CONHEÇA NOSSAS CERVEJAS

Conheça nossas criações ............................ Tira dúvidas .. 1 .. 2 .. 3 ....................

Como usar seu KEG .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 ............ Calcule seu Priming ................ Processo Cervejeiro .. 0 .. 1 .. 2 .. 3 .. 4 .. 5 .. 6 .. 7 .. 8

..................................................

terça-feira, 29 de março de 2011

Extra! Extra!

Pessoal, dêem uma olhada no Blog do Raphael http://allbeersbr.blogspot.com/.

Na Postagem de hoje ele fala da degustação que realizou com três das nossas cervejas. As escolhidas foram a B&R Foreign Extra Stout, a B&R Irish Red Ale e nossa já famosa B&R Qüintos® Tripel.

O Raphael trabalha atualmente em um livro sobre cerveja onde haverá um bom espaço para as artesanais e tivemos uma boa conversa há algum tempo sobre cerveja, é claro.

As avaliações foram bem legais e espero que vocês possam saborear nossas cervejas também, assim poderão emitir sua própria opinião a respeito.

Aproveito para repetir as fotos das meninas aqui e aguardo comentários, encomendas e opiniões.
  
 

Veja também os rótulos em detalhes e as descrições de cada uma clicando aqui!

Forte abraço a todos.

Prosit!!!

Breda

domingo, 13 de março de 2011

Conheçam nossa nova obra

Caros amigos leitores, hoje terminada a obra, tenho o grande prazer em apresentar-lhes minha mais nova criação, pensei muito sobre um estilo que sempre me chamou a atenção por sua robustez e personalidade, assim depois de alguns rascunhos e boas horas procurando por um nome que fosse aderente ao peso deste estilo cheguei a um casamento perfeito.


Como sempre, meu trabalho de pesquisa precede qualquer tomada de decisão e desta vez não poderia ser diferente, comecei por escolher dentre as Porters um sub estilo pouco citado em rodas de cerveja e mais elaborado, cheguei sem pouco esforço e nenhuma dúvida a algo que descrevo a partir de agora tentando transmitir a vocês a minha alegria em chegar a essa criação.

Devido a sua origem, nada seria mais justo do que mergulhar nas tribos e lendas ancestrais da Grã-Bretanha e nenhuma delas é mais mística do que a vida dos Celtas e nem mais conhecida do que as histórias de Arthur, o Rei, aquele que retirou a espada da pedra e foi aconselhado por Merlin, o grande mago. O que pouca gente sabe é que, embora cercada de muita controvérsia, a lenda é dita "Celta". Colocarei links no final da postagem para quem tiver interesse nesse tipo rico de literatura.



Voltando à luz e à cerveja, o misticismo celta me levou a uma descoberta, uma deusa com a qual sempre simpatizei e provavelmente muitos de vocês também, mas como de costume a estória foi distorcida e até hoje muita gente a considera do mal, mas ela é do bem, a mais talentosa e fiel seguidora do poderoso Grão-Druida. Na lenda arturiana sua figura aparece como uma deusa tríplice que representa o nascimento, a morte e a ressurreição, sendo uma das nove sacerdotizas que nos tempos romanos habitavam uma ilha localizada bem diante das costas da Bretanha. Seu nome tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que ela foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha; resumindo o que vocês poderão ler em detalhes depois, após a morte de Arthur, a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo e a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões...

Curiosos? OK, sem mais delongas lhes apresento minha mais recente obra:


Nossa B&R Morgana® é uma cerveja forte e de alto teor alcoólico com paladar marcante e aromas de café e toffee. De coloração negra intensa, demonstra personalidade trazendo uma espuma densa e cremosa com destaque para sua tonalidade Deve ser apreciada preferencialmente em copos típicos ingleses ”Pint” e harmonizadas com carnes de caça e assados. Experimente ousar servindo a B&R Morgana® com chocolate amargo ou saboreando seu charuto preferido.

– — 

Isso mesmo, uma Baltic Porter - eu sei, eu sei, nunca ouviu falar não é? Pois bem, quando a vi em minhas pesquisas foi como um sinal, "é essa!" - eu disse; Depois, procurar um nome à sua altura foi mais difícil, mas os Celtas me mostraram o caminho.

Sem mais detalhes sobre seus ingredientes dessa vez, em breve o farei na melhor tradição Breja do Breda de compartilhamento de informações.

Espero que tenham apreciado ao compartilhar comigo essa alegria.

Prosit!!!

Breda


PS - Leiam todas, vale a pena, assim quando provarem a cerveja poderão sentir o misticismo que a envolveu durante sua criação. Procurei links em português para facilitar, mas há muitos outros, até mais ricos, em inglês para quem realmente se interessar. 


Inglês:


segunda-feira, 7 de março de 2011

200 litros para matar a sede

Foi em 26/02/2011 sábado na ECA-USP onde mais de 70 pessoas puderam saciar sua sede com cerveja de qualidade e feita pela B&R Cervejas Especiais.

A encomenda do Paulo em conjunto com a comissão organizadora contemplava, pelo que me informaram depois de muito debate, nada mais nada menos que 100 litros de Hefeweizen com quase 6,0% de álcool e 100 litros de English IPA com 7,0%, isso mesmo, uma IPA para botar fogo no pessoal e quebrar os paradigmas de quem não conhecia até então os prazeres das variações dessa deliciosa bebida.

Foi muito interessante acompanhar a rapaziada degustando as cervejas com a volúpia de quem parecia ter medo de que o precioso líquido acabasse e, para nossa surpresa, a IPA foi tão bem recebida que os primeiros dois barris de 50 litros (um de cada estilo) acabaram quase que simultaneamente.

Outra surpresa bastante agradável foi observar o público feminino que instintivamente preferia a weizen no primeiro copo, mas que agarrava firme na IPA tão logo a experimentava, posso afirmar que muitas degustaram mais IPA do que weizen, sem medo de errar, um bom sinal para nós produtores de cerveja, pois significa que há muito mais pessoas que consomem "qualidade", além disso demonstra que este não é mais um clube do bolinha, as luluzinhas mostraram que também apreciam o amargor dos lúpulos das inglesas.


Como não só de cerveja vivem os "seres humanos" o bom churrasco acompanhou a todos sem trégua. Bastante carne de qualidade e muito bem preparadas na melhor tradição universitária, por isso parabenizo os pilotos da churrasqueira que mesmo revezando não deixaram a peteca cair e tiraram o melhor de cada tipo de carne para harmonizar com as cervejas.

O pessoal ficou das 14:00h do sábado até as 3:30h do domingo bebendo sem parar, lembrando que foram chegando aos poucos, mas depois que a cerveja acabou ainda ficou muita gente por lá para terminar com a comida (mas não sei se acabou...não fiquei para conferir, mas tinha muita carne mesmo, uma maravilha).

Mais que uma festa onde fornecemos a cerveja o que nos marcou muito novamente foi o interesse das pessoas em saber mais sobre a bebida, sua produção, seus ingredientes, o processo; enfim, a receptividade em conversar comigo e com o Riva o tempo todo sem formalismos, o que nos fez sentir em casa e colaborou demais para a divulgação da cultura cervejeira, ressaltando que são todos formadores de opinião já que muitos são da área de comunicação e poderão propagar como poucos nossa causa cervejeira.

 

Como nada é perfeito, esquecemos a máquina fotográfica, mas o celular entrou em ação e no início conseguimos registrar alguns momentos, mas depois que o povo começou a chegar em peso foi impossível deixar de lado as torneiras para tirar mais fotos, nem das cervejas no copo eu consegui, mas conto com a colaboração dos "fotógrafos" que lá estiveram para que me enviem algumas "chapas" de forma que este post seja melhor ilustrado.

Quero agradecer o Paulo (Paulada), o Montanha (figuraça) e a todos os amigos e amigas que nos prestigiaram e deram mais uma vez seu voto de confiança à B&R Cervejas Especiais para animar sua festa.


Agradeço também (e muito) meu irmão Tadeu que segurou a onda servindo o pessoal com nossas cervejas junto com o Riva (que também deu o sangue o dia todo) enquanto eu estava no curso de lagers.

Para vocês, meu muito obrigado e até a próxima, que seja em breve.

Fiquem na mais profunda paz.

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cerveja no Barril 4

Esgotando e enchendo

Ok, não foi fácil escrever este post, não necessariamente pelo assunto, mas pela falta de tempo, entretanto, para caminharmos mais um pouco nesse aprendizado, cá estou novamente com a quarta parte do capítulo “Cerveja no Barril”.

Recapitulando, vocês já sabem como sanitizar seu barril e devem estar de posse dos componentes mínimos necessários, portanto adotarei como premissa que vocês já leram os posts anteriores e estão com tudo em ordem.

Lembrando um pouco o post sobre priming (ver aqui), você deve considerar como base que sua cerveja deve possuir algo em torno de 0,9g/l de CO2 residual após a primária para sermos conservadores. No mesmo post você encontrará uma tabela de pressões gerais por grupo de estilo e também algumas calculadoras. Nesse post não sugiro que as use para ver a quantidade de açúcar para primimg, já que não faremos isso agora, mas para identificar a pressão recomendada para o estilo de cerveja que você estará carbonatando, se quiser seguir os parâmetros fornecidos, é claro.
A essa altura você está com seu barril limpo e sem nenhum resíduo de água, sanitizante ou qualquer outro em seu interior. Sua cerveja já deve ter maturado o tempo necessário (e/ou planejado por você), está decantada a seu gosto e refrigerada (de 0 a 2°C será ótimo), mas não custa nada colocar novamente o processo inteiro, certo? Certo!

Como provavelmente você não tem um sistema de enchimento industrial (como eu também não tenho) siga o seguinte procedimento:
1. Sanitize o barril (sugiro peracético, mas pode utilizar o que estiver acostumado);

2. Injete CO2 com o barril aberto até observar uma leve fumaça branca saindo de dentro dele (cuidado com o fluxo muito alto, sua mangueira pode ficar bem gelada e endurecer, mas não se assuste), isso é rápido, alguns segundos com 0,5kgf/cm² de pressão é mais do que suficiente;

3. Imediatamente após desligar o jato de CO2 passe sua cerveja maturada e decantada para o barril, faça a trasfega o mais rápido que puder, mas cuidado, esse "rápido" é o máximo de velocidade que você conseguir trasfegar SEM fazer revoluções com a cerveja dentro do barril, se aqui você provocar tumultos no líquido, ou espuma, esse fato aumenta a probabilidade de oxidação muito mais do que não esgotar o ar de dentro do barril;

4. Observe pelo menos 3cm de headspace (sabemos, de acordo com o Cerveja no Barril 3 que headspace é a distância que você deixará entre o topo do barril e o nível da cerveja lá dentro dele);

5. Dê mais um jato "spray" de CO2 ainda com a válvula aberta (não insira a mangueira no líquido);

6. Feche a válvula do barril (ela deve estar sanitizada) e aperte com sua chave apropriada;

7. Conecte a extratora;

"""ATENÇÃO"""
Certifique-se de que a saída da extratora esteja vedada. Nesse momento não vazará cerveja, pois não há pressão, mas você precisa fechar a saída para pressurizar e se não tiver uma tampa ou uma torneira/choppeira conectada à extratora o CO2 vai sair todo pela sonda.

8. Conecte a mangueira do cilindro de CO2 à extratora;

9. Pressurize com 0,5 kgf/cm² até equalizar;

Como saberei quando equalizou?

Em termos práticos você precisa ter uma boa audição. Hã? Como assim?

Mesmo que pareça engraçado falar que audição tem a ver com carbonatação, a questão é que você ouvirá o CO2 adentrando o barril e, quando esse ruído de fluxo cessar você terá equalizado, momentaneamente, a pressão interna do barril à do fluxo liberado pelo manômetro que está em 0,5Kgf/cm², no nosso caso;

10. OPCIONAL: se ainda estiver inseguro com o ar dentro do barril, abra levemente a válvula de alívio mantendo o CO2 em pelo menos 0,1kgf/cm². Deixe escoar o possível ar residual + CO2 por alguns segundos e feche a válvula.

Pois é, foi muito fácil não foi? Se fez tudo direitinho terá um barril cheio de cerveja, livre de O2 e pronto para a carbonatação que deve começar imediatamente.

Essa é a parte polêmica e cheia de folclores, por isso reforço mais uma vez: a idéia aqui é esclarecer as pessoas que precisam de informações detalhadas e confiáveis e não questionar outros métodos. O que escrevo é fruto de minhas pesquisas e testes, mas não objetivo apontar certos e errados, mesmo porque graças a Deus as coisas evoluem e vão se aprimorando com o passar do tempo. O que escrevo aqui são experiências práticas e concretas apoiadas por processos obtidos na literatura, muitas vezes versando sobre produção industrial, e que eu e o Riva adaptamos/utilizamos com sucesso em nossa produção caseira.

Isto posto, coloque seu barril novamente sob refrigeração (0-2°C será nossa referência para cálculo). Não coloque o cilindro dentro do freezer ou geladeira, pois o CO2 se comprime à medida que a temperatura baixa, logo a leitura de seu manômetro será afetada se o cilindro estiver gelado e você estará liberando uma pressão no mínimo equivocada. Não estou dizendo que não pode colocá-lo dentro da geladeira, mas não há nenhuma razão para isso, ademais, caso queira deixá-lo lá, observe corretamente a tabela de “temperatura x pressão” que encontrará no final da postagem e boa sorte, mas lembre-se de não dizer que isso foi indicado pelo Breja do Breda, minha recomendação é deixar o cilindro do lado de fora.

Carbonatando

Consideremos que o CO2 está conectado à sua extratora (lembrando que isto é uma sequência dos passos acima):

11. Verifique a pressão recomendada para o estilo de cerveja (é, tem isso sim, mas se não pretende seguir parâmetros de estilo, tudo bem), meça a temperatura da cerveja, defina a pressão de carbonatação e calibre o manômetro para carbonatar;

Como faço isso?? Vamos a um exemplo:

Suponha que você está iniciando a carbonatação de uma cerveja de trigo, vamos utilizar uma calculadora para facilitar, mas se quiser fazer na mão, no final colocarei os cálculos.

- Abra a calculadora (para acessar a calculadora, clique aqui!)
- Selecione na lista de estilos “weizen/weissbier”;
- Digite no campo a pressão desejada dentro do intervalo do estilo – em nosso exemplo 4.0 volumes de CO2;
- Selecione a opção “Kegging”;
- Digite a temperatura em que está a sua cerveja no barril (observe que não é a temperatura do cilindro de CO2, é a do barril!!!) em nosso exemplo 2,0°C.
"""ATENÇÃO""" 
Coloque 2C no campo para que o sistema entenda que você está inserindo os valores em sistema métrico;
- Pressione o botão “Calculate!”;
- Observe o resultado que no exemplo foi de 25,0 psi.


Logo, para ter uma carbonatação de 4,0 volumes de CO2 e ficar dentro do estilo desejado, você deverá regular seu manômetro da saída para 25,0 psi ou 1,76kgf/cm² (para converter psi e outras medidas clique aqui!), contudo não se esqueça de que sua cerveja tem algo em torno de 0,9g/l de CO2 residual, então, se convertermos g/l em volumes de CO2 você já terá algo em torno de 0,46 volumes de CO2 residual na sua cerveja.

Como sei que 0,9g/l é aproximadamente 0,46 volumes de CO2???

Usando a fórmula de conversão!!!!

Assim temos que:  d= (M*p)/(R*T)

onde:
 d = gramas/litro de CO2 residual
M = massa molecular do CO2 (que é 44)
 p = volume (é o que queremos saber)
 R = constante de conversão = .0821 (pois é, .0821 L atm/mol Kelvin)
 T = Temperatura em K (kelvin) Como 0°C = 273 K e temos cerveja a 2°C, seu “T” será 273 + 2 = 275 K

Legal hein??? Se achar alguma coisa em sistema métrico juro que coloco aqui...se souberem me avisem!

Substituindo (passo a passo como ensino matemática para minha filha), teremos:

0,9 = (44*p)/(0,0821*275)
0,9 = 44p/22,58
44p = 0,9*22,58
44p = 20,32
p= 20,32/44
p= 0,46 volumes

Como queremos no exemplo uma cerveja com 4,0 volumes, se descontarmos o residual, basta colocar na calculadora 3,54 ao invés de 4,0 (ver figura abaixo).


Nesse caso o valor será 20,4 psi o que convertendo para kgf/cm² resulta em 1,43. Agora você já pode decidir se usa 1,76 ou 1,43kgf/cm², a decisão é sua, mas também dependerá da precisão da escala do seu manômetro para poder regular com esses valores, mas fica a informação. No exemplo estamos “um grão de cevada” abaixo da carbonatação recomendada, mas isso não será perceptível, trust me, entretanto, se preferir, arredonde para 3,6 e recalcule. Teremos 21,0 psi ou 1,48kgf/cm².

Voltando à nossa sequência (já ajustado o manômetro):

12. Libere o fluxo de CO2 para o barril até que não ouça mais ruídos provenientes da entrada de gás (não há tempo determinado para isso);

13. Desconecte o CO2;

14. Desconecte a extratora;

15. Mantenha o barril refrigerado (0-2°C);

Repita a operação (passos 12 a 15) duas ou três vezes ao dia por três ou quatro dias. Como há variações de estilo e pressão de carbonatação escolhida esse ritual pode variar um pouco, mas nada de regras gerais de 24 horas ou vários dias com "x" quilos de pressão para qualquer cerveja e outros folclores (há livros que trazem esse procedimento), contudo, se você já adotou um processo como o “set and forget” e está feliz com os resultados mantenha sua prática, pois isso é o mais importante.

Após seguir esses passos, verifique se a cerveja está como você imaginava, mas tome cuidado ao extrair a bebida, pois temos uma pressão de carbonatação e uma pressão de extração.

O quê? Como assim?

Explico! Ao extrair a cerveja, mantenha o barril pressurizado! O maior erro dos usuários é extrair a cerveja com o CO2 fechado ou desconectado. Isso irá desequilibrar a bebida durante o consumo, afinal 10, 20, 30 ou 50 litros "nem sempre" acabam em 5 minutos e a pressão em que você deixou o barril não será suficiente para extrair toda a bebida lá de dentro. Assim, regule a pressão do cilindro, regule o fluxo de CO2 de sua torneira (caso ela tenha o ajuste para isso), procure manter a temperatura do barril estável e pode servir.

"""ATENÇÃO"""
O CO2 deve permanecer conectado por todo o tempo em que você estiver retirando cerveja.

Mas Breda, o que você diria sobre balançar o barril?

Balançar na verdade “data maxima venia” é um procedimento inadequado. Se fosse ideal as indústrias teriam um chacoalhador de barris pra agilizar. Brincadeiras à parte, o único diferencial (observe que nem julgo um benefício) que vejo em balançar, chacoalhar ou rolar o barril é acelerar a absorção do CO2 o que é impreciso e controverso em termos de mensuração da incorporação, mas não vem ao caso entrar nessa polêmica. Se você não “precisa” beber a cerveja no dia seguinte não faça isso, pois se o fizer não terá uma definição do “quanto” exatamente carbonatou sua cerveja e da próxima vez que precisar carbonatar será no chute, de novo. Se seguir os passos sugeridos acima terá um padrão e poderá proceder ajustes no SEU processo para deixar SUA cerveja no ponto adequado planejado por VOCÊ.

A diferença você sentirá quanto começar a envasar suas garrafas com um enchedor de contra fluxo, falarei sobre isso em um próximo post.

Use o chacoalhão como último recurso, caso tenha realmente muita pressa em beber sua cerveja, afinal você levou semanas cuidando dela com todo carinho e atenção aos detalhes e não vai querer diminuir sua qualidade pela pressa nem ficar com dores nos braços e nas costas no dia da sua degustação por ter balançado barris na noite anterior.

Ok, ainda há uma coisa a se considerar caso você precise ou queira deixar o barril fora da geladeira e utilizar uma choppeira.

Nesse caso, preste bastante atenção à relação “pressão x temperatura”, use a calculadora ou a tabela para verificar como estará a pressão no barril e capriche no gelo em sua choppeira (ou na temperatura se ela for elétrica). Mas no final das contas o tirador de cerveja é que tem a missão de regular o equipamento e extrair o néctar da forma mais adequada possível, isso não dá para ensinar escrevendo, tem que ser na prática mesmo.

Boa sorte a todos e se precisarem de mais detalhes fiquem à vontade para comentar aqui no blog, responderei a todos como de costume.

Ahh, não se esqueçam de me chamar para o churrasco!

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qüintos - Video Clip

Enquanto a próxima parte das dicas sobre Cerveja no Barril não vem, assistam um videozinho feito pelo Neto no celular mostrando um pouquinho de nossa Tripel em movimento. Espero que gostem, apesar da qualidade da imagem que precisou ser muito reduzida para ser aceita no upload.



Nos falamos em breve.

Prosit!!!

Breda

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cerveja no Barril - 3

 “Periféricos”

OK, você tem um KEG prontinho para utilizar, detalhemos agora a “infinidade” de componentes que você precisa para tornar esse sonho uma realidade e de vez em quando deixar de fazer priming e tampar garrafas.

Considero a simplicidade outra grande vantagem desse sistema. Em linhas gerais você precisará, além do próprio barril, de uma pequenina lista de periféricos, são eles:

01 válvula extratora;
01 torneira;
01 adaptador;
01 cilindro de CO2;
01 manômetro;
50cm mangueira cristal 1/4”.

Será que esqueci de algo? Tem certeza que é só isso Breda? Não tem todas aquelas válvulas e vedações e pinos e mangueiras???

Pois é, só isso!

Falemos de cada um em particular e fechemos esta parte com os incrementos que você poderá fazer com o tempo, mas com essa pequenina lista você não precisará mais “esquentar” sua cabeça, já poderá fazer aquele churrasco com cerveja bem tirada para surpreender os mais céticos e abrir os olhos daqueles que por questões óbvias (não necessariamente por que desejam) não conhecem nada além de Br...., Sk.., Ant......


IMPORTANTE: as vedações não são eternas, mas como disse, se você adquirir um bom KEG, mesmo tendo sido usado por um bom tempo, não terá o trabalho de reparar as vedações tão cedo. Basta cuidar bem do brinquedo.


VÁLVULA EXTRATORA

 Válvula Extratora 

Embora pareça complexa, é composta de um sistema inteligentemente simples de rosca e trava rápidas possibilitando uma conexão fácil e uma extração segura. Abaixo você pode ver um desenho em corte mostrando o interior de uma extratora, assim fica um pouco mais fácil compreender seu funcionamento.

  Desenho em corte de uma extratora

Para conectar a extratora ao barril, basta encaixá-la à válvula de entrada do KEG e girar o corpo da válvula pressionando levemente para baixo, a rosca especialmente desenhada se encarregará de pressionar a vedação e se posicionar corretamente para que o curso da alavanca de trava possa deslizar sem esforço e sem ocasionar nenhum vazamento.

Desenho esquemático da utilização da extratora

Se o barril estiver cheio e/ou pressurizado, não baixe a alavanca da extratora sem ter conectado a torneira ou uma tampa de vedação. Se o barril estiver com cerveja e você baixar a alavanca sem ter acoplado uma tampa, torneira ou a mangueira de sua choppeira terá um belo chafariz de espuma à sua frente, caso somente esteja pressurizado, menos pior, apenas um forte jato de ar fará um barulho semelhante aquele que você ouve quando encaixa mal o bico de calibragem do pneu num posto de gasolina.


TORNEIRA

Há vários tipos de torneiras para extração de cervejas, alguns coloco-os aqui, mas não procurei cobrir a todos, já que mais produtivo será concentrar-nos naqueles que vemos e usamos com mais freqüência na “ilha de vera cruz” . Os exemplos abaixo estão sem as alavancas de manejo, exceto a “monobloco”. O modelo mais encontrado por aqui é o chamado de "Torneira Italiana" aquela que pra frente sai cerveja e pra trás sai espuma. Um outro também bastante utilizado é o "standard", muito comum em bares onde se encontra cervejas importadas em barril, como Erdinger, Old Speckled, New Castle, entre outras.

Fonte: http://www.draughtquality.org - adaptação by Breja do Breda

As alavancas podem ser facilmente removidas, pois são presas com uma simples rosca, por isso com frequência a original "simples de cor preta" é substituída por uma alavanca de formato criativo e personalizada com a marca/logotipo da cerveja que está conectada àquela torneira, isso além de uma forma de marketing para o consumidor serve de identificação para quem irá encher os copos. 


As torneiras italianas e “standard” podem ser utilizadas para cervejas ALEs e LAGERs. Esses modelos podem ser encontrados em inox ou em latão cromado, pois possuem orifícios de limpeza e devem ser desmontadas com frequência para checagem. O modelo "monobloco" apesar de ser fácil para limpar, possuí menos partes removíveis, por isso somente é produzido em inox.

"Ventless" - Seu corpo não tem entradas adicionais para limpeza

O modelo "Stout" é utilizado para cervejas nitrogenadas (geralmente as próprias stouts). Essas torneiras possuem um diafragma que controla o fluxo tornando a bebida mais cremosa quando servida. Pois é, agora você sabe que a Guinness além de nitrogênio tem uma torneira especial para chegar no ponto ideal, um bom "tirador" também ajuda.
 
Torneira para cervejas nitrogenadas

ADAPTADOR

A forma mais simples de se conectar uma torneira à uma extratora é utilizando uma mangueira com dois conectores em suas extremidades, contudo, essa maneira não permite que sua torneira fique firme o suficiente para a extração da bebida com uma única mão no manejo da alavanca, além de ser um material de vida mais curta que o aço inoxidável, por isso, a melhor maneira partindo de pressupostos como custo, efetividade no manuseio, facilidade de sanitização e durabilidade aponta para um adaptador em "L" feito totalmente de aço inox e que pode ser montado entre a extratora e a torneira possibilitando a você extrair sua cerveja diretamente de um barril previamente refrigerado sem a necessidade de serpentinas e chopeiras.

Não me aterei muito nessa peça, é um cano de inox de 5/16" dobrado em "L" e com adaptadores de rosca nas duas extremidades de forma que você possa acoplar a extratora de um lado e a torneira do outro somente com o aperto das mãos, sem a necessidade de chaves especiais e retirar sua cerveja do KEG sem nenhum problema. (ver detalhe acima em vermelho).


CILINDRO DE CO2



Não há muito o que dizer, basta olhar para eles e você já saberá parte do que precisa fazer para identificar um cilindro que valha a pena. Em primeiro lugar ele precisa estar em bom estado, limpo, sem partes enferrujadas, com  pintura em ordem ou com o polimento do alumínio adequadamente realizado. Alguns números marcados no corpo do cilindro também devem ser observados, eles dirão a você qual a idade do equipamento, seu tempo útil, a quantidade de pressão suportada entre outras informações. Como em geral encontramos cilindros usados para comprar, essa análise superficial não basta, é necessário que você realize em uma empresa confiável um teste hidrostático e uma verificação de contaminação do interior do cilindro. Depois de aprovado nos testes e com os reparos substituídos, pode carregá-lo com CO2, também procure uma empresa idônea para fazer a carga, caso contrário poderá contaminar sua cerveja.


MANÔMETRO
O manômetro será sua peça fundamental deste ponto em diante, Composto por dois mostradores analógicos, um mostra a pressão dentro do cilindro e o segundo indicará qual é a pressão que você está inserindo no barril. Com a ajuda deste aparelho acoplado ao cilindro de CO2 e conectado à sua válvula extratora já corretamente travada ao barril, você poderá consultar a tabela de pressão x temperatura para adequar qual a carbonatação desejada para sua cerveja. Utilizando as calculadoras de carbonatação por estilo você determinará quantos kgf de pressão deseja e executará os passos para carbonatação dos quais falarei no post número 4. 

MANGUEIRA
Você pode adquirir 50cm ou 1m de mangueira cristal atóxica de 1/4" de diâmetro interno com 1,5mm de parede. Essa mangueira será suficiente para sua entrada de CO2. Mas antes de adquiri-la, verifique se seu adaptador de mangueira do manômetro e da extratora tem essa medida.

That's all Folks! Prontos para encarar o próximo desafio? Já montaram seus equipamentos? Carregaram seus cilindros, sanitizaram tudo? Vamos encher seu barril com o precioso néctar e ensiná-los a pressurizar e carbonatar sua cervejas de acordo com seu estilo.

Vejo vocês na próxima, agora vou pedir um "Pint" de New Castle porque ninguém é de ferro.

Prosit!!!

Breda



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Cerveja no Barril - 2

Comecemos pelos tipos de barris KEG que temos disponíveis e encontramos com mais facilidade aqui no Brasil:



Os fabricantes têm barris de capacidades diferentes, as medidas podem variar sensivelmente, há padrões DIN, padrões Europeus, mas sua produção se dá sob encomenda e os valores são pra lá de salgados, você pode consultar caso tenha interesse acessando os sites que estão no final da postagem. Pelo mundo há outros modelos com desenhos diferentes, mas isso não importa muito, o importante é o que temos aqui ao alcance das mãos, mas há links de fabricantes internacionais também, caso haja curiosidade.

Mais raros, mas também encontrado por aqui são os barris de inox com revestimento chamados de KEG PLUS. São barris bem legais com interior em inox que possuem um revestimento de poliuretano, geralmente preto e são mais comuns com 30 litros, são bem mais resistentes a impacto e não apresentam marcas e amassados como os de inox aparente. Exemplares desse tipo de barril são figuras fáceis em bares que vendem Erdinger, Maredsus, Guinness, entre outros “como chopp”. Para quem nunca viu um desses, segue a foto de um:

Keg Plus B&R de 30 litros 

Falemos agora das válvulas, há alguns tipos diferentes, mas novamente como aqui no Brasil é mais utilizado um específico me aterei a este, abaixo uma foto de alguns tipos diferentes de válvula:


A comumente encontrada em nossos barris é a válvula “S” e a peça abaixo (válvula-sifão) que teremos que manusear caso optemos por envasar nossa cerveja em barris KEG de válvula única. Quando utilizada adequadamente sua manutenção é bem simples e suas vedações duram por muito tempo.


Antes de mais nada é preciso saber que esses barris que compramos e que foram utilizados pelas cervejarias possuem uma trava de segurança. Para que possamos utilizá-los ela precisará ser removida, caso contrário você não conseguirá lavar seu barril adequadamente a menos que tenha uma lavadora industrial ou um amigo que possa sanitizar o barril para você cada vez que precise enchê-lo. Portanto, esteja ciente e preparado para essa surpresa quando abrir o barril usado que acabou de comprar e descobrir que a válvula dele pode não sair facilmente. Se der sorte pode comprar um barril que já foi destravado. Não vou mostrar aqui como remover essa trava por duas razões, uma porque vocês poderão estragar a válvula e depois me culpar por isso e outra porque poderão se machucar, portanto minha sugestão é que você tente adquirir barris destravados ou encontre um profissional para destravá-lo para você.

Uma vez destravada é ideal que você tenha uma chave adequada para remover a válvula sem danificá-la, pois você terá que fazer isso com uma freqüência razoável e não vai querer estragar algo em que investiu centenas de reais por causa de uma chave de fenda e um martelo, por isso compre ou faça uma chave que seja adequada para a tarefa.

Observe abaixo um exemplo simples de adaptador que você pode mandar fazer  e que pode ser utilizado com qualquer catraca de jogo de chaves “cachimbo” ou “pito”, facilmente encontrado no mercado, e que evitará que você cause danos à sua válvula além de possibilitar um fechamento mais seguro e uma abertura com menos esforço.

Exemplo de chave/adaptador adequados

Uma vez aberto o barril precisamos nos certificar de que ele está limpo, pois quase sempre barris descartados pela indústria possuem resíduos difíceis de serem removidos, por isso uma inspeção cuidadosa deve ser feita. Caso não haja nenhuma “craca” uma sanitização com água fervente e com peracético bastam, porém se houver sólidos impregnados nas paredes, no fundo e principalmente na parte superior (onde muitas vezes ninguém olha) você deverá utilizar uma solução de água e soda cáustica a 2 ou 3% (dependendo do grau da sujeira).


Não tenha medo disso, sabendo utilizar e tomando os devidos cuidados, não haverá problemas, porém seja cauteloso, já que o produto é corrosivo e pode causar queimaduras na pele se manuseado incorretamente.

 ATENÇÃO: ao adquirir o produto verifique se o mesmo traz instruções de uso, caso contrário procure por outro fabricante.

Você não precisará encher o barril com a mistura, basta 1/4 do volume, algum trabalho girando o barril e um ou dois dias de “molho” que praticamente todas as impurezas serão dissolvidas. Lembre-se somente de colocar e apertar bem a válvula antes de virá-lo de ponta-cabeça. Após esse tempo, um bom enxágüe com água limpa e pode sanitiza-lo como explicado anteriormente (água fervente e depois peracético). Fácil não acham? Pois é.

Se não quiser utilizar soda cáustica há a alternativa de água pressurizada e vapor, mas sinceramente, além de ser mais difícil ter um equipamento que forneça jatos de vapor com pressão suficiente em casa, considero muito mais perigoso e passível de ocorrer algum acidente com vapor do que com soda.


Se não quiser utilizar nem um nem outro, tente somente a água quente e um jato de água pressurizada intercalados até que considere o barril limpo e o sanitize com peracético, mas você correrá o risco de ainda sobrar algum contaminante e sua cerveja pode ser prejudicada, mas de qualquer forma, tenha cuidado e faça somente o processo para o qual se considera apto e esteja confortável em realizar.



OK, já adquiri um barril, destravei, limpei, sanitizei, e agora?

Agora vamos falar dos “periféricos” necessários para que você possa fazer uso adequado do seu barril.

Na próxima postagem...

Prosit!!!

Breda

<< Primeira parte - Terceira parte >>



Fornecedores de barris KEG e peças de reposição:

http://www.kce.com.br/inox.html
http://www.agavic.com.br/site/barril-de-chopp
http://www.schaefer-container-systems.de/keg-beverage-containers/keg-systems.htm
http://www.aobaosi.com/en/proshow.aspx?id=214

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cerveja no Barril

Muito se pergunta, mas pouco se responde sobre o assunto, por isso cá estou mais uma vez e como o assunto é longo vou dividi-lo em pequenas partes para não cansar os leitores. Desta forma contemplarei apenas os barris de padrão KEG e farei, como de costume, conexões para materiais com informação de outros tipos de barris através de links para não repetir coisas batidas aqui.


O que me motivou a falar sobre embarrilamento foi a quantidade de perguntas e dúvidas que recebi ultimamente sobre o assunto e também a variedade de desinformação que acaba chegando às pessoas que acabam por ficar perguntando a mesma coisa para um monte de gente e checando as respostas para ver se estão lhe passando a informação corretamente, contudo esse procedimento não garante ao que questiona uma resposta correta, pois como já dizia a minha bisavó, “uma mentira dita muitas vezes por várias pessoas vira uma verdade” e não raramente vejo pessoas caírem nessas “verdades” criadas acreditando piamente ser a coisa certa a se fazer. Também não quer dizer que quem responde está mentindo, mas pode também ter comprado uma "verdade relativa" que repassa a todos sem efetivamente ter pesquisado o assunto.

Envasar cerveja em barril é muito mais prático do que em garrafas? Sim, é, principalmente se você faz mais de 20 litros por brassagem, carbonata bem mais rápido com CO2 e não precisa de priming, porém tudo tem dois lados e transportar garrafas é mais cômodo, não precisa de cilindro de CO2 pra beber, dá para colocar em qualquer geladeira, não precisa levar 10 litros por vez, dá pra dar uma garrafa pra cada amigo, enfim, tudo vai depender da sua necessidade, por isso o melhor será sempre variável, entretanto, se sua necessidade é levar 15, 30, 50, 100 litros de cerveja para um evento não tenha dúvida, barril é a melhor alternativa e aqui começamos outra polêmica, que tipo de barril usar? Na minha opinião o KEG de aço inoxidável é claro. Você pode me perguntar (ou se perguntar) ai do outro lado, mas eles não são todos de inox?


Na verdade não, segundo minhas vagas lembranças de infância (não, eu não bebia, mas ia a festas e via os barris) no passado não muito distante aqui no Brasil haviam outros dois tipos utilizados para cerveja e que tinham funcionamento semelhante, mais remotamente os barris de madeira e há algum tempo os de alumínio, (sim eles tinha uma abertura lateral), contudo atualmente só encontramos os de aço inox com válvula única em uso. Além de minha memória, podemos encontrar na famosa Wikipédia a explicação abaixo:

“Um KEG é um recipiente usualmente construído de alumínio, aço ou madeira, comumente utilizado para armazenar, transportar e servir cerveja. Outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas, carbonatadas ou não, também podem ser armazenadas em KEGs com ou sem pressão. Antigamente um keg era um pequeno barril de madeira geralmente feito à mão e utilizado para transportar pregos e pólvora.”

Podem estar bradando: Mas porque não o Cornélius? O que muita gente não sabe é que o Cornelius também é chamado de Cornelius KEG, mas quando eu me refiro ao KEG realmente demonstro minha preferência pelos barris de inox com válvula única, mas minha intenção aqui não é falar disso, o objetivo é ensinar o leitor, homebrewer, a utilizar seu KEG com segurança e dar informações sobre como carbonatar sua cerveja com CO2 (e quem sabe uma palha de N2 e blended CO2-N2) e a pressurizar sua linha e seu barril para equilíbrio e extração da bebida.

Terminarei a série ensinando vocês como reutilizar um mini KEG de cinco litros seja de Heineken ou de outro tipo como os de itaipava, Skol, Warsteiner etc..

Não percam!

Prosit!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

9E. Strong Scotch Ale - Em 2011

Muito bem pessoal, após vários dias de competição acirrada – visto que a votação ficou empatada e teve a liderança alterada por várias vezes – temos o estilo eleito por vocês, amigos leitores, para ser uma das próximas cervejas a serem produzidas pela B&R Cervejas Especiais e postada passo a passo aqui no Blog com receita detalhada para que vocês possam repetir aí em sua casa no seu equipamento sem mistérios.

Por enquanto fiquem com um detalhamento do estilo para irem esquentando os motores e aguçando a curiosidade.
–—
9E. Strong Scotch Ale

Aroma

Profundamente maltado em geral com caramelo aparente. Pode apresentar aromas secundários de turfa e/ou defumados agregando complexidade ao estilo. A caramelização por vezes pode ser encoberta por diacetil que deve ser muito baixo, preferencialmente inexistente para que o caramelo possa ser percebido. Ésteres de baixo a moderados e álcool aparecem nas versões mais fortes. Lúpulos de moderado a muito leves.

Apresentação

A cor pode variar do cobre claro ao marrom escuro, em geral com "feixes de luz" rubi. Deve ser límpida. Cabeça geralmente com taninos acentuados, mas não persistentes nas versões mais fortes. Desvios de cor e cabeça podem ficar evidentes nas versões mais fortes.

Sabor

Ricamente maltado com caramelização aparente (particularmente nas versões mais fortes), traços de malte torrado ou defumado, características de nozes ou castanhas no final da degustação. Sabores de lúpulo e amargores de leves a moderados devido à dominância do malte. Apesar da caramelização às vezes ser confundida com diacetil este pode estar presente mas em níveis muito baixos. Álcool está geralmente presente assim com ésteres de baixo a moderados que podem sugerir ameixa, passas ou frutas secas. O paladar costuma ser pleno e adocicado tendendo a ser meio seco no final principalmente nos casos de uso moderado de malte torrado.

Gosto na Boca

Variando de médio a muito encorpado, com algumas versões (não todas) possuindo grande viscosidade. Costuma apresentar suavidade alcoólica que é bem vinda uma vez que equilibra com o maltado e adocicado. A carbonatação deve ser moderada.

Impressão geral

Rica, maltada e geralmente adocicada, pode ser sugerida como acompanhamento de sobremesas. Com sabores secundários complexos de malte elimina uma impressão unidimensional na degustação. Seu corpo e maltado podem variar.

Comentários

Também conhecida como wee heavy “Pesadinha”, fermentada a baixas temperaturas se comparada à maioria das ales e com baixos níveis de amargor, resulta em um limpo e intenso sabor maltado. Bastante adequada a sua região de origem com malte abundante, fermentação e maturação a baixas temperaturas. Lúpulos não são nativos da Escócia e sua importação costumava ser muito cara no passado, por isso eram utilizados ao mínimo possível.

Ingredientes

Malte Pale Ale com até 3% de cevada torrada. Pode utilizar malte pilsen para ajustar a coloração. O adocicado em geral não é proveniente do malte pilsen, mas da baixa lupulagem, altas temperaturas de brassagem e caramelização na fervura. Uma pequena proporção de malte defumado poderá agregar profundidade além de uma característica de turfa (algumas vezes percebida como terráceo ou defumado) podendo também ser proveniente do fermento e da água utilizada. A presença de lúpulo é mínima embora as variedades inglesas sejam mais adequadas. A água mole é tipicamente utilizada.

Parâmetros
OG: 1.070 – 1.130
FG: 1.018 – 1.056
IBUs:  17 – 35 
SRM:  14 – 25
ABV:  6.5 – 10%

–—

Para o aperitivo era isso que tinha preparado. Aproveito o ensejo para desejar a todos vocês um ótimo Natal e um 2011 repleto de realizações como foi 2010 para nós da B&R e que possamos juntos brindar novas conquistas por todo o ano que se inicia!

Fiquem com Deus e tenham um período de Paz e reflexão!

Nos "vemos" em breve.

Prosit!!!

Breda

domingo, 12 de dezembro de 2010

Qüintos® Tripel - B&R


Ontem, 11/12/2010, estivemos no encontro de sócios da ACervA Paulista em Brotas e além de nossa tríade de cervejas levamos algumas garrafas de Qüintos® para que nossos confrades pudessem apreciar essa que está sendo nossa cerveja mais elaborada deste final de 2010.

Para nossa satisfação as opiniões foram as melhores possíveis e não somente a cerveja agradou muito, mas sua apresentação em garrafas especiais de 750ml com rolhas swing top e seu rótulo inovador criado pela B&R Cervejas Especiais marcou presença e chamou a atenção dos participantes.

Levamos uma garrafa de Qüïntos® Tripel B&R para divulgação, entretanto não conseguimos impedir que a mesma fosse, além de admirada, colocada para gelar, sorteada, aberta e degustada pelos presentes, em uma divertida brincadeira realizada pelos nossos amigos da FATEC que participaram do evento.

Após a degustação, nossa garrafa de amostra simplesmente "desapareceu" - foi sequestrada por uma colecionadora e apreciadora de cervejas - mas ficamos plenamente satisfeitos com o resultado da degustação e com a aceitação e opiniões dos felizardos que tiveram a oportunidade de conhecer esta pequena "jóia" da B&R Cervejas Especiais.

Para os que estiveram ou não no evento, mas que não tiveram a oportunidade de conhecer nossa cerveja, posto aqui algumas imagens de nossa garrafa especial de Qüintos® Tripel, começando por seus rótulo e contra-rótulo, este último que é bastante inovador na medida em que traz as especificações do estilo e os ingredientes da receita estampados (parte posterior da garrafa).



De acordo com meus modestos conhecimentos em cerveja, não tenho notícias de uma garrafa no mundo que traga esse tipo de informações no nível de detalhe que apresentamos, mas peço aos amigos leitores que me enviem fotos e referências caso conheçam algo do gênero.

Espero que em breve todos possam experimentar nossas cervejas e agradeço aos que já a degustaram pelas opiniões e pareceres importantíssimos que recebemos até agora.

Em breve postarei fotos do evento e links de outros sites e blogs que comentem o assunto.

Fiquem na luz.


Prosit!!!