filhão que precisou ir para Campinas e não pode estar presente e a Cris minha namorada por sempre me apoiar nessa iniciativa.

Fiquem todos em paz!

Prosit!!!

Breda

Fotos do MALTE JOE® após a moagem. FAÇA SUA ENCOMENDA!!!

  

Para adquirir o seu envie e-mail para mhbreda@hotmail.com

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cerveja no Barril 5

Muito bem, como foi a experiência? Barril cheio, cerveja bem carbonatada, espuma cremosa...

Divida conosco os resultados do aprendizado, envie seus comentários e fotos da aplicação dos conhecimentos que obteve aqui, mas falando nisso, continuemos com o "Tratado sobre Barris", como disse nosso colega cervejeiro matogrossense e leitor assíduo do Breja do Breda Marco Piacentini da Kessbier.

Neste post escreverei como montar um enchedor de contra pressão e como fazer o engarrafamento de sua cerveja sem utilizar priming, isso mesmo, você não precisará mais se preocupar com a quantidade de açúcar que você colocará na garrafa nem com os riscos de estar produzindo bombas relógio ou granadas de mão.

Porém, antes de mais nada, gostaria de informar aos desavisados que não é por isso que suas cervejas perderão aquela charmosa turbidez das artesanais, pois elas continuarão assimm bem menos, mais ainda levemente turvas já que não serão filtradas, além disso é importante frisar que mesmo sem priming as garrafas podem ter defeitos no vidro e ainda continuarão sujeitas a quebra pela pressão.

Avisos realizados, vamos ao que interessa, começo à partir do ponto em que paramos no post anterior, ou seja, considerarei que você já leu todos os outros posts sobre barris aqui no Blog, carbonatou adequadamente sua cerveja no barril e passará agora a envasar garrafas com a bebida já carbonatada e pressurizada da mesma forma em que é feito na indústria, porém com equipamentos menos sofisticados e manualmente, afinal somos artesanais.

O enchedor
Há alguns tipos diferentes disponíveis no mercado (fora do Brasil), mas com criatividade e boa vontade é possível montar seu próprio enchedor em casa. Colocarei aqui os links para quem deseja adquirir um equipamento pronto em um site de comércio eletrônico, mas também darei a lista de peças e o passo-a-passo para que você faça seu "counter filler" na sua garagem.

1. BeerGun
Conheci o Beer Gun na casa de um amigo cervejeiro e pude verificar que funciona bem e atende ao propósito pelo qual foi criado.
Tem como diferencial possibilitar ao cervejeiro utilizar uma única mão para manipular o enchedor, embora com a outra geralmente precise segurar a garrafa...
Não vi o funcionamento dele com o CO2 ligado, deduzo que não seja tão eficiente, pois as duas vezes que presenciei pessoas diferentes utilizando-o não tinham nenhum cilindro de CO2 conectado. De qualquer maneira, o beergun difere do enchedor de contra pressão por não pressurizar a garrafa, assim você perceberá que se sua cerveja for de alta carbonatação como uma weiss e/ou estiver a uma temperatura não muito baixa, bastante espuma pode ser gerada durante o enchimento, mas nada que você não possa contornar.

DICA: Quando utilizar o BeerGun procure deixar sua cerveja no barril entre 0°C e 2°C durante todo tempo em que estiver enchendo as garrafas.

2. Enchedor de Contra Pressão
O CPF (como os gringos o chamam) nesta configuração da figura ao lado que traz um único registro é um sistema de enchimento que tem algumas vantagens sobre o BeerGun a começar da vedação que permite a equalização da pressão do barril e da garrafa o que garante a não formação de espuma durante o enchimento. Além disso, há uma válvula de alívio lateral o que permite ao cervejeiro realizar duas importantes manobras:
A primeira é permitir que você tenha certeza de que o CO2 ocupou todo o espaço interno da garrafa eliminando o ar (O2 e outros) e a segunda é regular a velocidade do enchimento à medida em que você permite "escapar" mais ou menos CO2 de dentro da garrafa. Isso agiliza o processo de enchimento e evita a formação de espuma no engarrafamento.

Como "desvantagem" o CPF exige que você utilize as duas mãos no enchimento (particularmente não vejo isso como uma desvantagem) além disso a rolha precisa ser trocada caso você queira encher um growler, por exemplo (como nós fazemos sem problema nenhum).

Veja um filme feito por nós onde o Riva demonstra como utilizar corretamente o CPF (tradicionais desculpas pelas variações da imagem, pois foi feita por um cervejeiro utilizando um celular).

IMPORTANTE: Como bem comentou nosso leitor Fábio, sempre utilize óculos de proteção quando estiver enchendo suas garrafas com contrapressão para evitar qualquer risco de ferimento nos olhos no caso de alguma garrafa defeituosa estourar. (Nunca ocorreu conosco, mas sempre utilizamos óculos de proteção).
Gostaram da nossa B&R English IPA?

DICA: Da mesma forma que o BeerGun, é interessante deixar a cerveja gelada, mas nesse caso não precisa ser de 0 a 2°C, pode estar mais amena. Logo você pode deixar o barril gelado, mas fora do freezer enquanto enche suas garrafas.

3. Enchedor caseiro
Este é o melhor dos mundos, ter todas as vantagens do CPF e ainda abusar do custo reduzido por tê-lo feito em casa.
O desenho acima é de um esquema que pode ser facilmente encontrado na internet, figurinha carimbada. O confrade do PXTO Cerveja Artesanal montou o dele, confiram no link, parabéns ao Rogério! 
Embora funcione bem e tenha ficado bacana a montagem, eu particularmente não acho legal essa configuração devido ao excesso de válvulas, mas o importante é que funciona bem.

4. Enchedor de Garrafas B&R®
Nacional, barato, simples e eficaz, ou seja, insuperável!

Foi pensando em todos os cervejeiros caseiros que hoje só encontram soluções para suas necessidades em algum site gringo ou equipamentos caríssimos e desproporcionais a sua produção no Brasil que começamos a estudar a possibilidade de reduzir ao máximo a complexidade e o custo de montar um enchedor eficiente para torná-lo acessível. Depois de estudos, desenhos, testes e análises dos resultados chegamos a dois protótipos diferentes e muito práticos.

Na sequência posto um esquemático do Enchedor de Garrafas B&R® de menor custo e no último post sobre barris vocês verão um filme do bichinho em ação.

O desenho ao lado mostra como um enchedor de contra pressão pode ser algo que está ao alcance das suas mãos e não um sonho distante. Com pouco mais de 50% do valor que você pagaria em um CPF importado dá pra construir um ou adquirir um aqui mesmo pelo Blog. Infelizmente ainda não é MAIS barato porque o inox no Brasil é uma máfia vergonhosa, mas tenho fé de que um dia isso vai acabar, e logo.

Logicamente, se deixarmos o purismo de lado dá pra baratear um pouco mais sem prejudicar sua cerveja, basta substituir as peças de inox por latão cromado ou cobre e para os mais radicais até por peças plásticas e mangueiras, mas deixo as substituições por conta de vocês. O importante é a idéia que compartilho aqui!


Quer fazer o seu também?

Vamos lá, sem mistérios, ao contrário de como normalmente agem nossos grandes amigos "do lojinha", por isso peguem lápis e papel ou preparem a impressora; Na sequência vai a lista de peças (bem menor do que a dos outros que você encontra na internet) e o "know how" pra fazer o seu "Enchedor de Garrafas B&R®" em sua casa:

Material necessário:
* Na medida do possível procure tudo em inox, exceto a rolha. É possível encontrar o bico e a válvula em metal também.

A válvula de escape caseira - by Breda & Riva é a grande sacada do sistema B&R de enchimento, ela torna tudo mais simples de fazer e muito mais barato, basta se acostumar a utilizá-la.

Como montar (nível muito fácil):
a. Conecte os bicos de mangueira nas laterais da válvula de esfera;
b. Conecte o tubo de inox ao adaptador de pressão;
c. Conecte o adaptador + tubo à saída inferior da válvula;
d. Fure a rolha bem no centro e insira o tubo de forma a mante-lo bem pressionado;
e. Faça um pequeno orifício (1,5mm de diâmetro) para inserir a válvula de escape B&R®.


Pronto! Você já tem um Enchedor de Garrafas B&R® bem barato e funcional projetado por nós e montado por você.



 
Conecte as mangueiras, prenda-as com as braçadeiras apropriadas e pode sair enchendo suas garrafas sem medo e veja só, sem priming, priming nunca mais; a menos que você queira. Muita gente prefere as suas cervejas com priming, cada um com seu cada um, o importante é ser feliz! 

Se preferir adquirir seu enchedor pronto, sem esforço, mais barato que os gringos e ainda sem a demora, os riscos e as complicações da importação, envie e-mail para mhbreda@hotmail.com, enviamos nosso enchedor via correio para todo o Brasil.

Prestigie os equipamentos B&R®.

Prestigie a criatividade e a produção nacionais.

Prestigie a cerveja artesanal.

Em tempo, não perca o sexto e último capítulo de Cerveja no Barril - por Breja do Breda. A forma como você leva sua cerveja em festas e eventos por aí ou mesmo como a armazena em sua casa nunca mais será a mesma depois dessa postagem.

Prosit!!!

Breda


<< Quarta Parte -  


Counter Pressure Bottle Filler
http://morebeer.com/view_product/18279//Counter_Pressure_Bottle_Filler

Blichmann Beer Gun Bottle Filler
http://www.ibrew.com.au/html/equipment/BeerGun/BeerGun.html

Marty's Counter-Pressure Bottle Filler
http://hbd.org/mtippin/cpfiller.html

sábado, 2 de abril de 2011

Breja do Bredão - Blond Ale

Vamos lá pessoal, tenho visto muita gente por aí querendo fazer Pilsen e depois que fazem uma cerveja com fermentos de alta fermentação (S04, US05, S33 etc..) mandam a notícia de que fizeram sua primeira Pilsen, não se enganem meus caros...

A pilsen é uma Lager e o é pelo simples fato de que para sua fermentação são utilizadas cepas de fermento de baixa fermentação, logo, se você usar um fermento de baixa estará fazendo uma LAGER, caso contrário, sua "Pilsen" é na verdade uma ALE seja blond (a que mais perto da pilsener você vai chegar), uma Pale Ale ou qualquer outra coisa, mas jamais uma lager, pois lhe falta o elemento essencial, o fermento lager.

Mais uma confusão esclarecida, me orgulho mais uma vez em apresentar a vocês nossa Blond Ale, que os mais afoitos chamarão de "pilsen" e até pensarão ter sido filtrada ou pelo menos envasada com CO2 forçado, mas se enganam em ambas, feita pelo tradicional processo caseiro, somente com decantação a frio e ainda assim envasada com priming (invertido - 5g/l) nossa Blond Ale ficou transparente e refrescante.

Coloco aqui fotos de duas das nossas cervejas para que vocês se deleitem, nossa Bohemian Pilsener (percebam o brilho da cerveja - dá para ler o rótulo do copo do outro lado) e nossa Blond Ale (idem).

Bohemian Pilsener

Blond Ale

Apreciem visualmente estas duas Brejas do Bredão.

Prosit!!!

Breda

terça-feira, 29 de março de 2011

Extra! Extra!

Pessoal, dêem uma olhada no Blog do Raphael http://allbeersbr.blogspot.com/.

Na Postagem de hoje ele fala da degustação que realizou com três das nossas cervejas. As escolhidas foram a B&R Foreign Extra Stout, a B&R Irish Red Ale e nossa já famosa B&R Qüintos® Tripel.

O Raphael trabalha atualmente em um livro sobre cerveja onde haverá um bom espaço para as artesanais e tivemos uma boa conversa há algum tempo sobre cerveja, é claro.

As avaliações foram bem legais e espero que vocês possam saborear nossas cervejas também, assim poderão emitir sua própria opinião a respeito.

Aproveito para repetir as fotos das meninas aqui e aguardo comentários, encomendas e opiniões.
  
 

Veja também os rótulos em detalhes e as descrições de cada uma clicando aqui!

Forte abraço a todos.

Prosit!!!

Breda

domingo, 13 de março de 2011

Conheçam nossa nova obra

Caros amigos leitores, hoje terminada a obra, tenho o grande prazer em apresentar-lhes minha mais nova criação, pensei muito sobre um estilo que sempre me chamou a atenção por sua robustez e personalidade, assim depois de alguns rascunhos e boas horas procurando por um nome que fosse aderente ao peso deste estilo cheguei a um casamento perfeito.


Como sempre, meu trabalho de pesquisa precede qualquer tomada de decisão e desta vez não poderia ser diferente, comecei por escolher dentre as Porters um sub estilo pouco citado em rodas de cerveja e mais elaborado, cheguei sem pouco esforço e nenhuma dúvida a algo que descrevo a partir de agora tentando transmitir a vocês a minha alegria em chegar a essa criação.

Devido a sua origem, nada seria mais justo do que mergulhar nas tribos e lendas ancestrais da Grã-Bretanha e nenhuma delas é mais mística do que a vida dos Celtas e nem mais conhecida do que as histórias de Arthur, o Rei, aquele que retirou a espada da pedra e foi aconselhado por Merlin, o grande mago. O que pouca gente sabe é que, embora cercada de muita controvérsia, a lenda é dita "Celta". Colocarei links no final da postagem para quem tiver interesse nesse tipo rico de literatura.



Voltando à luz e à cerveja, o misticismo celta me levou a uma descoberta, uma deusa com a qual sempre simpatizei e provavelmente muitos de vocês também, mas como de costume a estória foi distorcida e até hoje muita gente a considera do mal, mas ela é do bem, a mais talentosa e fiel seguidora do poderoso Grão-Druida. Na lenda arturiana sua figura aparece como uma deusa tríplice que representa o nascimento, a morte e a ressurreição, sendo uma das nove sacerdotizas que nos tempos romanos habitavam uma ilha localizada bem diante das costas da Bretanha. Seu nome tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que ela foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha; resumindo o que vocês poderão ler em detalhes depois, após a morte de Arthur, a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo e a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões...

Curiosos? OK, sem mais delongas lhes apresento minha mais recente obra:


Nossa B&R Morgana® é uma cerveja forte e de alto teor alcoólico com paladar marcante e aromas de café e toffee. De coloração negra intensa, demonstra personalidade trazendo uma espuma densa e cremosa com destaque para sua tonalidade Deve ser apreciada preferencialmente em copos típicos ingleses ”Pint” e harmonizadas com carnes de caça e assados. Experimente ousar servindo a B&R Morgana® com chocolate amargo ou saboreando seu charuto preferido.

– — 

Isso mesmo, uma Baltic Porter - eu sei, eu sei, nunca ouviu falar não é? Pois bem, quando a vi em minhas pesquisas foi como um sinal, "é essa!" - eu disse; Depois, procurar um nome à sua altura foi mais difícil, mas os Celtas me mostraram o caminho.

Sem mais detalhes sobre seus ingredientes dessa vez, em breve o farei na melhor tradição Breja do Breda de compartilhamento de informações.

Espero que tenham apreciado ao compartilhar comigo essa alegria.

Prosit!!!

Breda


PS - Leiam todas, vale a pena, assim quando provarem a cerveja poderão sentir o misticismo que a envolveu durante sua criação. Procurei links em português para facilitar, mas há muitos outros, até mais ricos, em inglês para quem realmente se interessar. 


Inglês:


segunda-feira, 7 de março de 2011

200 litros para matar a sede

Foi em 26/02/2011 sábado na ECA-USP onde mais de 70 pessoas puderam saciar sua sede com cerveja de qualidade e feita pela B&R Cervejas Especiais.

A encomenda do Paulo em conjunto com a comissão organizadora contemplava, pelo que me informaram depois de muito debate, nada mais nada menos que 100 litros de Hefeweizen com quase 6,0% de álcool e 100 litros de English IPA com 7,0%, isso mesmo, uma IPA para botar fogo no pessoal e quebrar os paradigmas de quem não conhecia até então os prazeres das variações dessa deliciosa bebida.

Foi muito interessante acompanhar a rapaziada degustando as cervejas com a volúpia de quem parecia ter medo de que o precioso líquido acabasse e, para nossa surpresa, a IPA foi tão bem recebida que os primeiros dois barris de 50 litros (um de cada estilo) acabaram quase que simultaneamente.

Outra surpresa bastante agradável foi observar o público feminino que instintivamente preferia a weizen no primeiro copo, mas que agarrava firme na IPA tão logo a experimentava, posso afirmar que muitas degustaram mais IPA do que weizen, sem medo de errar, um bom sinal para nós produtores de cerveja, pois significa que há muito mais pessoas que consomem "qualidade", além disso demonstra que este não é mais um clube do bolinha, as luluzinhas mostraram que também apreciam o amargor dos lúpulos das inglesas.


Como não só de cerveja vivem os "seres humanos" o bom churrasco acompanhou a todos sem trégua. Bastante carne de qualidade e muito bem preparadas na melhor tradição universitária, por isso parabenizo os pilotos da churrasqueira que mesmo revezando não deixaram a peteca cair e tiraram o melhor de cada tipo de carne para harmonizar com as cervejas.

O pessoal ficou das 14:00h do sábado até as 3:30h do domingo bebendo sem parar, lembrando que foram chegando aos poucos, mas depois que a cerveja acabou ainda ficou muita gente por lá para terminar com a comida (mas não sei se acabou...não fiquei para conferir, mas tinha muita carne mesmo, uma maravilha).

Mais que uma festa onde fornecemos a cerveja o que nos marcou muito novamente foi o interesse das pessoas em saber mais sobre a bebida, sua produção, seus ingredientes, o processo; enfim, a receptividade em conversar comigo e com o Riva o tempo todo sem formalismos, o que nos fez sentir em casa e colaborou demais para a divulgação da cultura cervejeira, ressaltando que são todos formadores de opinião já que muitos são da área de comunicação e poderão propagar como poucos nossa causa cervejeira.

 

Como nada é perfeito, esquecemos a máquina fotográfica, mas o celular entrou em ação e no início conseguimos registrar alguns momentos, mas depois que o povo começou a chegar em peso foi impossível deixar de lado as torneiras para tirar mais fotos, nem das cervejas no copo eu consegui, mas conto com a colaboração dos "fotógrafos" que lá estiveram para que me enviem algumas "chapas" de forma que este post seja melhor ilustrado.

Quero agradecer o Paulo (Paulada), o Montanha (figuraça) e a todos os amigos e amigas que nos prestigiaram e deram mais uma vez seu voto de confiança à B&R Cervejas Especiais para animar sua festa.


Agradeço também (e muito) meu irmão Tadeu que segurou a onda servindo o pessoal com nossas cervejas junto com o Riva (que também deu o sangue o dia todo) enquanto eu estava no curso de lagers.

Para vocês, meu muito obrigado e até a próxima, que seja em breve.

Fiquem na mais profunda paz.

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cerveja no Barril 4

Esgotando e enchendo

Ok, não foi fácil escrever este post, não necessariamente pelo assunto, mas pela falta de tempo, entretanto, para caminharmos mais um pouco nesse aprendizado, cá estou novamente com a quarta parte do capítulo “Cerveja no Barril”.

Recapitulando, vocês já sabem como sanitizar seu barril e devem estar de posse dos componentes mínimos necessários, portanto adotarei como premissa que vocês já leram os posts anteriores e estão com tudo em ordem.

Lembrando um pouco o post sobre priming (ver aqui), você deve considerar como base que sua cerveja deve possuir algo em torno de 0,9g/l de CO2 residual após a primária para sermos conservadores. No mesmo post você encontrará uma tabela de pressões gerais por grupo de estilo e também algumas calculadoras. Nesse post não sugiro que as use para ver a quantidade de açúcar para primimg, já que não faremos isso agora, mas para identificar a pressão recomendada para o estilo de cerveja que você estará carbonatando, se quiser seguir os parâmetros fornecidos, é claro.
A essa altura você está com seu barril limpo e sem nenhum resíduo de água, sanitizante ou qualquer outro em seu interior. Sua cerveja já deve ter maturado o tempo necessário (e/ou planejado por você), está decantada a seu gosto e refrigerada (de 0 a 2°C será ótimo), mas não custa nada colocar novamente o processo inteiro, certo? Certo!

Como provavelmente você não tem um sistema de enchimento industrial (como eu também não tenho) siga o seguinte procedimento:
1. Sanitize o barril (sugiro peracético, mas pode utilizar o que estiver acostumado);

2. Injete CO2 com o barril aberto até observar uma leve fumaça branca saindo de dentro dele (cuidado com o fluxo muito alto, sua mangueira pode ficar bem gelada e endurecer, mas não se assuste), isso é rápido, alguns segundos com 0,5kgf/cm² de pressão é mais do que suficiente;

3. Imediatamente após desligar o jato de CO2 passe sua cerveja maturada e decantada para o barril, faça a trasfega o mais rápido que puder, mas cuidado, esse "rápido" é o máximo de velocidade que você conseguir trasfegar SEM fazer revoluções com a cerveja dentro do barril, se aqui você provocar tumultos no líquido, ou espuma, esse fato aumenta a probabilidade de oxidação muito mais do que não esgotar o ar de dentro do barril;

4. Observe pelo menos 3cm de headspace (sabemos, de acordo com o Cerveja no Barril 3 que headspace é a distância que você deixará entre o topo do barril e o nível da cerveja lá dentro dele);

5. Dê mais um jato "spray" de CO2 ainda com a válvula aberta (não insira a mangueira no líquido);

6. Feche a válvula do barril (ela deve estar sanitizada) e aperte com sua chave apropriada;

7. Conecte a extratora;

"""ATENÇÃO"""
Certifique-se de que a saída da extratora esteja vedada. Nesse momento não vazará cerveja, pois não há pressão, mas você precisa fechar a saída para pressurizar e se não tiver uma tampa ou uma torneira/choppeira conectada à extratora o CO2 vai sair todo pela sonda.

8. Conecte a mangueira do cilindro de CO2 à extratora;

9. Pressurize com 0,5 kgf/cm² até equalizar;

Como saberei quando equalizou?

Em termos práticos você precisa ter uma boa audição. Hã? Como assim?

Mesmo que pareça engraçado falar que audição tem a ver com carbonatação, a questão é que você ouvirá o CO2 adentrando o barril e, quando esse ruído de fluxo cessar você terá equalizado, momentaneamente, a pressão interna do barril à do fluxo liberado pelo manômetro que está em 0,5Kgf/cm², no nosso caso;

10. OPCIONAL: se ainda estiver inseguro com o ar dentro do barril, abra levemente a válvula de alívio mantendo o CO2 em pelo menos 0,1kgf/cm². Deixe escoar o possível ar residual + CO2 por alguns segundos e feche a válvula.

Pois é, foi muito fácil não foi? Se fez tudo direitinho terá um barril cheio de cerveja, livre de O2 e pronto para a carbonatação que deve começar imediatamente.

Essa é a parte polêmica e cheia de folclores, por isso reforço mais uma vez: a idéia aqui é esclarecer as pessoas que precisam de informações detalhadas e confiáveis e não questionar outros métodos. O que escrevo é fruto de minhas pesquisas e testes, mas não objetivo apontar certos e errados, mesmo porque graças a Deus as coisas evoluem e vão se aprimorando com o passar do tempo. O que escrevo aqui são experiências práticas e concretas apoiadas por processos obtidos na literatura, muitas vezes versando sobre produção industrial, e que eu e o Riva adaptamos/utilizamos com sucesso em nossa produção caseira.

Isto posto, coloque seu barril novamente sob refrigeração (0-2°C será nossa referência para cálculo). Não coloque o cilindro dentro do freezer ou geladeira, pois o CO2 se comprime à medida que a temperatura baixa, logo a leitura de seu manômetro será afetada se o cilindro estiver gelado e você estará liberando uma pressão no mínimo equivocada. Não estou dizendo que não pode colocá-lo dentro da geladeira, mas não há nenhuma razão para isso, ademais, caso queira deixá-lo lá, observe corretamente a tabela de “temperatura x pressão” que encontrará no final da postagem e boa sorte, mas lembre-se de não dizer que isso foi indicado pelo Breja do Breda, minha recomendação é deixar o cilindro do lado de fora.

Carbonatando

Consideremos que o CO2 está conectado à sua extratora (lembrando que isto é uma sequência dos passos acima):

11. Verifique a pressão recomendada para o estilo de cerveja (é, tem isso sim, mas se não pretende seguir parâmetros de estilo, tudo bem), meça a temperatura da cerveja, defina a pressão de carbonatação e calibre o manômetro para carbonatar;

Como faço isso?? Vamos a um exemplo:

Suponha que você está iniciando a carbonatação de uma cerveja de trigo, vamos utilizar uma calculadora para facilitar, mas se quiser fazer na mão, no final colocarei os cálculos.

- Abra a calculadora (para acessar a calculadora, clique aqui!)
- Selecione na lista de estilos “weizen/weissbier”;
- Digite no campo a pressão desejada dentro do intervalo do estilo – em nosso exemplo 4.0 volumes de CO2;
- Selecione a opção “Kegging”;
- Digite a temperatura em que está a sua cerveja no barril (observe que não é a temperatura do cilindro de CO2, é a do barril!!!) em nosso exemplo 2,0°C.
"""ATENÇÃO""" 
Coloque 2C no campo para que o sistema entenda que você está inserindo os valores em sistema métrico;
- Pressione o botão “Calculate!”;
- Observe o resultado que no exemplo foi de 25,0 psi.


Logo, para ter uma carbonatação de 4,0 volumes de CO2 e ficar dentro do estilo desejado, você deverá regular seu manômetro da saída para 25,0 psi ou 1,76kgf/cm² (para converter psi e outras medidas clique aqui!), contudo não se esqueça de que sua cerveja tem algo em torno de 0,9g/l de CO2 residual, então, se convertermos g/l em volumes de CO2 você já terá algo em torno de 0,46 volumes de CO2 residual na sua cerveja.

Como sei que 0,9g/l é aproximadamente 0,46 volumes de CO2???

Usando a fórmula de conversão!!!!

Assim temos que:  d= (M*p)/(R*T)

onde:
 d = gramas/litro de CO2 residual
M = massa molecular do CO2 (que é 44)
 p = volume (é o que queremos saber)
 R = constante de conversão = .0821 (pois é, .0821 L atm/mol Kelvin)
 T = Temperatura em K (kelvin) Como 0°C = 273 K e temos cerveja a 2°C, seu “T” será 273 + 2 = 275 K

Legal hein??? Se achar alguma coisa em sistema métrico juro que coloco aqui...se souberem me avisem!

Substituindo (passo a passo como ensino matemática para minha filha), teremos:

0,9 = (44*p)/(0,0821*275)
0,9 = 44p/22,58
44p = 0,9*22,58
44p = 20,32
p= 20,32/44
p= 0,46 volumes

Como queremos no exemplo uma cerveja com 4,0 volumes, se descontarmos o residual, basta colocar na calculadora 3,54 ao invés de 4,0 (ver figura abaixo).


Nesse caso o valor será 20,4 psi o que convertendo para kgf/cm² resulta em 1,43. Agora você já pode decidir se usa 1,76 ou 1,43kgf/cm², a decisão é sua, mas também dependerá da precisão da escala do seu manômetro para poder regular com esses valores, mas fica a informação. No exemplo estamos “um grão de cevada” abaixo da carbonatação recomendada, mas isso não será perceptível, trust me, entretanto, se preferir, arredonde para 3,6 e recalcule. Teremos 21,0 psi ou 1,48kgf/cm².

Voltando à nossa sequência (já ajustado o manômetro):

12. Libere o fluxo de CO2 para o barril até que não ouça mais ruídos provenientes da entrada de gás (não há tempo determinado para isso);

13. Desconecte o CO2;

14. Desconecte a extratora;

15. Mantenha o barril refrigerado (0-2°C);

Repita a operação (passos 12 a 15) duas ou três vezes ao dia por três ou quatro dias. Como há variações de estilo e pressão de carbonatação escolhida esse ritual pode variar um pouco, mas nada de regras gerais de 24 horas ou vários dias com "x" quilos de pressão para qualquer cerveja e outros folclores (há livros que trazem esse procedimento), contudo, se você já adotou um processo como o “set and forget” e está feliz com os resultados mantenha sua prática, pois isso é o mais importante.

Após seguir esses passos, verifique se a cerveja está como você imaginava, mas tome cuidado ao extrair a bebida, pois temos uma pressão de carbonatação e uma pressão de extração.

O quê? Como assim?

Explico! Ao extrair a cerveja, mantenha o barril pressurizado! O maior erro dos usuários é extrair a cerveja com o CO2 fechado ou desconectado. Isso irá desequilibrar a bebida durante o consumo, afinal 10, 20, 30 ou 50 litros "nem sempre" acabam em 5 minutos e a pressão em que você deixou o barril não será suficiente para extrair toda a bebida lá de dentro. Assim, regule a pressão do cilindro, regule o fluxo de CO2 de sua torneira (caso ela tenha o ajuste para isso), procure manter a temperatura do barril estável e pode servir.

"""ATENÇÃO"""
O CO2 deve permanecer conectado por todo o tempo em que você estiver retirando cerveja.

Mas Breda, o que você diria sobre balançar o barril?

Balançar na verdade “data maxima venia” é um procedimento inadequado. Se fosse ideal as indústrias teriam um chacoalhador de barris pra agilizar. Brincadeiras à parte, o único diferencial (observe que nem julgo um benefício) que vejo em balançar, chacoalhar ou rolar o barril é acelerar a absorção do CO2 o que é impreciso e controverso em termos de mensuração da incorporação, mas não vem ao caso entrar nessa polêmica. Se você não “precisa” beber a cerveja no dia seguinte não faça isso, pois se o fizer não terá uma definição do “quanto” exatamente carbonatou sua cerveja e da próxima vez que precisar carbonatar será no chute, de novo. Se seguir os passos sugeridos acima terá um padrão e poderá proceder ajustes no SEU processo para deixar SUA cerveja no ponto adequado planejado por VOCÊ.

A diferença você sentirá quanto começar a envasar suas garrafas com um enchedor de contra fluxo, falarei sobre isso em um próximo post.

Use o chacoalhão como último recurso, caso tenha realmente muita pressa em beber sua cerveja, afinal você levou semanas cuidando dela com todo carinho e atenção aos detalhes e não vai querer diminuir sua qualidade pela pressa nem ficar com dores nos braços e nas costas no dia da sua degustação por ter balançado barris na noite anterior.

Ok, ainda há uma coisa a se considerar caso você precise ou queira deixar o barril fora da geladeira e utilizar uma choppeira.

Nesse caso, preste bastante atenção à relação “pressão x temperatura”, use a calculadora ou a tabela para verificar como estará a pressão no barril e capriche no gelo em sua choppeira (ou na temperatura se ela for elétrica). Mas no final das contas o tirador de cerveja é que tem a missão de regular o equipamento e extrair o néctar da forma mais adequada possível, isso não dá para ensinar escrevendo, tem que ser na prática mesmo.

Boa sorte a todos e se precisarem de mais detalhes fiquem à vontade para comentar aqui no blog, responderei a todos como de costume.

Ahh, não se esqueçam de me chamar para o churrasco!

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qüintos - Video Clip

Enquanto a próxima parte das dicas sobre Cerveja no Barril não vem, assistam um videozinho feito pelo Neto no celular mostrando um pouquinho de nossa Tripel em movimento. Espero que gostem, apesar da qualidade da imagem que precisou ser muito reduzida para ser aceita no upload.



Nos falamos em breve.

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cerveja no Barril - 3

 “Periféricos”

OK, você tem um KEG prontinho para utilizar, detalhemos agora a “infinidade” de componentes que você precisa para tornar esse sonho uma realidade e de vez em quando deixar de fazer priming e tampar garrafas.

Considero a simplicidade outra grande vantagem desse sistema. Em linhas gerais você precisará, além do próprio barril, de uma pequenina lista de periféricos, são eles:

01 válvula extratora;
01 torneira;
01 adaptador;
01 cilindro de CO2;
01 manômetro;
50cm mangueira cristal 1/4”.

Será que esqueci de algo? Tem certeza que é só isso Breda? Não tem todas aquelas válvulas e vedações e pinos e mangueiras???

Pois é, só isso!

Falemos de cada um em particular e fechemos esta parte com os incrementos que você poderá fazer com o tempo, mas com essa pequenina lista você não precisará mais “esquentar” sua cabeça, já poderá fazer aquele churrasco com cerveja bem tirada para surpreender os mais céticos e abrir os olhos daqueles que por questões óbvias (não necessariamente por que desejam) não conhecem nada além de Br...., Sk.., Ant......


IMPORTANTE: as vedações não são eternas, mas como disse, se você adquirir um bom KEG, mesmo tendo sido usado por um bom tempo, não terá o trabalho de reparar as vedações tão cedo. Basta cuidar bem do brinquedo.


VÁLVULA EXTRATORA

 Válvula Extratora 

Embora pareça complexa, é composta de um sistema inteligentemente simples de rosca e trava rápidas possibilitando uma conexão fácil e uma extração segura. Abaixo você pode ver um desenho em corte mostrando o interior de uma extratora, assim fica um pouco mais fácil compreender seu funcionamento.

  Desenho em corte de uma extratora

Para conectar a extratora ao barril, basta encaixá-la à válvula de entrada do KEG e girar o corpo da válvula pressionando levemente para baixo, a rosca especialmente desenhada se encarregará de pressionar a vedação e se posicionar corretamente para que o curso da alavanca de trava possa deslizar sem esforço e sem ocasionar nenhum vazamento.

Desenho esquemático da utilização da extratora

Se o barril estiver cheio e/ou pressurizado, não baixe a alavanca da extratora sem ter conectado a torneira ou uma tampa de vedação. Se o barril estiver com cerveja e você baixar a alavanca sem ter acoplado uma tampa, torneira ou a mangueira de sua choppeira terá um belo chafariz de espuma à sua frente, caso somente esteja pressurizado, menos pior, apenas um forte jato de ar fará um barulho semelhante aquele que você ouve quando encaixa mal o bico de calibragem do pneu num posto de gasolina.


TORNEIRA

Há vários tipos de torneiras para extração de cervejas, alguns coloco-os aqui, mas não procurei cobrir a todos, já que mais produtivo será concentrar-nos naqueles que vemos e usamos com mais freqüência na “ilha de vera cruz” . Os exemplos abaixo estão sem as alavancas de manejo, exceto a “monobloco”. O modelo mais encontrado por aqui é o chamado de "Torneira Italiana" aquela que pra frente sai cerveja e pra trás sai espuma. Um outro também bastante utilizado é o "standard", muito comum em bares onde se encontra cervejas importadas em barril, como Erdinger, Old Speckled, New Castle, entre outras.

Fonte: http://www.draughtquality.org - adaptação by Breja do Breda

As alavancas podem ser facilmente removidas, pois são presas com uma simples rosca, por isso com frequência a original "simples de cor preta" é substituída por uma alavanca de formato criativo e personalizada com a marca/logotipo da cerveja que está conectada àquela torneira, isso além de uma forma de marketing para o consumidor serve de identificação para quem irá encher os copos. 


As torneiras italianas e “standard” podem ser utilizadas para cervejas ALEs e LAGERs. Esses modelos podem ser encontrados em inox ou em latão cromado, pois possuem orifícios de limpeza e devem ser desmontadas com frequência para checagem. O modelo "monobloco" apesar de ser fácil para limpar, possuí menos partes removíveis, por isso somente é produzido em inox.

"Ventless" - Seu corpo não tem entradas adicionais para limpeza

O modelo "Stout" é utilizado para cervejas nitrogenadas (geralmente as próprias stouts). Essas torneiras possuem um diafragma que controla o fluxo tornando a bebida mais cremosa quando servida. Pois é, agora você sabe que a Guinness além de nitrogênio tem uma torneira especial para chegar no ponto ideal, um bom "tirador" também ajuda.
 
Torneira para cervejas nitrogenadas

ADAPTADOR

A forma mais simples de se conectar uma torneira à uma extratora é utilizando uma mangueira com dois conectores em suas extremidades, contudo, essa maneira não permite que sua torneira fique firme o suficiente para a extração da bebida com uma única mão no manejo da alavanca, além de ser um material de vida mais curta que o aço inoxidável, por isso, a melhor maneira partindo de pressupostos como custo, efetividade no manuseio, facilidade de sanitização e durabilidade aponta para um adaptador em "L" feito totalmente de aço inox e que pode ser montado entre a extratora e a torneira possibilitando a você extrair sua cerveja diretamente de um barril previamente refrigerado sem a necessidade de serpentinas e chopeiras.

Não me aterei muito nessa peça, é um cano de inox de 5/16" dobrado em "L" e com adaptadores de rosca nas duas extremidades de forma que você possa acoplar a extratora de um lado e a torneira do outro somente com o aperto das mãos, sem a necessidade de chaves especiais e retirar sua cerveja do KEG sem nenhum problema. (ver detalhe acima em vermelho).


CILINDRO DE CO2



Não há muito o que dizer, basta olhar para eles e você já saberá parte do que precisa fazer para identificar um cilindro que valha a pena. Em primeiro lugar ele precisa estar em bom estado, limpo, sem partes enferrujadas, com  pintura em ordem ou com o polimento do alumínio adequadamente realizado. Alguns números marcados no corpo do cilindro também devem ser observados, eles dirão a você qual a idade do equipamento, seu tempo útil, a quantidade de pressão suportada entre outras informações. Como em geral encontramos cilindros usados para comprar, essa análise superficial não basta, é necessário que você realize em uma empresa confiável um teste hidrostático e uma verificação de contaminação do interior do cilindro. Depois de aprovado nos testes e com os reparos substituídos, pode carregá-lo com CO2, também procure uma empresa idônea para fazer a carga, caso contrário poderá contaminar sua cerveja.


MANÔMETRO
O manômetro será sua peça fundamental deste ponto em diante, Composto por dois mostradores analógicos, um mostra a pressão dentro do cilindro e o segundo indicará qual é a pressão que você está inserindo no barril. Com a ajuda deste aparelho acoplado ao cilindro de CO2 e conectado à sua válvula extratora já corretamente travada ao barril, você poderá consultar a tabela de pressão x temperatura para adequar qual a carbonatação desejada para sua cerveja. Utilizando as calculadoras de carbonatação por estilo você determinará quantos kgf de pressão deseja e executará os passos para carbonatação dos quais falarei no post número 4. 

MANGUEIRA
Você pode adquirir 50cm ou 1m de mangueira cristal atóxica de 1/4" de diâmetro interno com 1,5mm de parede. Essa mangueira será suficiente para sua entrada de CO2. Mas antes de adquiri-la, verifique se seu adaptador de mangueira do manômetro e da extratora tem essa medida.

That's all Folks! Prontos para encarar o próximo desafio? Já montaram seus equipamentos? Carregaram seus cilindros, sanitizaram tudo? Vamos encher seu barril com o precioso néctar e ensiná-los a pressurizar e carbonatar sua cervejas de acordo com seu estilo.

Vejo vocês na próxima, agora vou pedir um "Pint" de New Castle porque ninguém é de ferro.

Prosit!!!

Breda